de olho no clima
Turismo e mudanças climáticas
Alterações no regime de chuvas, aumento do nível do mar e maior incidência de eventos extremos estão entre as possíveis consequências do aquecimento global e afetarão diretamente o setor turístico
Thays Prado Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - 08/07/2009
O setor de turismo está preocupado com suas emissões de carbono, que devem corresponder a 5% do total de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Isso porque a atividade será diretamente afetada pelas conseqüências do aumento de temperatura no planeta – já previsto em 2 graus. A subida do nível do mar pode inundar cidades inteiras, o aumento da quantidade de chuvas em uma região ou a seca em outra podem representar o fim de um destino turístico e as catástrofes ambientais podem reduzir o volume de circulação de dinheiro no ramo.
A preocupação com o assunto começou em 2003, durante a 1ª Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas e Turismo, em Djerba, na Tunísia, mas as discussões ganharam força em 2007, na segunda edição do evento, que aconteceu em Davos, na Suíça. Na ocasião, constatou-se que:
- o clima é um elemento fundamental para a existência do turismo, que deverá ser duramente afetado por conta do aquecimento global;
- o turismo continuará a ser um componente vital para a economia do mundo e um grande contribuinte para atingirmos os Objetivos do Milênio até 2015;
- é cada vez mais urgente adotar políticas que considerem o turismo como um meio para a redução da pobreza e o enfrentamento do desafio das mudanças climáticas e que encorajem o setor a agir com responsabilidade ambiental, social, econômica e climática;
- o turismo precisa mitigar suas emissões de gases de efeito estufa, especialmente as provenientes de transporte e hospedagem;
- há que se pensar em meios de adaptar o negócio turístico e os destinos às inevitáveis mudanças do clima;
- é fundamental usar as tecnologias já existentes e criar novas tecnologias que garantam a eficiência energética e
- será necessário garantir recursos financeiros para ajudar as regiões mais pobres a lidar com os efeitos das mudanças climáticas.
A partir disso, os integrantes da 2ª Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas e Turismo observaram que os governos e organizações internacionais devem comprometer o setor na redução de emissões de carbono e lidar com o desafio do aquecimento global. Para tanto, entre outras coisas, eles devem implementar medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, prover recursos técnicos e financeiros para os destinos turísticos nos países em desenvolvimento e, especialmente, nos menos desenvolvidos e implementar programas de educação e preocupação que envolvam todos os stakeholders do ramo turístico.
À indústria do turismo e aos destinos, caberia a responsabilidade de mitigar suas emissões, estabelecendo metas e indicadores para monitorar o progresso das ações nesse sentido, utilizar energias renováveis e reduzir sua pegada ecológica, esforçar-se para manter a biodiversidade local e engajar seus clientes neste processo.
Os turistas devem escolher os lugares para onde vão viajar, considerando os impactos econômicos, sociais, ambientais e climáticos em suas escolhas, levando em conta onde podem ter uma menor pegada de carbono ou compensar suas emissões quando não puderem ser reduzidas. Ao optar por passeios e serviços, devem dar preferências às atividades que preservem o meio ambiente e respeitem a cultura local.
A OMT já está em contagem regressiva para a 15ª Conferência das Partes, da ONU, que vai acontecer em Copenhague no final do ano para definir uma agenda global de atuação dos países em relação às mudanças climáticas e que, certamente, vai contemplar o ramo turístico tanto em termos de obrigações quanto de proteção.
O setor de turismo está preocupado com suas emissões de carbono, que devem corresponder a 5% do total de gases de efeito estufa lançados na atmosfera. Isso porque a atividade será diretamente afetada pelas conseqüências do aumento de temperatura no planeta – já previsto em 2 graus. A subida do nível do mar pode inundar cidades inteiras, o aumento da quantidade de chuvas em uma região ou a seca em outra podem representar o fim de um destino turístico e as catástrofes ambientais podem reduzir o volume de circulação de dinheiro no ramo.
A preocupação com o assunto começou em 2003, durante a 1ª Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas e Turismo, em Djerba, na Tunísia, mas as discussões ganharam força em 2007, na segunda edição do evento, que aconteceu em Davos, na Suíça. Na ocasião, constatou-se que:
- o clima é um elemento fundamental para a existência do turismo, que deverá ser duramente afetado por conta do aquecimento global;
- o turismo continuará a ser um componente vital para a economia do mundo e um grande contribuinte para atingirmos os Objetivos do Milênio até 2015;
- é cada vez mais urgente adotar políticas que considerem o turismo como um meio para a redução da pobreza e o enfrentamento do desafio das mudanças climáticas e que encorajem o setor a agir com responsabilidade ambiental, social, econômica e climática;
- o turismo precisa mitigar suas emissões de gases de efeito estufa, especialmente as provenientes de transporte e hospedagem;
- há que se pensar em meios de adaptar o negócio turístico e os destinos às inevitáveis mudanças do clima;
- é fundamental usar as tecnologias já existentes e criar novas tecnologias que garantam a eficiência energética e
- será necessário garantir recursos financeiros para ajudar as regiões mais pobres a lidar com os efeitos das mudanças climáticas.
A partir disso, os integrantes da 2ª Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas e Turismo observaram que os governos e organizações internacionais devem comprometer o setor na redução de emissões de carbono e lidar com o desafio do aquecimento global. Para tanto, entre outras coisas, eles devem implementar medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, prover recursos técnicos e financeiros para os destinos turísticos nos países em desenvolvimento e, especialmente, nos menos desenvolvidos e implementar programas de educação e preocupação que envolvam todos os stakeholders do ramo turístico.
À indústria do turismo e aos destinos, caberia a responsabilidade de mitigar suas emissões, estabelecendo metas e indicadores para monitorar o progresso das ações nesse sentido, utilizar energias renováveis e reduzir sua pegada ecológica, esforçar-se para manter a biodiversidade local e engajar seus clientes neste processo.
Os turistas devem escolher os lugares para onde vão viajar, considerando os impactos econômicos, sociais, ambientais e climáticos em suas escolhas, levando em conta onde podem ter uma menor pegada de carbono ou compensar suas emissões quando não puderem ser reduzidas. Ao optar por passeios e serviços, devem dar preferências às atividades que preservem o meio ambiente e respeitem a cultura local.
A OMT já está em contagem regressiva para a 15ª Conferência das Partes, da ONU, que vai acontecer em Copenhague no final do ano para definir uma agenda global de atuação dos países em relação às mudanças climáticas e que, certamente, vai contemplar o ramo turístico tanto em termos de obrigações quanto de proteção.