combustíveis mais limpos
Fichas no pano verde
Pelo meio ambiente, montadoras apostam em diferentes tecnologias
Por Jonas Oliveira
Revista Quatro Rodas - 12/2007
Qualquer retrospectiva do que foi destaque no circuito dos grandes salões deste ano não deixa dúvida de que a onda ambiental não é passageira. Hoje, nenhum outro tema merece tanta atenção e investimento por parte das fábricas quanto a eficência energética de seus veículos. Frente à enxurrada de protótipos e carros-conceito, é inevitável uma pergunta: afinal, qual das tecnologias "verdes" vai realmente emplacar?
Se depender das montadoras, a pergunta permanecerá sem resposta. A GM, por exemplo, trabalha em quatro frentes de desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que acaba de lançar nos Estados Unidos o utilitário esportivo Tahoe e o sedã Malibu em versões híbridas, a montadora faz pesquisas com etanol (E85) e células de hidrogênio. Mas sua grande vedete é o Chevrolet Volt, um híbrido que a GM se permite chamar de elétrico - há um pequeno motor a gasolina, exclusivamente para recarregar o elétrico.
A Toyota aposta suas fichas nos híbridos e prepara para 2009 a próxima geração do Prius, que deve ganhar maior autonomia e poderá ser carregado em uma tomada. Em 2010, a família deve aumentar com a chegada de uma perua. A Honda prepara um novo modelo híbrido que promete desbancar o Prius, mas diverge de Toyota e GM quanto à necessidade futura de um motor a combustão. "Esse tipo de híbrido [como o Volt] poderia ser mais bem descrito como um veículo elétrico com um motor e tanque de combustível desnecessários", diz o presidente da montadora, Takeo Fukui, que acredita que a evolução necessária para tornar o Volt viável já seria suficiente para viabilizar um veículo 100% elétrico.
As montadoras européias, por sua vez, têm dado passos mais comedidos em relação aos híbridos. Para os próximos anos, virão as versões híbridas de Porsche Cayenne, Audi Q7, VW Touareg e Mercedes Classe S, que miram no mercado norte-americano. A receptividade dos europeus ao diesel torna o desenvolvimento de motores mais limpos - como a tecnologia Bluetec - mais urgente e atraente.
O denominador comum entre americanos, japoneses e europeus parece ser o uso de células de combustível, que transforma o hidrogênio em energia e emite apenas vapor d'água. Mas a tecnologia ainda é cara para a produção em massa. Na contramão dessa máxima, a Honda promete para o próximo ano colocar à venda o FCX Clarity. Seria o primeiro carro movido a células de combustível de hidrogênio a entrar em produção. É ver para crer.
PRÓS E CONTRAS
Etanol
Pró: combustível renovável, que gera menores emissões.
Contra: demanda grandes áreas para cultivo.
Diesel
Pró: menor custo de desenvolvimento.
Contra: não é renovável.
Híbridos e elétricos
Pró: redução significativa ou total das emissões.
Contra: ainda dependem de baterias mais eficientes.
Células de hidrogênio
Pró: o motor emite apenas vapor d'água.
Contra:ainda é uma tecnologia cara e em desenvolvimento.
Qualquer retrospectiva do que foi destaque no circuito dos grandes salões deste ano não deixa dúvida de que a onda ambiental não é passageira. Hoje, nenhum outro tema merece tanta atenção e investimento por parte das fábricas quanto a eficência energética de seus veículos. Frente à enxurrada de protótipos e carros-conceito, é inevitável uma pergunta: afinal, qual das tecnologias "verdes" vai realmente emplacar?
Se depender das montadoras, a pergunta permanecerá sem resposta. A GM, por exemplo, trabalha em quatro frentes de desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que acaba de lançar nos Estados Unidos o utilitário esportivo Tahoe e o sedã Malibu em versões híbridas, a montadora faz pesquisas com etanol (E85) e células de hidrogênio. Mas sua grande vedete é o Chevrolet Volt, um híbrido que a GM se permite chamar de elétrico - há um pequeno motor a gasolina, exclusivamente para recarregar o elétrico.
A Toyota aposta suas fichas nos híbridos e prepara para 2009 a próxima geração do Prius, que deve ganhar maior autonomia e poderá ser carregado em uma tomada. Em 2010, a família deve aumentar com a chegada de uma perua. A Honda prepara um novo modelo híbrido que promete desbancar o Prius, mas diverge de Toyota e GM quanto à necessidade futura de um motor a combustão. "Esse tipo de híbrido [como o Volt] poderia ser mais bem descrito como um veículo elétrico com um motor e tanque de combustível desnecessários", diz o presidente da montadora, Takeo Fukui, que acredita que a evolução necessária para tornar o Volt viável já seria suficiente para viabilizar um veículo 100% elétrico.
As montadoras européias, por sua vez, têm dado passos mais comedidos em relação aos híbridos. Para os próximos anos, virão as versões híbridas de Porsche Cayenne, Audi Q7, VW Touareg e Mercedes Classe S, que miram no mercado norte-americano. A receptividade dos europeus ao diesel torna o desenvolvimento de motores mais limpos - como a tecnologia Bluetec - mais urgente e atraente.
O denominador comum entre americanos, japoneses e europeus parece ser o uso de células de combustível, que transforma o hidrogênio em energia e emite apenas vapor d'água. Mas a tecnologia ainda é cara para a produção em massa. Na contramão dessa máxima, a Honda promete para o próximo ano colocar à venda o FCX Clarity. Seria o primeiro carro movido a células de combustível de hidrogênio a entrar em produção. É ver para crer.
PRÓS E CONTRAS
Etanol
Pró: combustível renovável, que gera menores emissões.
Contra: demanda grandes áreas para cultivo.
Diesel
Pró: menor custo de desenvolvimento.
Contra: não é renovável.
Híbridos e elétricos
Pró: redução significativa ou total das emissões.
Contra: ainda dependem de baterias mais eficientes.
Células de hidrogênio
Pró: o motor emite apenas vapor d'água.
Contra:ainda é uma tecnologia cara e em desenvolvimento.