INFORMAÇÃO COM DIVERSÃO
Muitos “planetas” no Parque
Cada um dos estandes da estação central do “Planeta no Parque”, no Parque do Ibirapuera, oferece uma variedade enorme de atividades e informações, que convida os visitantes – adultos e crianças – a pensar em sua cidade de um outro jeito: observando-a com mais consciência e colaborando para que ela se torne cada vez melhor. E esse aprendizado pode ser muito divertido
Por Roberta Ávila
Planeta Sustentável - 15/10/2008
Quem passa nos arredores do Viveiro Manequinho Lopes, na entrada do portão 7 do Parque do Ibirapuera, já constata uma movimentação incomum na região. O “Planeta no Parque”, que começou na última sexta-feira e vai até o próximo domingo, dia 19, reúne um “sistema solar” de atividades que podem ser realizadas no local, cada uma com sua intenção e graça particular.
Além dos trajetos educativos propostos - com reflexões sobre cidadania, mobilidade e consumo -, as empresas patrocinadoras do movimento Planeta Sustentável – Editora Abril, Banco Real, Bunge, Sabesp e Petrobras - mantêm estandes exclusivos na estação central e oferecem várias atividades como oficinas de sucata e música, show de mágica, teatro, contação de histórias, camarim, entre outros.
A Sabesp, por exemplo, oferece oficina de compostagem que tem atraído a atenção de muita gente. A empresa ainda marca presença com a distribuição de água pelo Parque: várias meninas, com mochila nas costas, distribuem copinhos com água para refrescar o astral da galera. Próximo à estação principal – ao lado do Viveiro – o visitante ainda pode beber água gelada, natural ou com gás. “Muita gente se surpreende ao saber que a água que a gente dá vem direto da rede de tratamento, ou seja, da torneira”, diz Paula Elizabeth, uma das moças da Sabesp.
Essa gentileza, no entanto, teve que ser restringida à estação central devido ao comportamento dos freqüentadores. No primeiro dia do evento, as garotas contratadas pela companhia ofereceram água pelo Parque todo, mas, mesmo tendo à disposição inúmeras lixeiras para coleta seletiva, a maioria das pessoas - principalmente adultos - jogaram seus copinhos no chão.
A Editora Abril levou a ONG Pueras para o parque para fazer a gestão ambiental dos resíduos sólidos gerados durante o evento, para que tenham destinação adequada. Entusiastas da reciclagem e da reutilização, a ONG levou lindos quadros feitos em placas de MDF descartadas pela organização da Bienal do Livro e incorporadas pelo artista D´Julia em seu trabalho. Essas placas, além dos enfeites de mesa de PET e as caixinhas para presente feitas com caixa de leite e coador de café usado mostram que o que é lixo para uns é arte nas mãos de outros.
As crianças ficam maravilhadas com os fardos de material reciclável que o Pueras apresenta. “Acostumados com o unitário, os grandes fardos de latinhas ajudam a pensar o coletivo”, diz Gisele Vergna, que recebe os visitantes durante o evento. Ela é autora do blog da ONG.
A Editora Abril ainda conquista a garotada com os papertoys Pólis, Reciclix e Móbilis (ver foto). Os bichinhos, criados pelo artista plástico
Carlo Giovani, atraem pela curiosidade, mas para ganhá-los não é só aparecer lá no Parque. É preciso participar de cada percurso e carimbar o passaporte do Planeta no Parque. Se estiver sem tempo ou achar cansativo completar os três, não tem problema! Tem quem prefira fazer um circuito em dias diferentes.
O apelo para a arte também foi o enfoque escolhido por outras empresas. Uma linda casa de bonecas enfeita o estande da
CPFL: um mostrador simula o consumo energético baseado nos eletrodomésticos que estão ligados. O brinquedo ajuda a conscientizar as crianças para o consumo de energia elétrica. Uma das monitoras da empresa contou que a reação dos pequenos, em geral, é comovente: que ficam impressionados e dizem: “Nossa! Como o chuveiro gasta! Lá em casa fica tudo ligado!”. As professoras que passam pelo local aproveitam para pegar panfletos sobre o carro elétrico ou o manual de etiqueta do Planeta Sustentável, que está sendo distribuído no local. Alguns programas do
Café Filosófico - que acontece periodicamente no Espaço Cultural da CPFL, em Campinas - são apresentados em sessões especiais em seu estande no evento. Os interessados podem se instalar confortavelmente em um dos pufes e aproveitar.
Já a
Bunge está encantando a cabeça das crianças de outra maneira: com tranças, frufrus coloridos, pompons, glitters, tic-tacs e muito gel. As monitoras do “Camarim da Didi”, Juliana e Ingrid (Didi em pessoa) chegaram a atender até 16 crianças em uma hora. Jéssica Prado, de 8 anos, saiu do estande com trancinhas azuis e amarelas, muito brilho rosa nos cabelos castanhos e correu até seu pai, Edilson Prado, pra mostrar a novidade. Os dois vão ao parque, com freqüência, para andar de bicicleta. Mas a brincadeira não é só para as meninas! Os garotos também adoram o gel com brilho azul e verde e entram na fila da penteadeira para ganhar um novo visual.
O
Banco Real apresenta os joguinhos do projeto “Brincando na Rede” em seu estande. Flávio Domenegheti, monitor, acredita que cerca de 800 crianças passam por lá todos os dias. No espaço “Quero/Preciso”, os educadores/atores contratados pelo banco incentivam as crianças a refletirem sobre o que realmente é importante e o que geralmente por pura vontade e não necessidade. Rodrigo Masteguim, que também é monitor, diz que muitas crianças dizem querer um cachorro, mas moram em apartamento. Eles, então, tentam conscientizá-las sobre os cuidados que os animais exigem, ressaltando que, para ter um bichinho, é preicso muita responsabilidade.
Para destacar a importância da preservação do meio ambiente, a Petrobras divulga sua participação em projetos como
Tamar e
Golfinho Rotador, patrocinados pela empresa, além de apresentar uma peça de teatro com a mesma temática.
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Quem passa nos arredores do Viveiro Manequinho Lopes, na entrada do portão 7 do Parque do Ibirapuera, já constata uma movimentação incomum na região. O “Planeta no Parque”, que começou na última sexta-feira e vai até o próximo domingo, dia 19, reúne um “sistema solar” de atividades que podem ser realizadas no local, cada uma com sua intenção e graça particular.
Além dos trajetos educativos propostos - com reflexões sobre cidadania, mobilidade e consumo -, as empresas patrocinadoras do movimento Planeta Sustentável – Editora Abril, Banco Real, Bunge, Sabesp e Petrobras - mantêm estandes exclusivos na estação central e oferecem várias atividades como oficinas de sucata e música, show de mágica, teatro, contação de histórias, camarim, entre outros.
A Sabesp, por exemplo, oferece oficina de compostagem que tem atraído a atenção de muita gente. A empresa ainda marca presença com a distribuição de água pelo Parque: várias meninas, com mochila nas costas, distribuem copinhos com água para refrescar o astral da galera. Próximo à estação principal – ao lado do Viveiro – o visitante ainda pode beber água gelada, natural ou com gás. “Muita gente se surpreende ao saber que a água que a gente dá vem direto da rede de tratamento, ou seja, da torneira”, diz Paula Elizabeth, uma das moças da Sabesp.
Essa gentileza, no entanto, teve que ser restringida à estação central devido ao comportamento dos freqüentadores. No primeiro dia do evento, as garotas contratadas pela companhia ofereceram água pelo Parque todo, mas, mesmo tendo à disposição inúmeras lixeiras para coleta seletiva, a maioria das pessoas - principalmente adultos - jogaram seus copinhos no chão.
A Editora Abril levou a ONG Pueras para o parque para fazer a gestão ambiental dos resíduos sólidos gerados durante o evento, para que tenham destinação adequada. Entusiastas da reciclagem e da reutilização, a ONG levou lindos quadros feitos em placas de MDF descartadas pela organização da Bienal do Livro e incorporadas pelo artista D´Julia em seu trabalho. Essas placas, além dos enfeites de mesa de PET e as caixinhas para presente feitas com caixa de leite e coador de café usado mostram que o que é lixo para uns é arte nas mãos de outros.
As crianças ficam maravilhadas com os fardos de material reciclável que o Pueras apresenta. “Acostumados com o unitário, os grandes fardos de latinhas ajudam a pensar o coletivo”, diz Gisele Vergna, que recebe os visitantes durante o evento. Ela é autora do blog da ONG.
A Editora Abril ainda conquista a garotada com os papertoys Pólis, Reciclix e Móbilis (ver foto). Os bichinhos, criados pelo artista plástico
Carlo Giovani, atraem pela curiosidade, mas para ganhá-los não é só aparecer lá no Parque. É preciso participar de cada percurso e carimbar o passaporte do Planeta no Parque. Se estiver sem tempo ou achar cansativo completar os três, não tem problema! Tem quem prefira fazer um circuito em dias diferentes.
O apelo para a arte também foi o enfoque escolhido por outras empresas. Uma linda casa de bonecas enfeita o estande da
CPFL: um mostrador simula o consumo energético baseado nos eletrodomésticos que estão ligados. O brinquedo ajuda a conscientizar as crianças para o consumo de energia elétrica. Uma das monitoras da empresa contou que a reação dos pequenos, em geral, é comovente: que ficam impressionados e dizem: “Nossa! Como o chuveiro gasta! Lá em casa fica tudo ligado!”. As professoras que passam pelo local aproveitam para pegar panfletos sobre o carro elétrico ou o manual de etiqueta do Planeta Sustentável, que está sendo distribuído no local. Alguns programas do
Café Filosófico - que acontece periodicamente no Espaço Cultural da CPFL, em Campinas - são apresentados em sessões especiais em seu estande no evento. Os interessados podem se instalar confortavelmente em um dos pufes e aproveitar.
Já a
Bunge está encantando a cabeça das crianças de outra maneira: com tranças, frufrus coloridos, pompons, glitters, tic-tacs e muito gel. As monitoras do “Camarim da Didi”, Juliana e Ingrid (Didi em pessoa) chegaram a atender até 16 crianças em uma hora. Jéssica Prado, de 8 anos, saiu do estande com trancinhas azuis e amarelas, muito brilho rosa nos cabelos castanhos e correu até seu pai, Edilson Prado, pra mostrar a novidade. Os dois vão ao parque, com freqüência, para andar de bicicleta. Mas a brincadeira não é só para as meninas! Os garotos também adoram o gel com brilho azul e verde e entram na fila da penteadeira para ganhar um novo visual.
O
Banco Real apresenta os joguinhos do projeto “Brincando na Rede” em seu estande. Flávio Domenegheti, monitor, acredita que cerca de 800 crianças passam por lá todos os dias. No espaço “Quero/Preciso”, os educadores/atores contratados pelo banco incentivam as crianças a refletirem sobre o que realmente é importante e o que geralmente por pura vontade e não necessidade. Rodrigo Masteguim, que também é monitor, diz que muitas crianças dizem querer um cachorro, mas moram em apartamento. Eles, então, tentam conscientizá-las sobre os cuidados que os animais exigem, ressaltando que, para ter um bichinho, é preicso muita responsabilidade.
Para destacar a importância da preservação do meio ambiente, a Petrobras divulga sua participação em projetos como
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