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biodiversidade em risco

'Adote' uma espécie em extinção e ajude a preservá-la

Marina Maciel - Planeta Sustentável - 01/10/2014 - atualizada em 12/12/2014

[img1][box-leia]Acaba de ser lançada, nesta quarta-feira (01/10), nova campanha do WWF-Brasil para envolver a população na preservação de espécies ameaçadas de extinção. Trata-se da "Adote uma Espécie", iniciativa que pretende arrecadar fundos para programas de conservação da ONG.

O primeiro animal em risco escolhido para "adoção" pela campanha é o urso panda gigante. Símbolo da logomarca do WWF, a espécie teve sua população reduzida pela metade entre as décadas de 1970 e 1990. Estima-se que existam, na China, apenas 1600 pandas na vivendo na natureza.

Para aderir, basta acessar o site da campanha e doar uma quantia em dinheiro, a partir de R$ 54,90. Os participantes receberam, em casa, kit com mais informações sobre o bicho que está apadrinhando. Entre os programas beneficiados pelas doações, estão:
- o monitoramento da espécie;
- a expansão do habitat protegido;
- a redução dos impactos humanos no ambiente do animal, e
- outros projetos de conservação da região.

ESPÉCIES BRASILEIRAS
A ideia da iniciativa é que outras espécies ameaçadas também possam ser "adotadas". Entre elas, duas brasileiras: a arara-azul e o boto-cor-de-rosa.

[img2]Ameaçada pelo tráfico de animais e pela destruição dos habitats naturais, a arara-azul já está na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Estima-se que existam apenas 6,5 mil espécimes na natureza, sendo que cinco mil deles vivem no Pantanal.

[img3]Apesar da lista da IUCN não conseguir determinar se o boto-cor-de-rosa está ou não ameaçado de extinção, pesquisadores estimam que existam 13 mil indivíduos vivendo na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas.

Uma das maiores ameaças à espécie é a pesca da piracatinga, um peixe que se alimenta de animais em decomposição, muito apreciado na Colômbia. Para capturá-la, pescadores abatem botos e jacarés para utilizá-los como isca. Em junho deste ano, os ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Pesca e Aquicultura (MPA) proibiram a comercialização da piracatinga até 2015.

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