COP 15
Rumo a Copenhague
De 7 a 18 de dezembro, 200 países estarão reunidos na capital da Dinamarca para a 15a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ou COP15. Tasso Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente e representante da comissão brasileira que participará da conferência, explica porque ela será tão importante para o futuro de todos nós
Afonso Capelas Jr.
Planeta Sustentável* – 10/2009
[img01] Planeta Sustentável - Qual é o desafio da reunião?
Tasso Azevedo - Apesar de todos os alertas sobre os efeitos do aquecimento global, as emissões de Gases do Efeito Estufa na atmosfera continuam aumentando. O desafio do encontro será conseguir um acordo entre todos os países para colocar nosso planeta num caminho de redução dessas emissões e evitar que a temperatura média do planeta suba mais de 2ºC no século 21.
Por quê esse limite de temperatura foi estipulado?
O aumento de emissões de gases já está provocando uma elevação de temperatura capaz de causar mais catástrofes climáticas. Se essa elevação ultrapassar os 2ºC poderemos ter uma situação insuportável para todos os seres vivos.
O senhor pode explicar melhor?
Os Gases do Efeito Estufa – quando emitidos numa quantidade maior do que a Terra é capaz de absorver – se acumulam na atmosfera diminuindo a capacidade de dispersão da radiação solar. Consequentemente, a temperatura média do planeta aumenta e provoca alterações no clima.
Qual o efeito dessas alterações?
Além do derretimento de geleiras e elevação do nível dos oceanos, podemos ter um aumento na ocorrência de tempestades e furacões em determinadas regiões, e secas prolongadas em outras, o que levaria também à proliferação de doenças infectocontagiosas.
O que será discutido em Copenhague?
Entre outros pontos, os países vão definir suas estratégias para diminuir as emissões de Gases do Efeito Estufa até 2020, a fim de conter a concentração desses gases na atmosfera e, portanto, limitar o aumento da temperatura. Também será discutido como ajudar as populações mais frágeis a se adaptarem às mudanças climáticas que já estão ocorrendo.
E depois de 2020?
Depois será preciso continuar provocando a queda das emissões até que elas sejam menores do que o planeta é capaz de absorver anualmente.
Qual a posição dos países desenvolvidos?
Estados Unidos, Japão e a União Europeia precisam diminuir suas emissões de Gases do Efeito Estufa entre 25% e 40% até 2020. Mas as propostas deles ainda estão longe desse patamar.
O que eles podem fazer para diminuir suas emissões?
Basicamente produzir energias limpas e renováveis, além de modificar seus padrões de consumo. Também podem oferecer acesso a novas tecnologias e ajuda financeira para que os países em desenvolvimento protejam suas florestas.
O Brasil tem metas para diminuir suas emissões?
O Brasil quer se esforçar para que os termômetros não subam mais do que 0,2ºC por década.
Como faremos isso?
Estamos preparando uma estratégia de redução das emissões. O país já se comprometeu a reduzir em 80% o desmatamento até 2020, que é a nossa maior fonte de emissões de Gases do Efeito Estufa.
Fique por dentro do que vai acontecer em Copenhague em no especial Cop15 e participe, nos seguindo no twitter
*Este conteúdo foi produzido para as “Páginas do Planeta”, publicadas nas revistas da Editora Abril
[img01] Planeta Sustentável - Qual é o desafio da reunião?
Tasso Azevedo - Apesar de todos os alertas sobre os efeitos do aquecimento global, as emissões de Gases do Efeito Estufa na atmosfera continuam aumentando. O desafio do encontro será conseguir um acordo entre todos os países para colocar nosso planeta num caminho de redução dessas emissões e evitar que a temperatura média do planeta suba mais de 2ºC no século 21.
Por quê esse limite de temperatura foi estipulado?
O aumento de emissões de gases já está provocando uma elevação de temperatura capaz de causar mais catástrofes climáticas. Se essa elevação ultrapassar os 2ºC poderemos ter uma situação insuportável para todos os seres vivos.
O senhor pode explicar melhor?
Os Gases do Efeito Estufa – quando emitidos numa quantidade maior do que a Terra é capaz de absorver – se acumulam na atmosfera diminuindo a capacidade de dispersão da radiação solar. Consequentemente, a temperatura média do planeta aumenta e provoca alterações no clima.
Qual o efeito dessas alterações?
Além do derretimento de geleiras e elevação do nível dos oceanos, podemos ter um aumento na ocorrência de tempestades e furacões em determinadas regiões, e secas prolongadas em outras, o que levaria também à proliferação de doenças infectocontagiosas.
O que será discutido em Copenhague?
Entre outros pontos, os países vão definir suas estratégias para diminuir as emissões de Gases do Efeito Estufa até 2020, a fim de conter a concentração desses gases na atmosfera e, portanto, limitar o aumento da temperatura. Também será discutido como ajudar as populações mais frágeis a se adaptarem às mudanças climáticas que já estão ocorrendo.
E depois de 2020?
Depois será preciso continuar provocando a queda das emissões até que elas sejam menores do que o planeta é capaz de absorver anualmente.
Qual a posição dos países desenvolvidos?
Estados Unidos, Japão e a União Europeia precisam diminuir suas emissões de Gases do Efeito Estufa entre 25% e 40% até 2020. Mas as propostas deles ainda estão longe desse patamar.
O que eles podem fazer para diminuir suas emissões?
Basicamente produzir energias limpas e renováveis, além de modificar seus padrões de consumo. Também podem oferecer acesso a novas tecnologias e ajuda financeira para que os países em desenvolvimento protejam suas florestas.
O Brasil tem metas para diminuir suas emissões?
O Brasil quer se esforçar para que os termômetros não subam mais do que 0,2ºC por década.
Como faremos isso?
Estamos preparando uma estratégia de redução das emissões. O país já se comprometeu a reduzir em 80% o desmatamento até 2020, que é a nossa maior fonte de emissões de Gases do Efeito Estufa.
Fique por dentro do que vai acontecer em Copenhague em no especial Cop15 e participe, nos seguindo no twitter
*Este conteúdo foi produzido para as “Páginas do Planeta”, publicadas nas revistas da Editora Abril