solução?
Energia caída dos céus
Uso de coletor solar reduz contas de luz, de gás e emissão de gás carbônico
Vanessa Barbosa
Revista Veja Rio 17/12/208
Embora ainda lenta, a mudança dá sinais de ser irreversível. A instalação de coletores solares para gerar energia vem crescendo em média 30% ao ano no Rio. Estima-se que apenas 1,5% dos lares em todo o país – cerca de 730 000 domicílios – é abastecido dessa forma. Na Alemanha, o porcentual é de 20%. Desde janeiro, uma lei estadual determina que prédios públicos em construção ou reforma recebam equipamentos de energia solar capazes de aquecer pelo menos 40% da água quente consumida na edificação. "É uma mudança de cultura", diz Luiz Antônio de Almeida e Silva, superintendente de energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços. Além do Rio de Janeiro, 23 cidades e três estados já aprovaram leis como essa.
[img1]Os fabricantes estão confiantes. "Faço cerca de sessenta visitas a clientes em potencial por mês", diz Marcos Mello, diretor técnico da ArControl, empresa de aquecedores solares. É simples entender o interesse. "Um sistema de energia solar bem dimensionado reduz em 70% os gastos com luz elétrica ou gás para o aquecimento de água", explica Carlos Faria, diretor executivo do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). É uma energia mais limpa, pois não causa danos ao meio ambiente nem aumenta a emissão de gás carbônico. Clubes e academias tornaram-se bons consumidores. Na academia Aquafitness, no Recreio, três das quatro piscinas já têm placas solares instaladas. "É bom para o bolso e para o meio ambiente", diz Antonio Carlos dos Santos, dono da academia. "Tão simples e eficiente que não dá para entender como há gente que ainda não usa." Ter um sistema desse tipo em casa custa entre 2 000 e 4 000 reais. A falta de espaço, no entanto, costuma ser um empecilho. "O carioca valoriza muito as coberturas dos apartamentos", diz Marcos Mello. "Isso reduz a área à disposição dos coletores."
Embora ainda lenta, a mudança dá sinais de ser irreversível. A instalação de coletores solares para gerar energia vem crescendo em média 30% ao ano no Rio. Estima-se que apenas 1,5% dos lares em todo o país – cerca de 730 000 domicílios – é abastecido dessa forma. Na Alemanha, o porcentual é de 20%. Desde janeiro, uma lei estadual determina que prédios públicos em construção ou reforma recebam equipamentos de energia solar capazes de aquecer pelo menos 40% da água quente consumida na edificação. "É uma mudança de cultura", diz Luiz Antônio de Almeida e Silva, superintendente de energia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços. Além do Rio de Janeiro, 23 cidades e três estados já aprovaram leis como essa.
[img1]Os fabricantes estão confiantes. "Faço cerca de sessenta visitas a clientes em potencial por mês", diz Marcos Mello, diretor técnico da ArControl, empresa de aquecedores solares. É simples entender o interesse. "Um sistema de energia solar bem dimensionado reduz em 70% os gastos com luz elétrica ou gás para o aquecimento de água", explica Carlos Faria, diretor executivo do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol), da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). É uma energia mais limpa, pois não causa danos ao meio ambiente nem aumenta a emissão de gás carbônico. Clubes e academias tornaram-se bons consumidores. Na academia Aquafitness, no Recreio, três das quatro piscinas já têm placas solares instaladas. "É bom para o bolso e para o meio ambiente", diz Antonio Carlos dos Santos, dono da academia. "Tão simples e eficiente que não dá para entender como há gente que ainda não usa." Ter um sistema desse tipo em casa custa entre 2 000 e 4 000 reais. A falta de espaço, no entanto, costuma ser um empecilho. "O carioca valoriza muito as coberturas dos apartamentos", diz Marcos Mello. "Isso reduz a área à disposição dos coletores."