empresas e ambiente
Washington Novaes conversa com empresários da indústria química
O Sinproquim, sindicato das indústrias químicas de São Paulo, promoveu um encontro entre empresários do setor e Washington Novaes, jornalista especializado nos temas desenvolvimento sustentável e meio ambiente: "É impossível tratar hoje qualquer assunto sem falar das questões ambientais"
Por Érica Georgino
Planeta Sustentável - 25/06/2008
O Sinproquim - Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo reuniu, nesta terça-feira (24/06), o jornalista Washington Novaes e empresários do setor, para a discutirem a interação entre o desenvolvimento sócio-econômico e o uso dos recursos naturais do Brasil.
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Novaes é colunista dos jornais O Estado de S. Paulo, O Popular (de Goiânia) e supervisor geral do programa “Repórter Eco”, da TV Cultura. Ele também participou das discussões para a “Agenda 21 Brasileira”, projeto interdisciplinar e multiministerial, elaborado de 1996 a 2002, que visa ao desenvolvimento sustentável do País.
“É impossível tratar hoje qualquer tema sem falar das chamadas questões ambientais”. Foi assim que Washington Novaes abriu a sua fala no “Café com Opinião” do Sinproquim, e completou: “Nós vivemos um novo tempo. Não é mais uma questão de proteger o meio ambiente, e sim de não ultrapassar os limites que coloquem em risco a própria vida”.
O jornalista explicou que o agravante do problema do aquecimento global é que não existem instituições e nem regras universais capazes de promover as mudanças necessárias em escala global. Disse, também, que os analistas têm apostado na tecnologia como a esperança para o retardamento das conseqüências do aquecimento. Ele citou quatro promessas tecnológicas:
- O seqüestro e o sepultamento de carbono no fundo do mar ou em campos de petróleo esgotados;
- As células de combustível;
- Os veículos híbridos;
- As fontes renováveis de energia – eólica, solar, de marés, e os biocombustíveis.
BRASIL
Novaes explicou que a economia brasileira é altamente dependente do clima, dado o peso da agricultura em sua balança comercial. Ao mesmo tempo, ele pontuou que os países importadores não pagam os custos socioambientais às nações produtoras. “Precisamos construir uma nova estratégia: se os recursos naturais são um fator escasso, precisamos colocar essa realidade no centro das preocupações”.
AMAZÔNIA
“É evidente que o Brasil não tem estratégia para a Amazônia”, disse. O jornalista lembrou que a SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência lançou um conjunto de propostas para a região, durante a presidência de Ennio Candotti (2003/2007), que priorizavam a meta de desmatamento zero, a forte formação de cientistas – com projetos voltados para a biodiversidade, e o uso das terras que já foram desmatadas. “Temos entre 15 e 20% da biodiversidade do mundo. Por que não fazermos disso a nossa grande possibilidade?”.
O Sinproquim - Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo reuniu, nesta terça-feira (24/06), o jornalista Washington Novaes e empresários do setor, para a discutirem a interação entre o desenvolvimento sócio-econômico e o uso dos recursos naturais do Brasil.
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Novaes é colunista dos jornais O Estado de S. Paulo, O Popular (de Goiânia) e supervisor geral do programa “Repórter Eco”, da TV Cultura. Ele também participou das discussões para a “Agenda 21 Brasileira”, projeto interdisciplinar e multiministerial, elaborado de 1996 a 2002, que visa ao desenvolvimento sustentável do País.
“É impossível tratar hoje qualquer tema sem falar das chamadas questões ambientais”. Foi assim que Washington Novaes abriu a sua fala no “Café com Opinião” do Sinproquim, e completou: “Nós vivemos um novo tempo. Não é mais uma questão de proteger o meio ambiente, e sim de não ultrapassar os limites que coloquem em risco a própria vida”.
O jornalista explicou que o agravante do problema do aquecimento global é que não existem instituições e nem regras universais capazes de promover as mudanças necessárias em escala global. Disse, também, que os analistas têm apostado na tecnologia como a esperança para o retardamento das conseqüências do aquecimento. Ele citou quatro promessas tecnológicas:
- O seqüestro e o sepultamento de carbono no fundo do mar ou em campos de petróleo esgotados;
- As células de combustível;
- Os veículos híbridos;
- As fontes renováveis de energia – eólica, solar, de marés, e os biocombustíveis.
BRASIL
Novaes explicou que a economia brasileira é altamente dependente do clima, dado o peso da agricultura em sua balança comercial. Ao mesmo tempo, ele pontuou que os países importadores não pagam os custos socioambientais às nações produtoras. “Precisamos construir uma nova estratégia: se os recursos naturais são um fator escasso, precisamos colocar essa realidade no centro das preocupações”.
AMAZÔNIA
“É evidente que o Brasil não tem estratégia para a Amazônia”, disse. O jornalista lembrou que a SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência lançou um conjunto de propostas para a região, durante a presidência de Ennio Candotti (2003/2007), que priorizavam a meta de desmatamento zero, a forte formação de cientistas – com projetos voltados para a biodiversidade, e o uso das terras que já foram desmatadas. “Temos entre 15 e 20% da biodiversidade do mundo. Por que não fazermos disso a nossa grande possibilidade?”.