tapetes do Nepal
Seis perguntas sobre tapetes artesanais
Depois de encantar o público paulistano com tapetes que parecem pintura, o arquiteto holandês, Jürgen Dahlmanns, radicado na Alemanha, promete voltar a São Paulo no fim do ano para criar modelos com artesãs da periferia da cidade
Regina Galvão
Revista Casa Claudia – 07/2009
[img1]1 - Como será esse projeto?
Fui convidado pelos donos da By Kamy, que estão representando meus tapetes no Brasil, a participar do projeto social que eles desenvolvem com duas associações filantrópicas. Eles produzem tapetes de retalhos de elastano adquiridos em indústrias têxteis. No fim do ano, devo voltar à cidade para um longo período a fim de realizar workshops com esses grupos.
2 - O que você pretende fazer?
Trabalhar esses restos de elastano de maneira bem orgânica, misturando as cores, brincando com eles como se fossem paisagens. Minha inspiração será a Copper, coleção que estamos produzindo no Nepal.
3. O que acontecerá com esses tapetes?
Nossa ideia é fazer uma exposição que percorra as galerias dos 20 países nos quais vendo meus tapetes. Vamos mostrar a laicra reciclada como uma arte têxtil de alta qualidade de design. Se der certo, exportaremos os produtos.
4 - Como é a coleção Copper?
Eu a desenhei um ano atrás. São como uma escultura têxtil, modelos feitos a mão, muito delicados, com mais de 100 cores, o que não é comum para os tapetes tibetanos. Nesse trabalho, reutilizaremos os restos de seda que são perdidos - cerca de 5% - quando se confeciona um tapete desse material. Vamos tingir 4 mil kg de seda reciclada.
5 - Como você começou a trabalhar com tapetes?
Aos 23 anos, viajei ao Nepal para fazer um trekking e acabei comprando meu primeiro tapete. Depois, voltei muitas vezes a esse país e à China para comprar fragmentos antigos. Virei um colecionador e passei a desejar os modelos grandes, mas eu não gostava do que via. Então, de tão fanático por tapetes, decidi fazê-los por mim mesmo.
6 - Assim surgiu sua empresa, a Rug Star?
Sim, em 2002. E hoje mantemos escritório e show room em Berlim e representantes em mais de 20 países. Empregamos 600 artesãos adultos no Nepal, que produzem 500 m² de tapetes a cada mês. Na vila de Bhaktapur, construímos uma creche, uma escola e um pequeno hospital. Em 2007, fomos eleitos a segunda melhor empresa para trabalhar na Ásia pela RugMark (organização que fiscaliza as condições de trabalho nesse segmento).
[img1]1 - Como será esse projeto?
Fui convidado pelos donos da By Kamy, que estão representando meus tapetes no Brasil, a participar do projeto social que eles desenvolvem com duas associações filantrópicas. Eles produzem tapetes de retalhos de elastano adquiridos em indústrias têxteis. No fim do ano, devo voltar à cidade para um longo período a fim de realizar workshops com esses grupos.
2 - O que você pretende fazer?
Trabalhar esses restos de elastano de maneira bem orgânica, misturando as cores, brincando com eles como se fossem paisagens. Minha inspiração será a Copper, coleção que estamos produzindo no Nepal.
3. O que acontecerá com esses tapetes?
Nossa ideia é fazer uma exposição que percorra as galerias dos 20 países nos quais vendo meus tapetes. Vamos mostrar a laicra reciclada como uma arte têxtil de alta qualidade de design. Se der certo, exportaremos os produtos.
4 - Como é a coleção Copper?
Eu a desenhei um ano atrás. São como uma escultura têxtil, modelos feitos a mão, muito delicados, com mais de 100 cores, o que não é comum para os tapetes tibetanos. Nesse trabalho, reutilizaremos os restos de seda que são perdidos - cerca de 5% - quando se confeciona um tapete desse material. Vamos tingir 4 mil kg de seda reciclada.
5 - Como você começou a trabalhar com tapetes?
Aos 23 anos, viajei ao Nepal para fazer um trekking e acabei comprando meu primeiro tapete. Depois, voltei muitas vezes a esse país e à China para comprar fragmentos antigos. Virei um colecionador e passei a desejar os modelos grandes, mas eu não gostava do que via. Então, de tão fanático por tapetes, decidi fazê-los por mim mesmo.
6 - Assim surgiu sua empresa, a Rug Star?
Sim, em 2002. E hoje mantemos escritório e show room em Berlim e representantes em mais de 20 países. Empregamos 600 artesãos adultos no Nepal, que produzem 500 m² de tapetes a cada mês. Na vila de Bhaktapur, construímos uma creche, uma escola e um pequeno hospital. Em 2007, fomos eleitos a segunda melhor empresa para trabalhar na Ásia pela RugMark (organização que fiscaliza as condições de trabalho nesse segmento).