Cano furado
A caminho do apagão?
Crise do gás expõe a fragilidade energética do país
Da Redação
Revista da Semana - 12/11/2007
O corte no fornecimento de gás a distribuidoras do Rio de Janeiro e de São Paulo na semana passada está longe de ser um episódio isolado, como prega o governo. "É crise energética", cravou o Correio Braziliense. Na primeira vez em que as termelétricas precisaram do gás da Petrobras para suprir a demanda do país, descobriu-se que o cobertor é curto.
Como a estatal não tinha volume suficiente para atendê-las, foi obrigada a desviar o gás que vende às distribuidoras Comgás (SP) e CEG-Rio para as usinas. A manobra prejudicou consumidores, comércio e indústria. Algumas questões sobre o tema:
De onde vem o gás?
Principalmente da Bolívia e da Bacia de Campos, no Rio.
Gás de cozinha será afetado?
Não. Ele não depende do gás natural canalizado.
Há riscos de apagão?
Segundo o Instituto Acende Brasil, o risco de déficit energético em 2008 subiu de 5% para 9% depois da crise do gás.
O que o governo fará?
Será obrigado a investir em refinarias na Bolívia e no Brasil. Pretende ainda importar versão liquefeita do combustível (GNL). No mais, rezar para que São Pedro "mande água" para encher também as hidrelétricas.
O corte no fornecimento de gás a distribuidoras do Rio de Janeiro e de São Paulo na semana passada está longe de ser um episódio isolado, como prega o governo. "É crise energética", cravou o Correio Braziliense. Na primeira vez em que as termelétricas precisaram do gás da Petrobras para suprir a demanda do país, descobriu-se que o cobertor é curto.
Como a estatal não tinha volume suficiente para atendê-las, foi obrigada a desviar o gás que vende às distribuidoras Comgás (SP) e CEG-Rio para as usinas. A manobra prejudicou consumidores, comércio e indústria. Algumas questões sobre o tema:
De onde vem o gás?
Principalmente da Bolívia e da Bacia de Campos, no Rio.
Gás de cozinha será afetado?
Não. Ele não depende do gás natural canalizado.
Há riscos de apagão?
Segundo o Instituto Acende Brasil, o risco de déficit energético em 2008 subiu de 5% para 9% depois da crise do gás.
O que o governo fará?
Será obrigado a investir em refinarias na Bolívia e no Brasil. Pretende ainda importar versão liquefeita do combustível (GNL). No mais, rezar para que São Pedro "mande água" para encher também as hidrelétricas.