Combustível
Bom elemento
O hidrogênio sempre foi uma alternativa distante. Isso pode mudar
Rodrigo Leite
Revista Quatro Rodas – 08/2010
Em princípio, o hidrogênio é tudo de bom. Gera energia para os motores elétricos e, como resultado da “queima”, deixa como resíduo vapor d’água, puro. O problema surge quando se começa a discutir a fonte do material. Quando é extraído da água por eletrólise, gasta muita energia elétrica – que, em muitos países, tem origem em combustíveis não renováveis. Vindo do gás natural, gera monóxido de carbono, que é prejudicial à saúde. Mas o hidrogênio começa a crescer na bolsa de apostas de novos recursos energéticos.
“Mundialmente, o hidrogênio deixou de ser uma evolução de pesquisa e já passa a ser tratado como combustível viável”, diz Caio Mogyca, engenheiro e diretor de marketing da Air Liquide, multinacional francesa especializada na produção e distribuição de diversos tipos de gases. A empresa participou dos estudos do ônibus a hidrogênio da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), de São Paulo, que começa a rodar neste mês, em testes, no Corredor Metropolitano ABD. “Hoje já se extrai hidrogênio de diversas fontes e é possível obter o gás em processos bioquímicos, através de fonte solar, eólica, eletrólise, bem como da decomposição de gás natural”, afirma Mogyca. O que vai definir a melhor maneira de obtê-lo é a região e o tipo de fonte de energia local. Segundo o engenheiro, mesmo nos processos considerados “sujos”, é possível reverter a situação.
“No caso da eletrólise, é possível gerar o hidrogênio nos horários de menor gasto de energia – de madrugada, por exemplo –, quando a eletricidade gerada em uma usina acaba sobrando, pois não é armazenada”, afirma ele, citando um dos exemplos. Mogyca destaca fatores que viabilizam o uso do gás: a autonomia gerada – os ônibus da EMTU poderão rodar até 300 km – e o tempo de recarga mais rápido que um abastecimento comum. No Wall Mart do Canadá, as empilhadeiras, antes movidas a bateria, passaram a usar células de hidrogênio. Isso gerou 2% a mais de eficiência nos equipamentos, com a redução do período de recarga.
Em princípio, o hidrogênio é tudo de bom. Gera energia para os motores elétricos e, como resultado da “queima”, deixa como resíduo vapor d’água, puro. O problema surge quando se começa a discutir a fonte do material. Quando é extraído da água por eletrólise, gasta muita energia elétrica – que, em muitos países, tem origem em combustíveis não renováveis. Vindo do gás natural, gera monóxido de carbono, que é prejudicial à saúde. Mas o hidrogênio começa a crescer na bolsa de apostas de novos recursos energéticos.
“Mundialmente, o hidrogênio deixou de ser uma evolução de pesquisa e já passa a ser tratado como combustível viável”, diz Caio Mogyca, engenheiro e diretor de marketing da Air Liquide, multinacional francesa especializada na produção e distribuição de diversos tipos de gases. A empresa participou dos estudos do ônibus a hidrogênio da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), de São Paulo, que começa a rodar neste mês, em testes, no Corredor Metropolitano ABD. “Hoje já se extrai hidrogênio de diversas fontes e é possível obter o gás em processos bioquímicos, através de fonte solar, eólica, eletrólise, bem como da decomposição de gás natural”, afirma Mogyca. O que vai definir a melhor maneira de obtê-lo é a região e o tipo de fonte de energia local. Segundo o engenheiro, mesmo nos processos considerados “sujos”, é possível reverter a situação.
“No caso da eletrólise, é possível gerar o hidrogênio nos horários de menor gasto de energia – de madrugada, por exemplo –, quando a eletricidade gerada em uma usina acaba sobrando, pois não é armazenada”, afirma ele, citando um dos exemplos. Mogyca destaca fatores que viabilizam o uso do gás: a autonomia gerada – os ônibus da EMTU poderão rodar até 300 km – e o tempo de recarga mais rápido que um abastecimento comum. No Wall Mart do Canadá, as empilhadeiras, antes movidas a bateria, passaram a usar células de hidrogênio. Isso gerou 2% a mais de eficiência nos equipamentos, com a redução do período de recarga.