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Fórum Amazônia Sustentável será lançado em Manaus
Depois de ser lançado em Belém e São Paulo, Fórum Amazônia Sustentável aproveita lançamento em Manaus para firma parceria entre empresa, governo e comunidade, no dia 24 de julho
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 09/07/2008
[img1] No dia 24 de julho, é a vez de Manaus sediar o lançamento do Fórum Amazônia Sustentável, inaugurado em novembro do ano passado, em Belém, e lançado em maio deste ano, em São Paulo, durante a Feira Brasil Certificado (leia reportagem sobre o evento). A intenção dos encontros é reunir lideranças privadas, públicas e sociais – com interesses aparentemente antagônicos – e articulá-las em torno de princípios e valores que orientem novas práticas em favor da Amazônia.
O evento em Manaus tem o apoio da FIEAM - Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e do CIEAM - Centro da Indústria do Estado do Amazonas. A solenidade de abertura está prevista para as 15 horas, quando Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, fará o lançamento do Fórum, seguido por um debate entre Rubens Gomes, do GTA; Júlio Barbosa, do CNS; Adriana Ramos, do ISA; Beto Veríssimo, do IMAZON, e Jecinaldo Cabral, da COIAB.
Na ocasião, também será estabelecido um acordo com a empresa Mil Madeireira, que vai doar terras para que o estado do Amazonas faça o assentamento de famílias de seis comunidades no município de Silves.
Para se tornar integrante do Fórum Amazônia Sustentável, é necessário assinar um termo de adesão e uma Carta de Compromisso, que procura repensar modelos de desenvolvimento para uma das regiões mais preservadas do mundo e que possui a maior bacia hidrográfica, a maior floresta tropical e a maior área contínua de manguezais do planeta, isso sem falar nos índios e nas demais populações que vivem no bioma.
O documento apresenta um painel da Amazônia brasileira: “corresponde a 59% de todo o território nacional, abriga 12,2% da população do país, com mais de 180 etnias distintas, mas responde por apenas 8% do PIB. Mais de dez milhões de pessoas, 45% de sua população, vivem abaixo da linha da pobreza e menos de 1% do PIB amazônico advém da biodiversidade regional”.
A carta ainda chama a atenção para a grave situação amazônica – quanto ao desmatamento e à degradação dos ecossistemas, à grilagem de terras, ao trabalho escravo e precário, às práticas ilegais e à corrupção na região – e propõe, entre outras soluções:
- a valorização do potencial regional e o respeito à diversidade cultural;
- a promoção de educação, pesquisa e tecnologia associadas aos conhecimentos tradicionais e adequadas à realidade local;
- a regularização fundiária;
- o fim dos subsídios às atividades insustentáveis e o estímulo às sustentáveis, na região;
- o diálogo entre os países amazônicos.
Os atuais 85 membros do Fórum – sendo 8 do setor público, 23 empresas privadas e 54 do segmento social – estão organizados em oito grupos de trabalho que debatem um tema específico ligado às questões da Amazônia, e se reunirão em plenárias anuais para compartilhar as discussões com os demais grupos e deliberar sobre elas. Os oito GTs dialogam sobre os seguintes assuntos:
GT1 - controle social de mercado e políticas públicas;
GT2 - incentivo a produtos e serviços sustentáveis;
GT3 - construção de compromissos de boas práticas produtivas;
GT4 - valorização do conhecimento tradicional;
GT5 - estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico para a sustentabilidade;
GT6 - demanda de ações do Estado para ordenamento e proteção de direitos;
GT7 - proposição de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento sustentável e
GT8 - fomento ao diálogo entre as organizações dos países amazônicos.
Em setembro, um seminário do Fórum deve reunir instituições financeiras para falar sobre estruturas de fomento e crédito sustentável para projetos desenvolvidos na Amazônia.
Lançamento Fórum Amazônia Sustentável
24 de julho
15 h
Federação da Indústria do Estado do Amazonas – Manaus (AM)
Confirmação e informações: fas@imazon.org.br
[img1] No dia 24 de julho, é a vez de Manaus sediar o lançamento do Fórum Amazônia Sustentável, inaugurado em novembro do ano passado, em Belém, e lançado em maio deste ano, em São Paulo, durante a Feira Brasil Certificado (leia reportagem sobre o evento). A intenção dos encontros é reunir lideranças privadas, públicas e sociais – com interesses aparentemente antagônicos – e articulá-las em torno de princípios e valores que orientem novas práticas em favor da Amazônia.
O evento em Manaus tem o apoio da FIEAM - Federação das Indústrias do Estado do Amazonas e do CIEAM - Centro da Indústria do Estado do Amazonas. A solenidade de abertura está prevista para as 15 horas, quando Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, fará o lançamento do Fórum, seguido por um debate entre Rubens Gomes, do GTA; Júlio Barbosa, do CNS; Adriana Ramos, do ISA; Beto Veríssimo, do IMAZON, e Jecinaldo Cabral, da COIAB.
Na ocasião, também será estabelecido um acordo com a empresa Mil Madeireira, que vai doar terras para que o estado do Amazonas faça o assentamento de famílias de seis comunidades no município de Silves.
Para se tornar integrante do Fórum Amazônia Sustentável, é necessário assinar um termo de adesão e uma Carta de Compromisso, que procura repensar modelos de desenvolvimento para uma das regiões mais preservadas do mundo e que possui a maior bacia hidrográfica, a maior floresta tropical e a maior área contínua de manguezais do planeta, isso sem falar nos índios e nas demais populações que vivem no bioma.
O documento apresenta um painel da Amazônia brasileira: “corresponde a 59% de todo o território nacional, abriga 12,2% da população do país, com mais de 180 etnias distintas, mas responde por apenas 8% do PIB. Mais de dez milhões de pessoas, 45% de sua população, vivem abaixo da linha da pobreza e menos de 1% do PIB amazônico advém da biodiversidade regional”.
A carta ainda chama a atenção para a grave situação amazônica – quanto ao desmatamento e à degradação dos ecossistemas, à grilagem de terras, ao trabalho escravo e precário, às práticas ilegais e à corrupção na região – e propõe, entre outras soluções:
- a valorização do potencial regional e o respeito à diversidade cultural;
- a promoção de educação, pesquisa e tecnologia associadas aos conhecimentos tradicionais e adequadas à realidade local;
- a regularização fundiária;
- o fim dos subsídios às atividades insustentáveis e o estímulo às sustentáveis, na região;
- o diálogo entre os países amazônicos.
Os atuais 85 membros do Fórum – sendo 8 do setor público, 23 empresas privadas e 54 do segmento social – estão organizados em oito grupos de trabalho que debatem um tema específico ligado às questões da Amazônia, e se reunirão em plenárias anuais para compartilhar as discussões com os demais grupos e deliberar sobre elas. Os oito GTs dialogam sobre os seguintes assuntos:
GT1 - controle social de mercado e políticas públicas;
GT2 - incentivo a produtos e serviços sustentáveis;
GT3 - construção de compromissos de boas práticas produtivas;
GT4 - valorização do conhecimento tradicional;
GT5 - estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico para a sustentabilidade;
GT6 - demanda de ações do Estado para ordenamento e proteção de direitos;
GT7 - proposição de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento sustentável e
GT8 - fomento ao diálogo entre as organizações dos países amazônicos.
Em setembro, um seminário do Fórum deve reunir instituições financeiras para falar sobre estruturas de fomento e crédito sustentável para projetos desenvolvidos na Amazônia.
Lançamento Fórum Amazônia Sustentável
24 de julho
15 h
Federação da Indústria do Estado do Amazonas – Manaus (AM)
Confirmação e informações: fas@imazon.org.br