
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 23/05/2008
Na noite do dia 20 de junho, após a realização do GFAL - Global Fórum América Latina, acontece a Conferência Redes Sociais e Sustentabilidade, em Curitiba, com entrada franca. A mesa do evento será composta por Juan Urrutia, economista e autor do livro "El capitalismo que viene", David de Ugarte, estudioso de redes sociais e mídias eletrônicas e o brasileiro Augusto de Franco, físico e cientista político.
Ainda será apresentada, durante a ocasião, a nova Escola de Redes, que terá uma sede em Curitiba e outra na Espanha e pretende não só dar continuidade ao que for debatido durante o GFAL, como também ministrar cursos e desenvolver atividades educativas em torno do tema das redes sociais.
No dia seguinte, 21 de junho, vai haver uma reunião mais detalhada para aqueles que se interessarem em aprofundar as discussões e o aprendizado sobre isso. E entre os dias 4 e 6 de dezembro deste ano, será organizado um encontro internacional sobre redes sociais com os maiores especialistas do mundo no assunto.
No estado do Paraná, já existem duas iniciativas de redes para facilitar a construção e o compartilhamento de conhecimentos. A Rede Empresarial é organizada a partir de um site, onde os executivos debatem temas políticos da atualidade, além de terem acesso a artigos e notícias relacionados, fazerem cursos para formação política e participarem de encontros no interior do estado. O objetivo da rede é incentivar o posicionamento e a atuação política dos empresários, cuja capacidade de influência sobre o poder público é inquestionável.
A "Cidades pela Educação" também se organiza por meio de um site, que funciona como um espaço onde os participantes trocam idéias sobre o que cada um pode fazer para aprimorar a educação básica em sua cidade, e propõem ações efetivas.
Segundo Luiz Henrique Weber, assessor de imprensa da FIEP - Federação das Indústrias do Paraná, as redes sociais são uma maneira de descentralizar a informação e estimular o debate. A partir disso, as pessoas se comunicam, sugerem ações, fazem parcerias e criam projetos relacionados ao tema.
Para incentivar a criação de redes em torno do tema da sustentabilidade, o GFAL criou uma blogosfera (confira aqui), um espaço onde todos os interessados em compartilhar informações sobre o assunto podem criar seu próprio blog. Rodrigo Loures, presidente da FIEP, e Augusto de Franco são dois dos nomes que já participam da iniciativa. Essa foi uma das formas encontradas pelo GFAL de manter a discussão sobre sustentabilidade viva após o término do evento, que dura três dias.
O propósito da Conferência é mostrar que a sustentabilidade só pode ocorrer de fato em organizações que trabalhem como netlivings - termo mais adequado que network - e não mais como mainframes.
Difícil entender esses termos? Conheça um pouco mais sobre o conceito de redes sociais e entenda de que modo elas podem contribuir para a sustentabilidade.
O QUE SÃO REDES SOCIAIS
Augusto de Franco (confira aqui o site do estudioso) explica que as organizações podem ser classificadas em três tipos:
Centralizada - em que há apenas um centro de poder.
Descentralizada - ao contrário do que muitos pensam, não é aquela onde não há centro, mas onde há vários centros de poder.
Distribuída - em que as pessoas conseguem ter acesso umas às outras sem hierarquias, chefes e burocracias.
Ele define rede social como: "o ato de estabelecer conexões harmoniosamente, sem que haja impedimento de fluxo, unindo pessoas de maneira distribuída, e não centralizada".
Segundo Augusto, na natureza, apenas os sistemas que se organizam por meio de redes conseguem ser sustentáveis e, consequentemente, sobreviver. Através desse tipo de organização, é possível que o sistema se adapte com mais facilidade às mudanças do ambiente e consiga incorporar novos aprendizados a seu funcionamento. "A hierarquia tem a função de dificultar o acesso. Se houvesse algum tipo de hierarquia no ecossistema, a ordem teria de partir de algum lugar, a capacidade de respostas seria lenta e ineficaz e o sistema não seria capaz de aprender", diz Augusto.
Um exemplo de aprendizado estaria no funcionamento do cérebro humano, que nada mais é do que uma rede neural. "Se alguns neurônios são danificados, eles não podem mais ser reconstruídos. Ainda assim, é feita uma espécie de assembléia entre as outras partes do cérebro, que se mobilizam, se reorganizam de maneira distribuída e assumem aquela função dos neurônios que morreram".
NÃO SE RESUME AO MEIO AMBIENTE
Talvez pelo fato de os grandes exemplos de sustentabilidade estarem na natureza, costumamos associar a idéia à de preservação do meio ambiente. No entanto, Augusto argumenta: "Não dá para falar apenas em sustentabilidade ambiental, sustentabilidade é sistêmica, ambiental, social, econômica, organizacional...".
Ele lembra que a relação que os seres humanos têm com o ambiente natural é herança da cultura patriarcal, guerreira e predatória e que substituiu a relação de conservação dinâmica do meio ambiente que os povos do Paleolítico e do Neolítico haviam estabelecido antes disso.
Para Augusto, a criação do Estado e das organizações mais piramidais e menos horizontais foi o que provocou um corte na relação de simbiose que o homem estabelecia com a natureza. "O mesmo corte que subordinou a mulher ao homem e as pessoas umas às outras".
O especialista afirma que os seres humanos são seres sociais, e não apenas biológicos. Uma sociedade que depreda não pode ser chamada de sustentável, uma vez que destrói a própria rede social.
Ainda hoje, a maioria esmagadora de nossas organizações, sejam elas governamentais, sociais ou empresariais, não está formatada em redes e sim em pirâmides, são mainframes. E se elas estão, pela primeira vez, interessadas em sustentabilidade, "é porque querem saber o que pode ser feito para que continuem existindo".
A EMPRESA DO FUTURO
O especialista defende que a empresa do futuro não será uma unidade isolada, pois é impossível alcançar a sustentabilidade dessa forma. Sustentável será organizar uma rede em que todos os stakeholders - ou interessados no desempenho do empreendimento, sejam sócios, dirigentes, funcionários, fornecedores, parceiros, consumidores e a comunidade que reside próximo às unidades da empresa - estejam de fato inseridos e envolvidos.
Assim, as empresas se tornam verdadeiras comunidades e, por conseqüência, mais capazes de atender às demandas do mercado, na medida em que aprendem a se relacionar com a sociedade e o meio ambiente.
Outro ponto levantado por Augusto de Franco é a importância de as empresas terem uma causa pela qual existir, de modo que o funcionário não fique apenas pelo salário - e saia quando uma outra companhia lhe oferecer rendimentos maiores. Nas novas empresas, cada membro tem orgulho de trabalhar ali pelo que a organização representa.
O lucro também não pode ser considerado o objetivo de uma organização sustentável. "O lucro é uma obrigação", afirma Augusto. "Se uma empresa tem prejuízo, alguém vai precisar pagar por ele e isso não é sustentável". O interessante é que haja superávit, mesmo que este não seja apropriado e, sim, reinvestido - como no caso das ONGs.
"As empresas que pensam apenas no lucro já começam mal, porque quando conquistarem o lucro almejado, serão vendidas. Isso é uma atitude de aventureiro. As empresas que têm outros objetivos são diferentes", pontua o especialista.
A SOCIEDADE EM REDE
Há gerações, vimos sendo educados para sermos subordinados a alguém - essa é outra idéia defendida por Augusto de Franco. Para ele, aprendemos a trabalhar pelo sonho do outro - no caso o patrão - em vez de seguir nosso próprio sonho.
Por meio da organização da sociedade em redes, o estudioso acredita que podem ser feitos arranjos de sonhos, coligações entre pessoas que possuam sonhos parecidos. A visão do capitalismo selvagem, em que é necessário destruir quem tem uma idéia parecida por se tratar de um concorrente, não faz mais sentido.
"A sociedade do emprego é declinante e as pessoas terão múltiplas ocupações", visualiza. Augusto argumenta que quem luta pelo pleno emprego está defendendo que só alguns serão capazes de empregar. Por isso, prefere falar na sociedade do pleno empreendedorismo.
O próprio conceito de desenvolvimento deve estar ligado ao de sustentabilidade, e não ao de crescimento. "A sustentabilidade é o novo nome do desenvolvimento, porque só existe desenvolvimento quando há sustentabilidade", diz Augusto. O crescimento de uma variável isoladamente pode gerar insustentabilidade ao sistema. Angola, por exemplo, possui um crescimento econômico de 23% ao ano, no entanto, vive em guerras civis e as condições de vida da população são degradantes.
TECONOLOGIA A FAVOR DAS REDES
Com o fato de as empresas terem deixado de ser multinacionais e se transformado em transacionais, também se tornou necessário construir uma nação virtual, que não se localize em nenhum dos países em que possui instalações e nem esteja identificada apenas com um deles.
Os blogs se tornaram uma ferramenta importante para a transformação dos mainframes em networks, ou netlivings, que são as chamas redes sociais. Por meio deles, o fluxo de informações e o acesso às pessoas se tornou mais direto.
"Só de um chefe possuir um blog, isso já altera toda a estrutura da organização empresarial. A maioria de nossas organizações são monárquicas. Quando um presidente tem um blog, o faxineiro, por exemplo, consegue falar com ele", comenta Augusto.
Para ele, o argumento de que a maioria dos brasileiros é excluída do ponto de vista digital não é verdadeiro. "Hoje, no Brasil, já existem de 113 a 115 milhões de celulares. Com o aumento da velocidade das conexões, em 2015 todos os celulares estarão conectados à internet e vai haver mais de um aparelho por pessoa. Os blogs e sites poderão ser alimentados via celular".
Conferência Redes Sociais e Sustentabilidade
20 de junho, 19h
Curitiba (PR)
Global Fórum América Latina
18 a 20 de junho
Curitiba (PR)
www.globalforum.com.br
Leia também:
Global Fórum América Latina aproxima universidades e empresas
Entrevista com Rodrigo Loures, coordenador do GFAL
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 23/05/2008
Ainda será apresentada, durante a ocasião, a nova Escola de Redes, que terá uma sede em Curitiba e outra na Espanha e pretende não só dar continuidade ao que for debatido durante o GFAL, como também ministrar cursos e desenvolver atividades educativas em torno do tema das redes sociais.
No dia seguinte, 21 de junho, vai haver uma reunião mais detalhada para aqueles que se interessarem em aprofundar as discussões e o aprendizado sobre isso. E entre os dias 4 e 6 de dezembro deste ano, será organizado um encontro internacional sobre redes sociais com os maiores especialistas do mundo no assunto.
No estado do Paraná, já existem duas iniciativas de redes para facilitar a construção e o compartilhamento de conhecimentos. A Rede Empresarial é organizada a partir de um site, onde os executivos debatem temas políticos da atualidade, além de terem acesso a artigos e notícias relacionados, fazerem cursos para formação política e participarem de encontros no interior do estado. O objetivo da rede é incentivar o posicionamento e a atuação política dos empresários, cuja capacidade de influência sobre o poder público é inquestionável.
A "Cidades pela Educação" também se organiza por meio de um site, que funciona como um espaço onde os participantes trocam idéias sobre o que cada um pode fazer para aprimorar a educação básica em sua cidade, e propõem ações efetivas.
Segundo Luiz Henrique Weber, assessor de imprensa da FIEP - Federação das Indústrias do Paraná, as redes sociais são uma maneira de descentralizar a informação e estimular o debate. A partir disso, as pessoas se comunicam, sugerem ações, fazem parcerias e criam projetos relacionados ao tema.
Para incentivar a criação de redes em torno do tema da sustentabilidade, o GFAL criou uma blogosfera (confira aqui), um espaço onde todos os interessados em compartilhar informações sobre o assunto podem criar seu próprio blog. Rodrigo Loures, presidente da FIEP, e Augusto de Franco são dois dos nomes que já participam da iniciativa. Essa foi uma das formas encontradas pelo GFAL de manter a discussão sobre sustentabilidade viva após o término do evento, que dura três dias.
O propósito da Conferência é mostrar que a sustentabilidade só pode ocorrer de fato em organizações que trabalhem como netlivings - termo mais adequado que network - e não mais como mainframes.
Difícil entender esses termos? Conheça um pouco mais sobre o conceito de redes sociais e entenda de que modo elas podem contribuir para a sustentabilidade.
O QUE SÃO REDES SOCIAIS
Augusto de Franco (confira aqui o site do estudioso) explica que as organizações podem ser classificadas em três tipos:
Centralizada - em que há apenas um centro de poder.
Descentralizada - ao contrário do que muitos pensam, não é aquela onde não há centro, mas onde há vários centros de poder.
Distribuída - em que as pessoas conseguem ter acesso umas às outras sem hierarquias, chefes e burocracias.
Ele define rede social como: "o ato de estabelecer conexões harmoniosamente, sem que haja impedimento de fluxo, unindo pessoas de maneira distribuída, e não centralizada".
Segundo Augusto, na natureza, apenas os sistemas que se organizam por meio de redes conseguem ser sustentáveis e, consequentemente, sobreviver. Através desse tipo de organização, é possível que o sistema se adapte com mais facilidade às mudanças do ambiente e consiga incorporar novos aprendizados a seu funcionamento. "A hierarquia tem a função de dificultar o acesso. Se houvesse algum tipo de hierarquia no ecossistema, a ordem teria de partir de algum lugar, a capacidade de respostas seria lenta e ineficaz e o sistema não seria capaz de aprender", diz Augusto.
Um exemplo de aprendizado estaria no funcionamento do cérebro humano, que nada mais é do que uma rede neural. "Se alguns neurônios são danificados, eles não podem mais ser reconstruídos. Ainda assim, é feita uma espécie de assembléia entre as outras partes do cérebro, que se mobilizam, se reorganizam de maneira distribuída e assumem aquela função dos neurônios que morreram".
NÃO SE RESUME AO MEIO AMBIENTE
Talvez pelo fato de os grandes exemplos de sustentabilidade estarem na natureza, costumamos associar a idéia à de preservação do meio ambiente. No entanto, Augusto argumenta: "Não dá para falar apenas em sustentabilidade ambiental, sustentabilidade é sistêmica, ambiental, social, econômica, organizacional...".
Ele lembra que a relação que os seres humanos têm com o ambiente natural é herança da cultura patriarcal, guerreira e predatória e que substituiu a relação de conservação dinâmica do meio ambiente que os povos do Paleolítico e do Neolítico haviam estabelecido antes disso.
Para Augusto, a criação do Estado e das organizações mais piramidais e menos horizontais foi o que provocou um corte na relação de simbiose que o homem estabelecia com a natureza. "O mesmo corte que subordinou a mulher ao homem e as pessoas umas às outras".
O especialista afirma que os seres humanos são seres sociais, e não apenas biológicos. Uma sociedade que depreda não pode ser chamada de sustentável, uma vez que destrói a própria rede social.
Ainda hoje, a maioria esmagadora de nossas organizações, sejam elas governamentais, sociais ou empresariais, não está formatada em redes e sim em pirâmides, são mainframes. E se elas estão, pela primeira vez, interessadas em sustentabilidade, "é porque querem saber o que pode ser feito para que continuem existindo".
A EMPRESA DO FUTURO
O especialista defende que a empresa do futuro não será uma unidade isolada, pois é impossível alcançar a sustentabilidade dessa forma. Sustentável será organizar uma rede em que todos os stakeholders - ou interessados no desempenho do empreendimento, sejam sócios, dirigentes, funcionários, fornecedores, parceiros, consumidores e a comunidade que reside próximo às unidades da empresa - estejam de fato inseridos e envolvidos.
Assim, as empresas se tornam verdadeiras comunidades e, por conseqüência, mais capazes de atender às demandas do mercado, na medida em que aprendem a se relacionar com a sociedade e o meio ambiente.
Outro ponto levantado por Augusto de Franco é a importância de as empresas terem uma causa pela qual existir, de modo que o funcionário não fique apenas pelo salário - e saia quando uma outra companhia lhe oferecer rendimentos maiores. Nas novas empresas, cada membro tem orgulho de trabalhar ali pelo que a organização representa.
O lucro também não pode ser considerado o objetivo de uma organização sustentável. "O lucro é uma obrigação", afirma Augusto. "Se uma empresa tem prejuízo, alguém vai precisar pagar por ele e isso não é sustentável". O interessante é que haja superávit, mesmo que este não seja apropriado e, sim, reinvestido - como no caso das ONGs.
"As empresas que pensam apenas no lucro já começam mal, porque quando conquistarem o lucro almejado, serão vendidas. Isso é uma atitude de aventureiro. As empresas que têm outros objetivos são diferentes", pontua o especialista.
A SOCIEDADE EM REDE
Há gerações, vimos sendo educados para sermos subordinados a alguém - essa é outra idéia defendida por Augusto de Franco. Para ele, aprendemos a trabalhar pelo sonho do outro - no caso o patrão - em vez de seguir nosso próprio sonho.
Por meio da organização da sociedade em redes, o estudioso acredita que podem ser feitos arranjos de sonhos, coligações entre pessoas que possuam sonhos parecidos. A visão do capitalismo selvagem, em que é necessário destruir quem tem uma idéia parecida por se tratar de um concorrente, não faz mais sentido.
"A sociedade do emprego é declinante e as pessoas terão múltiplas ocupações", visualiza. Augusto argumenta que quem luta pelo pleno emprego está defendendo que só alguns serão capazes de empregar. Por isso, prefere falar na sociedade do pleno empreendedorismo.
O próprio conceito de desenvolvimento deve estar ligado ao de sustentabilidade, e não ao de crescimento. "A sustentabilidade é o novo nome do desenvolvimento, porque só existe desenvolvimento quando há sustentabilidade", diz Augusto. O crescimento de uma variável isoladamente pode gerar insustentabilidade ao sistema. Angola, por exemplo, possui um crescimento econômico de 23% ao ano, no entanto, vive em guerras civis e as condições de vida da população são degradantes.
TECONOLOGIA A FAVOR DAS REDES
Com o fato de as empresas terem deixado de ser multinacionais e se transformado em transacionais, também se tornou necessário construir uma nação virtual, que não se localize em nenhum dos países em que possui instalações e nem esteja identificada apenas com um deles.
Os blogs se tornaram uma ferramenta importante para a transformação dos mainframes em networks, ou netlivings, que são as chamas redes sociais. Por meio deles, o fluxo de informações e o acesso às pessoas se tornou mais direto.
"Só de um chefe possuir um blog, isso já altera toda a estrutura da organização empresarial. A maioria de nossas organizações são monárquicas. Quando um presidente tem um blog, o faxineiro, por exemplo, consegue falar com ele", comenta Augusto.
Para ele, o argumento de que a maioria dos brasileiros é excluída do ponto de vista digital não é verdadeiro. "Hoje, no Brasil, já existem de 113 a 115 milhões de celulares. Com o aumento da velocidade das conexões, em 2015 todos os celulares estarão conectados à internet e vai haver mais de um aparelho por pessoa. Os blogs e sites poderão ser alimentados via celular".
Conferência Redes Sociais e Sustentabilidade
20 de junho, 19h
Curitiba (PR)
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18 a 20 de junho
Curitiba (PR)
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Entrevista com Rodrigo Loures, coordenador do GFAL






















