aquecedor solar de água
A vez da energia solar
Em vigor há um ano em São Paulo, a lei que obriga a instalação de aquecedor solar de água em novas casas está mudando a paisagem da cidade. Conheça as vantagens do sistema, saiba como comprar os equipamentos e aproveite o que o Sol tem de melhor
Giuliana Capello
Revista Arquitetura & Construção – 08/2009
Está na lei. Residências novas construídas em São Paulo com quatro ou mais banheiros (incluindo lavabos) devem contar com sistema de aquecimento solar de água. Casas e apartamentos com três banheiros também têm sua parte na lei municipal nº 14 459: a entrega do imóvel está condicionada à construção de infraestrutura para futura instalação do equipamento (tubulação de água quente e espaço na cobertura para o kit).
Ficam isentos apenas os imóveis que comprovarem incapacidade técnica (por meio de um laudo) em razão de baixa incidência de sol. Em todo o estado, 15 cidades já criaram leis semelhantes. “Por isso, desde julho de 2008, o mercado de fabricantes cresceu mais de 30% nessa região, quando a média no Brasil foi de 16,9%”, diz Carlos Faria, diretor do Departamento de Energia Solar daAbrava, entidade que reúne as empresas do setor.
Pacote de vantagens
O equipamento é simples: sobre o telhado, a placa coletora, com serpentina de cobre, recebe a água e a aquece com a exposição aos raios de sol. Um reservatório (boiler) armazena a água quente, que chega ao chuveiro e a outros pontos pela tubulação. A empresa que vende os produtos calcula a estrutura necessária. “O sistema significa economia para o consumidor, redução de impactos ambientais com hidrelétricas, além de menos gás carbônico na atmosfera, já que cada aquecedor solar evita a emissão de 1 tonelada de CO2 por ano”, afirma Carlos Faria.
O retorno do investimento (que, em geral, acrescenta 0,4% no custo total da obra) se paga em até quatro anos. “Minha conta de luz caiu 90% depois que troquei o gáspelo aquecedor solar”, conta João Batista, morador da capital. Apesar dos benefícios, menos de 2% das casas brasileiras têm o sistema. Países como Espanha e Índia contam com leis federais para uso do equipamento em todo o território.
PARA FAZER BOM NEGOCIO
“O aquecedor solar não é um produto de prateleira de home center”, diz Carlos Faria da Abrava. Ele recomenda solicitar uma visita técnica do revendedor antes da aquisição de qualquer parte do sistema. “Convém escolher uma empresa local, com experiência na região”, completa. O valor médio de um aquecedor solar para uma família de seis pessoas gira em torno de R$ 1600.
Mas o custo pode chegar a R$ 4mil, de acordo com o número de pontos de saída de água. A escolha pelo menor preço do equipamento deve considerar o desenvolvimento do produto, ou seja, a melhor relação custo/benefício.
Uma boa dica é checar se a empresa tem o selo do Inmetro de eficiência energética e também o selo do Qualisol, que atesta a qualidade da instalação do sistema. Outro cuidado: dar prioridade a empresas com mais de 3 anos de atuação. “ Por ser um Mercado em expansão, vale a pena se previnir contra oportunistas” alerta.
Está na lei. Residências novas construídas em São Paulo com quatro ou mais banheiros (incluindo lavabos) devem contar com sistema de aquecimento solar de água. Casas e apartamentos com três banheiros também têm sua parte na lei municipal nº 14 459: a entrega do imóvel está condicionada à construção de infraestrutura para futura instalação do equipamento (tubulação de água quente e espaço na cobertura para o kit).
Ficam isentos apenas os imóveis que comprovarem incapacidade técnica (por meio de um laudo) em razão de baixa incidência de sol. Em todo o estado, 15 cidades já criaram leis semelhantes. “Por isso, desde julho de 2008, o mercado de fabricantes cresceu mais de 30% nessa região, quando a média no Brasil foi de 16,9%”, diz Carlos Faria, diretor do Departamento de Energia Solar daAbrava, entidade que reúne as empresas do setor.
Pacote de vantagens
O equipamento é simples: sobre o telhado, a placa coletora, com serpentina de cobre, recebe a água e a aquece com a exposição aos raios de sol. Um reservatório (boiler) armazena a água quente, que chega ao chuveiro e a outros pontos pela tubulação. A empresa que vende os produtos calcula a estrutura necessária. “O sistema significa economia para o consumidor, redução de impactos ambientais com hidrelétricas, além de menos gás carbônico na atmosfera, já que cada aquecedor solar evita a emissão de 1 tonelada de CO2 por ano”, afirma Carlos Faria.
O retorno do investimento (que, em geral, acrescenta 0,4% no custo total da obra) se paga em até quatro anos. “Minha conta de luz caiu 90% depois que troquei o gáspelo aquecedor solar”, conta João Batista, morador da capital. Apesar dos benefícios, menos de 2% das casas brasileiras têm o sistema. Países como Espanha e Índia contam com leis federais para uso do equipamento em todo o território.
PARA FAZER BOM NEGOCIO
“O aquecedor solar não é um produto de prateleira de home center”, diz Carlos Faria da Abrava. Ele recomenda solicitar uma visita técnica do revendedor antes da aquisição de qualquer parte do sistema. “Convém escolher uma empresa local, com experiência na região”, completa. O valor médio de um aquecedor solar para uma família de seis pessoas gira em torno de R$ 1600.
Mas o custo pode chegar a R$ 4mil, de acordo com o número de pontos de saída de água. A escolha pelo menor preço do equipamento deve considerar o desenvolvimento do produto, ou seja, a melhor relação custo/benefício.
Uma boa dica é checar se a empresa tem o selo do Inmetro de eficiência energética e também o selo do Qualisol, que atesta a qualidade da instalação do sistema. Outro cuidado: dar prioridade a empresas com mais de 3 anos de atuação. “ Por ser um Mercado em expansão, vale a pena se previnir contra oportunistas” alerta.