A ação de fotografar é de início o desejo de documentar aquilo que é único. No pior dos casos, o que desaparecerá. A natureza tem sido desde a segunda metade do século 20 algo que se transforma e passa a conviver com o risco de sua extinção.
O trabalho do fotógrafo Valdemir Cunha se volta para uma particular zona de conflito ambiental: o Pantanal, na região central brasileira, que, segundo previsões, pode deixar de existir em menos de 50 anos.
Para mostrar o que é (ou foi) essa rica e fascinante parte do Brasil, Cunha lança Pantanal: O Último Éden, volume que traz imagens registradas por ele a partir de poemas de Manoel de Barros e canções regionais, como as de Almir Sater e Helena Meirelles.
O livro, para Valdemir Cunha, é a reconstrução de um mundo que desaparece um pouco a cada dia.