biocombustíveis
Crise financeira é tema do 2º dia de conferência
A segunda e a terceira plenárias da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis falaram da necessidade de se repensar o modelo de desenvolvimento econômico para se evitar uma crise ainda pior do que a econômica: a ambiental
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 19/11/2008
No segundo dia da 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, o alvo das discussões foi a crise financeira mundial – assunto menos grave do que a possível crise ambiental, na opinião do cientista e secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Luiz Pinguelli Rosa, que moderou a primeira plenária do dia. Para Pinguelli, os biocombustíveis são uma das soluções – já que não existe uma única – para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
Fábio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e Biodiversidade, acrescentou que o momento de crise pode ser uma boa oportunidade para inserir a questão do clima no debate global e se pensar em uma agenda internacional para o problema. A opinião é compartilhada pelo economista Ignacy Sachs, que comparou as possibilidades do momento atual com o crescimento da industrialização brasileira após a crise de 1929.
A senadora Marina Silva comentou que mais do que imaginar qual será a atitude norte-americana a partir do próximo ano – tanto em relação à crise financeira quanto às questões climáticas –, é necessário refletir se realmente estamos dispostos a mudar nossos parâmetros de produção, consumo e desenvolvimento para enfrentar esse momento complexo tanto do ponto de vista ambiental quanto do econômico-financeiro.
O dia de ontem também foi marcado pelo acordo de cooperação técnica entre o Ministério de Ciência e Tecnologia do Brasil e o Ministério do Comércio Internacional do Canadá. A negociação prevê uma agenda comum para as áreas de biotecnologia, energia, inovação industrial e marinocultura. Entre as ações do acordo está previsto o desenvolvimento de turbinas de baixa queda de água – com redução das áreas alagadas e que deve beneficiar a região norte do Canadá e a Amazônia –, além do intercâmbio de pesquisas e formação de recursos humanos nos setores de hidrogênio, gaseificação e combustão.
A 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis vai até o dia 21 de novembro e é uma iniciativa do governo federal para discutir as principais questões que envolvem, especialmente, o etanol e sua comercialização no mundo.
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Fábio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e Biodiversidade, acrescentou que o momento de crise pode ser uma boa oportunidade para inserir a questão do clima no debate global e se pensar em uma agenda internacional para o problema. A opinião é compartilhada pelo economista Ignacy Sachs, que comparou as possibilidades do momento atual com o crescimento da industrialização brasileira após a crise de 1929.
A senadora Marina Silva comentou que mais do que imaginar qual será a atitude norte-americana a partir do próximo ano – tanto em relação à crise financeira quanto às questões climáticas –, é necessário refletir se realmente estamos dispostos a mudar nossos parâmetros de produção, consumo e desenvolvimento para enfrentar esse momento complexo tanto do ponto de vista ambiental quanto do econômico-financeiro.
O dia de ontem também foi marcado pelo acordo de cooperação técnica entre o Ministério de Ciência e Tecnologia do Brasil e o Ministério do Comércio Internacional do Canadá. A negociação prevê uma agenda comum para as áreas de biotecnologia, energia, inovação industrial e marinocultura. Entre as ações do acordo está previsto o desenvolvimento de turbinas de baixa queda de água – com redução das áreas alagadas e que deve beneficiar a região norte do Canadá e a Amazônia –, além do intercâmbio de pesquisas e formação de recursos humanos nos setores de hidrogênio, gaseificação e combustão.
A 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis vai até o dia 21 de novembro e é uma iniciativa do governo federal para discutir as principais questões que envolvem, especialmente, o etanol e sua comercialização no mundo.
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