população local
A ONU na Costa dos Coqueiros
O International Trade Centre atua, há seis anos, em 18 países em desenvolvimento, entre eles o Brasil. Atualmente, um de seus focos é transformar o turismo em uma atividade sustentável e que beneficie as comunidades locais, com geração de emprego e renda. Um dos exemplos do sucesso do projeto está na região da Costa dos Coqueiros, na Bahia
Thays Prado Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável -08/07/009
Alinhado com a meta nº 1 dos Objetivos do Milênio – “erradicar a pobreza mundial extrema até 2015” –, o ITC - International Trade Centre, agência da ONU - Organização das Nações Unidas, atua em 18 países em desenvolvimento - na Ásia, África e América Latina -, com o objetivo de gerar emprego e renda para as populações carentes. Em seis anos de existência, o projeto já beneficiou 38 mil pessoas, sendo 66% mulheres.
Atualmente, o ITC desenvolve programas de turismo sustentável em parceria com resorts, hotéis, investidores e bancos (leia a reportagem Grupo Santander assina acordo com ITC) e procura inserir as camadas sociais mais baixas na cadeia produtiva da atividade. Até agora, os países que participam do programa são Brasil, Moçambique, Senegal, Filipinas, Colômbia e Índia.
No Brasil, a agência opera desde 2003, por meio de um programa no resort da Costa do Sauípe, na região da Costa dos Coqueiros, na Bahia – conhecida tanto por suas belezas naturais, que atraem turistas estrangeiros, quanto pelo baixo IDH local. Com base nesse projeto piloto, foi criado o Instituto Imabassaí, que trabalha com turismo inclusivo e facilita a empregabilidade da população em resorts e restaurantes, que também são incentivados a consumir produtos e serviços locais.
Em 2007, foi aberta uma fábrica de reciclagem de lixo orgânico, na região. Descartado pelos hotéis, o volume rende cinco toneladas de fertilizante natural por dia e é doado aos pequenos agricultores, que vendem seus produtos novamente aos hotéis, fechando a cadeia de produção. Também foi criado um armazém de produtos agrícolas, que fica a cargo de uma cooperativa com 350 membros.
Cerca de dois mil postos de trabalho foram criados com a atuação do ITC, fazendo com que a taxa de desemprego caísse de 30% para 5%. A renda mensal também aumentou: um grupo de artesãs, que antes ganhava R$80 passou a receber mais de R$500 por mês. Em breve, deve ser lançado um hotel-escola para qualificar a mão-de-obra local e que deve receber cerca de 950 alunos todos os anos.
Patricia Francis, diretora executiva do ITC, observa que, diferentemente de outras áreas, no ramo turístico, não é necessário que os profissionais façam cursos acadêmicos, que podem ser longos e caros. “Um chef de cozinha só precisa saber cozinhar e ele ganha mais do que o advogado ou o administrador do restaurante”, exemplifica. O ramo de spas e centros de bem estar também vem crescendo e pode acolher a população que quiser se especializar em massagens e tratamentos estéticos. Com isso, torna-se mais fácil gerar emprego e renda em menos tempo e provocar transformações mais rápidas e efetivas na comunidade.
A intenção do ITC é continuar a desenvolver seu trabalho nos 200 km de extensão da Costa dos Coqueiros – já que, até o ano que vem, dez novos resorts devem ser construídos no local para atender à demanda dos turistas estrangeiros – e servir de modelo para outras regiões do país.
Alinhado com a meta nº 1 dos Objetivos do Milênio – “erradicar a pobreza mundial extrema até 2015” –, o ITC - International Trade Centre, agência da ONU - Organização das Nações Unidas, atua em 18 países em desenvolvimento - na Ásia, África e América Latina -, com o objetivo de gerar emprego e renda para as populações carentes. Em seis anos de existência, o projeto já beneficiou 38 mil pessoas, sendo 66% mulheres.
Atualmente, o ITC desenvolve programas de turismo sustentável em parceria com resorts, hotéis, investidores e bancos (leia a reportagem Grupo Santander assina acordo com ITC) e procura inserir as camadas sociais mais baixas na cadeia produtiva da atividade. Até agora, os países que participam do programa são Brasil, Moçambique, Senegal, Filipinas, Colômbia e Índia.
No Brasil, a agência opera desde 2003, por meio de um programa no resort da Costa do Sauípe, na região da Costa dos Coqueiros, na Bahia – conhecida tanto por suas belezas naturais, que atraem turistas estrangeiros, quanto pelo baixo IDH local. Com base nesse projeto piloto, foi criado o Instituto Imabassaí, que trabalha com turismo inclusivo e facilita a empregabilidade da população em resorts e restaurantes, que também são incentivados a consumir produtos e serviços locais.
Em 2007, foi aberta uma fábrica de reciclagem de lixo orgânico, na região. Descartado pelos hotéis, o volume rende cinco toneladas de fertilizante natural por dia e é doado aos pequenos agricultores, que vendem seus produtos novamente aos hotéis, fechando a cadeia de produção. Também foi criado um armazém de produtos agrícolas, que fica a cargo de uma cooperativa com 350 membros.
Cerca de dois mil postos de trabalho foram criados com a atuação do ITC, fazendo com que a taxa de desemprego caísse de 30% para 5%. A renda mensal também aumentou: um grupo de artesãs, que antes ganhava R$80 passou a receber mais de R$500 por mês. Em breve, deve ser lançado um hotel-escola para qualificar a mão-de-obra local e que deve receber cerca de 950 alunos todos os anos.
Patricia Francis, diretora executiva do ITC, observa que, diferentemente de outras áreas, no ramo turístico, não é necessário que os profissionais façam cursos acadêmicos, que podem ser longos e caros. “Um chef de cozinha só precisa saber cozinhar e ele ganha mais do que o advogado ou o administrador do restaurante”, exemplifica. O ramo de spas e centros de bem estar também vem crescendo e pode acolher a população que quiser se especializar em massagens e tratamentos estéticos. Com isso, torna-se mais fácil gerar emprego e renda em menos tempo e provocar transformações mais rápidas e efetivas na comunidade.
A intenção do ITC é continuar a desenvolver seu trabalho nos 200 km de extensão da Costa dos Coqueiros – já que, até o ano que vem, dez novos resorts devem ser construídos no local para atender à demanda dos turistas estrangeiros – e servir de modelo para outras regiões do país.