educação responsável
Prêmio para as futuras gerações
Professores que promovem a sustentabilidade na sala de aula são premiados por concurso da Fundação Victor Civita, revista Nova Escola, Instituto Verde Escola e Planeta Sustentável
Por Isabel Abreu Braga
Planeta Sustentável - 30/10/2007
"A discussão sobre a sustentabilidade é nova e precisa ser premissa para as próximas gerações. Por isso, ela deve ser discutida e transmitida nas escolas", diz David Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita. Foi acreditando na importância de levar até a sala de aula a questão da sustentabilidade - do meio ambiente, sociedade, cultura, economia e educação - que a Fundação Victor Civita (FVC) e a Nova Escola, em parceria com o Verde Escola e o Planeta Sustentável, lançaram o Concurso Sustentabilidade nas Escolas, que premiou os melhores projetos das escolas brasileiras. "A especialidade da fundação não é a sustentabilidade, por isso nós montamos a parceria com o Planeta Sustentável e com o Instituto Verde Escola, que fez a seleção dos trabalhos", afirma Saad.
Foram recebidos 146 textos, que relatam as iniciativas realizadas pelos educadores nas escolas. Depois de avaliados, os cinco projetos que mais se destacaram foram escolhidos e premiados com DVDs da série "A Terra como Você Nunca Viu", da revista SuperInteressante e "Origens da Vida - A Evolução das Espécies", da National Geographic. "Os vencedores são trabalhos interessantes e não, necessariamente, projetos novos", afirma o diretor-executivo da FVC.
Conheça aqui um pouco dos projetos vencedores - e confira mais detalhes no site da Nova Escola.
PARA ONDE VAI O LIXO?
O projeto "Viver bem na Escola Municipal Gasparzinho", da Escola Municipal Gasparzinho, em Amparo, São Paulo, elegeu as necessidades prioritárias da escola. Desde 2005, alunos e professores deparam-se com questões como: para onde vai o lixo produzido pela escola? Como são tratadas as pessoas que cuidam da escola? O que deve ser feito com os espaços ociosos da escola? Sala de aula, carteiras, quadro negro, iluminação, banheiros. Tudo passou pelo olhar atento de 22 professores e 380 alunos da instituição, que depois colocaram as mãos na massa para melhorar vários aspectos da escola. Os menores, das 1ªs séries, cuidaram da decoração das paredes e bancos da escola e os da 2ªs séries construíram o jardim. Para completar, os da 3ªs séries elaboraram placas decorativas para as flores do jardim e, também, organizaram a biblioteca. Os mais velhos, das 4ªs séries, ficaram responsáveis pela conscientização sobre o uso correto e higiênico dos banheiros. Além disso, os alunos foram atrás de uma fisioterapeuta, que realizou palestras sobre as melhores posturas na hora de sentar para prestar atenção na aula, andar, carregar peso, etc. "É um projeto interessante e superimportante, pois envolve toda a escola, todos os agentes do processo educacional", afirma Saad.
REUSO DE MATERIAIS
Os alunos do Colégio Anglo Boituva, que já têm aula de reaproveitamento de material, este ano foram até a Associação Crescer Criança para aprender a fazer sabão óleo de cozinha. Os alunos também fizeram exposição de móveis feitos com garrafas PET, orientaram como construir um aquecedor solar e como cozinhar usando a energia solar: tudo com baixo custo e respeito ao meio ambiente.
HORTA, RECICLAGEM E SELO VERDE
A complexa relação homem-natureza foi o tema de estudos, reflexão e seminários das aulas de geografia da Nova Escola de Valinhos, que fica em Valinhos, interior de São Paulo. E eles não ficaram somente na teoria não! Um grupo resgatou a horta, outro conscientizou sobre a reciclagem e um terceiro grupo pesquisou sobre o selo verde e entrou em contato com empresas que não expõem o certificado. O resultado dos trabalhos - que foram apenas mediados pela professora - foi exposto na Mostra Cultural da Escola.
MENOS LIXO
A Escola de Educação Básica e Profissional Dona Sinhá Neves, de São João Del Rei, Minas Gerais, também adotou práticas de reaproveitamento e reciclagem. Os resíduos orgânicos da cozinha são colocados na composteira e depois viram adubo para horta e jardins. O que é colhido da horta, volta para a cozinha, iniciando o novo ciclo de reaproveitamento. Os papéis também não são desperdiçados, mas sim reciclados. A escola mostrou que até a grama aparada pode ser usada para fazer um tipo de papel artesanal e no preparo de adubo orgânico.
PNEU MUDA A PAISAGEM LOCAL
A proposta do Colégio Presidente Emílio G.Médici, de Bagé, no Rio Grande do Sul, foi além dos muros da escola: os alunos constataram que os pneus descartados podem ser aproveitados para canalizar o esgoto a céu aberto, o que garante a conservação ambiental, a prevenção de doenças (como a dengue), a economia das famílias da comunidade local, além de garantir o saneamento básico.
Idéias interessantes como essas realmente precisam ser reconhecidas e incentivadas. Principalmente nas escolas, o efeito multiplicador da educação ambiental e do exercício da cidadania é imenso. Aprendendo nas escolas, as crianças podem reeducar os mais velhos, além de carregar para sempre na bagagem as melhores práticas para salvar o planeta.
"A discussão sobre a sustentabilidade é nova e precisa ser premissa para as próximas gerações. Por isso, ela deve ser discutida e transmitida nas escolas", diz David Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita. Foi acreditando na importância de levar até a sala de aula a questão da sustentabilidade - do meio ambiente, sociedade, cultura, economia e educação - que a
Fundação Victor Civita (FVC) e a
Nova Escola, em parceria com o
Verde Escola e o Planeta Sustentável, lançaram o
Concurso Sustentabilidade nas Escolas, que premiou os melhores projetos das escolas brasileiras. "A especialidade da fundação não é a sustentabilidade, por isso nós montamos a parceria com o Planeta Sustentável e com o Instituto Verde Escola, que fez a seleção dos trabalhos", afirma Saad.
Foram recebidos 146 textos, que relatam as iniciativas realizadas pelos educadores nas escolas. Depois de avaliados, os cinco projetos que mais se destacaram foram escolhidos e premiados com DVDs da série "A Terra como Você Nunca Viu", da revista SuperInteressante e "Origens da Vida - A Evolução das Espécies", da National Geographic. "Os vencedores são trabalhos interessantes e não, necessariamente, projetos novos", afirma o diretor-executivo da FVC.
Conheça aqui um pouco dos projetos vencedores - e confira mais detalhes no site da Nova Escola.
PARA ONDE VAI O LIXO?
O projeto "Viver bem na Escola Municipal Gasparzinho", da Escola Municipal Gasparzinho, em Amparo, São Paulo, elegeu as necessidades prioritárias da escola. Desde 2005, alunos e professores deparam-se com questões como: para onde vai o lixo produzido pela escola? Como são tratadas as pessoas que cuidam da escola? O que deve ser feito com os espaços ociosos da escola? Sala de aula, carteiras, quadro negro, iluminação, banheiros. Tudo passou pelo olhar atento de 22 professores e 380 alunos da instituição, que depois colocaram as mãos na massa para melhorar vários aspectos da escola. Os menores, das 1ªs séries, cuidaram da decoração das paredes e bancos da escola e os da 2ªs séries construíram o jardim. Para completar, os da 3ªs séries elaboraram placas decorativas para as flores do jardim e, também, organizaram a biblioteca. Os mais velhos, das 4ªs séries, ficaram responsáveis pela conscientização sobre o uso correto e higiênico dos banheiros. Além disso, os alunos foram atrás de uma fisioterapeuta, que realizou palestras sobre as melhores posturas na hora de sentar para prestar atenção na aula, andar, carregar peso, etc. "É um projeto interessante e superimportante, pois envolve toda a escola, todos os agentes do processo educacional", afirma Saad.
REUSO DE MATERIAIS
Os alunos do Colégio Anglo Boituva, que já têm aula de reaproveitamento de material, este ano foram até a Associação Crescer Criança para aprender a fazer sabão óleo de cozinha. Os alunos também fizeram exposição de móveis feitos com garrafas PET, orientaram como construir um aquecedor solar e como cozinhar usando a energia solar: tudo com baixo custo e respeito ao meio ambiente.
HORTA, RECICLAGEM E SELO VERDE
A complexa relação homem-natureza foi o tema de estudos, reflexão e seminários das aulas de geografia da Nova Escola de Valinhos, que fica em Valinhos, interior de São Paulo. E eles não ficaram somente na teoria não! Um grupo resgatou a horta, outro conscientizou sobre a reciclagem e um terceiro grupo pesquisou sobre o selo verde e entrou em contato com empresas que não expõem o certificado. O resultado dos trabalhos - que foram apenas mediados pela professora - foi exposto na Mostra Cultural da Escola.
MENOS LIXO
A Escola de Educação Básica e Profissional Dona Sinhá Neves, de São João Del Rei, Minas Gerais, também adotou práticas de reaproveitamento e reciclagem. Os resíduos orgânicos da cozinha são colocados na composteira e depois viram adubo para horta e jardins. O que é colhido da horta, volta para a cozinha, iniciando o novo ciclo de reaproveitamento. Os papéis também não são desperdiçados, mas sim reciclados. A escola mostrou que até a grama aparada pode ser usada para fazer um tipo de papel artesanal e no preparo de adubo orgânico.
PNEU MUDA A PAISAGEM LOCAL
A proposta do Colégio Presidente Emílio G.Médici, de Bagé, no Rio Grande do Sul, foi além dos muros da escola: os alunos constataram que os pneus descartados podem ser aproveitados para canalizar o esgoto a céu aberto, o que garante a conservação ambiental, a prevenção de doenças (como a dengue), a economia das famílias da comunidade local, além de garantir o saneamento básico.
Idéias interessantes como essas realmente precisam ser reconhecidas e incentivadas. Principalmente nas escolas, o efeito multiplicador da educação ambiental e do exercício da cidadania é imenso. Aprendendo nas escolas, as crianças podem reeducar os mais velhos, além de carregar para sempre na bagagem as melhores práticas para salvar o planeta.