etanol
Começa Conferência Internacional de Biocombustíveis
Com o slogan “os biocombustíveis como vetor do desenvolvimento sustentável”, evento organizado pelo governo federal mostra, em seu primeiro dia, a intenção do Brasil em consolidar um mercado internacional para o etanol
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 18/11/2008
O polêmico assunto dos biocombustíveis é tema da conferência internacional organizada pela Casa Civil e pelo Ministério das Relações Exteriores, que começou no dia 17 de novembro e vai até o dia 21. Durante uma semana, serão discutidas questões relacionadas a segurança energética, sustentabilidade da produção e consumo, impacto sobre as mudanças climáticas, inovações tecnológicas, exportação do etanol brasileiro e o futuro dos biocombustíveis.
Apesar de o setor ser uma das prioridades do governo federal, o presidente Lula não compareceu à conferência, que foi aberta pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. De acordo com ela, a intenção do evento é estabelecer um mercado internacional para o etanol brasileiro, que já movimentou R$41 bilhões no país em 2007. A ministra ainda afirmou que a aposta no biocombustível não é por falta de petróleo e, sim, pelo bem do meio ambiente – desde que começou a utilizar o álcool como combustível, na década de 70, o Brasil deixou de emitir 800 milhões de toneladas de CO2.
A polêmica da escassez de alimentos também foi levantada por Dilma Rousseff, que assegurou que apenas 0,5% das terras agricultáveis do país são ocupadas com a produção de cana e estão a uma distância de pelo menos 2 mil Km da Amazônia. A ministra lembrou que o governo pretende realizar o zoneamento agroecológico para garantir a segurança alimentar e a preservação da floresta.
Por fim, Dilma citou a produção de 7 milhões de carros flex no Brasil – 90% da produção nacional – e disse que o etanol é 9,3 vezes mais eficiente energeticamente do que os combustíveis fósseis.
O governador José Serra também falou durante a abertura da conferência, defendeu a competitividade do etanol brasileiro em tempos de crise financeira, afirmou que o biocombustível pode substituir – ou complementar – a gasolina em todo o mundo e comentou sobre a importância de se estimular a concorrência do produto no exterior e consolidar um mercado internacional.
Serra lembrou que o estado de São Paulo, responsável por 2/3 da produção de etanol no Brasil, vem investindo em pesquisas para o desenvolvimento de novos equipamentos, melhoramento da cana e aproveitamento do bagaço, por meio da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, além de realizar zoneamento para o cultivo de cana e extinguir as queimadas.
Na primeira plenária do evento, foi dado destaque à segurança energética. Para o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o etanol é um redutor do risco de crise energética e é, atualmente, a segunda maior matriz energética do país – responsável por 16% da energia gerada no Brasil, fica atrás do petróleo, cuja produção energética corresponde a 37% do total.
O polêmico assunto dos biocombustíveis é tema da conferência internacional organizada pela Casa Civil e pelo Ministério das Relações Exteriores, que começou no dia 17 de novembro e vai até o dia 21. Durante uma semana, serão discutidas questões relacionadas a segurança energética, sustentabilidade da produção e consumo, impacto sobre as mudanças climáticas, inovações tecnológicas, exportação do etanol brasileiro e o futuro dos biocombustíveis.
Apesar de o setor ser uma das prioridades do governo federal, o presidente Lula não compareceu à conferência, que foi aberta pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. De acordo com ela, a intenção do evento é estabelecer um mercado internacional para o etanol brasileiro, que já movimentou R$41 bilhões no país em 2007. A ministra ainda afirmou que a aposta no biocombustível não é por falta de petróleo e, sim, pelo bem do meio ambiente – desde que começou a utilizar o álcool como combustível, na década de 70, o Brasil deixou de emitir 800 milhões de toneladas de CO2.
A polêmica da escassez de alimentos também foi levantada por Dilma Rousseff, que assegurou que apenas 0,5% das terras agricultáveis do país são ocupadas com a produção de cana e estão a uma distância de pelo menos 2 mil Km da Amazônia. A ministra lembrou que o governo pretende realizar o zoneamento agroecológico para garantir a segurança alimentar e a preservação da floresta.
Por fim, Dilma citou a produção de 7 milhões de carros flex no Brasil – 90% da produção nacional – e disse que o etanol é 9,3 vezes mais eficiente energeticamente do que os combustíveis fósseis.
O governador José Serra também falou durante a abertura da conferência, defendeu a competitividade do etanol brasileiro em tempos de crise financeira, afirmou que o biocombustível pode substituir – ou complementar – a gasolina em todo o mundo e comentou sobre a importância de se estimular a concorrência do produto no exterior e consolidar um mercado internacional.
Serra lembrou que o estado de São Paulo, responsável por 2/3 da produção de etanol no Brasil, vem investindo em pesquisas para o desenvolvimento de novos equipamentos, melhoramento da cana e aproveitamento do bagaço, por meio da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, além de realizar zoneamento para o cultivo de cana e extinguir as queimadas.
Na primeira plenária do evento, foi dado destaque à segurança energética. Para o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o etanol é um redutor do risco de crise energética e é, atualmente, a segunda maior matriz energética do país – responsável por 16% da energia gerada no Brasil, fica atrás do petróleo, cuja produção energética corresponde a 37% do total.