caring for climate
Pacto Global lança plataforma sobre clima
Durante a Conferência Ethos, que aconteceu entre os dias 15 e 18 de junho, Soren Petersen, chefe das redes do Pacto Global, esteve no Brasil para o lançamento da nova plataforma de ação voltada para as questões do clima, o Caring for Climate. A CPFL é uma das oito signatárias brasileiras que quer assumir liderança no tema das mudanças climáticas
Thays Prado
Planeta Sustentável - 22/06/2009
O estímulo surgiu em julho de 2007, quando Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, alertou para a importância de os negócios agirem no combate às mudanças climáticas, reduzindo sua pegada ecológica e criando inovações tecnológicas. A partir daí, o Pacto Global decidiu criar uma plataforma especial para o clima, o Caring for Climate (Cuidado do Clima, em tradução livre).
[img1] Voltada para as empresas que consideram o assunto fundamental e desejam se tornar líderes nas questões de mudanças climáticas, a plataforma estrutura o avanço nas descobertas de soluções práticas, na elaboração de políticas públicas e na construção de uma opinião pública mais consciente em relação ao tema.
O trabalho consiste em traçar metas e estratégias e desenvolver práticas – entre elas, aumentar a eficiência energética, reduzir as emissões de carbono, engajar o governo e a sociedade organizada – que devem ser relatadas anualmente. A adesão é voluntária e aberta a todos os que já são – ou que se tornem – signatários do Pacto Global.
Hoje, 5 mil companhias de 132 países diferentes estão envolvidas no Caring for Climate, sendo 8 delas brasileiras. Para Soren Petersen, chefe das redes do Pacto Global, que esteve no Brasil durante a última Conferência Ethos para o lançamento da plataforma no país, depois que os primeiros signatários reportaram suas ações, é possível ter mais claros os desafios das organizações em relação aos assuntos climáticos. Ele diz que uma das constatações é a de que já temos à nossa disposição todas as tecnologias necessárias para agir na direção correta.
Uma das vantagens das empresas que se tornam signatárias do Caring for Climate é a proximidade no diálogo com os governos e a possibilidade de participarem ativamente da construção de metas relacionadas ao clima, em vez de esperarem pela decisão final sem fazerem nada. No final de maio deste ano, por exemplo, 600 líderes de negócios estiveram com representantes oficiais de vários países e ONGs de todo o mundo, na Dinamarca, em uma reunião preparatória para a 15ª COP – Conferência das Partes, da ONU, que acontece no mesmo país no final do ano. Para o dia 22 de setembro, está mais um pré-encontro com 120 chefes de estado, CEOs, ONGs e representantes das Nações Unidas.
O Pacto Global também aproveita este momento para lançar uma campanha especial – Seal the Deal (algo como Sele o Acordo) – que incentive os governos a fecharem uma agenda global eficaz e ambiciosa para o clima na 15ª COP. Para Petersen, mais importante do que o valor numérico das metas para redução de emissões, o estabelecimento, em si, de metas e regulamentações claras para as questões climáticas no final do ano é que será o grande avanço.
UMA SIGNATÁRIA DO CARING FOR CLIMATE
A CPFL, patrocinadora do Planeta Sustentável, é uma das oito signatárias do Caring for Climate no Brasil. Henrique Lian, gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da empresa, observa que o mundo empresarial passou por três fases em termos de comprometimento com questões socioambientais. “Inicialmente, as empresas se viam separadas das causas de interesse da sociedade e se preocupavam apenas com a geração de valor para os acionistas”, explica.
Num segundo momento, as companhias começaram a considerar os interesses de outros públicos, vendo-os como stakeholders. A terceira fase, segundo Lian, é a de construção social, em que “a empresa se vê a serviço da sociedade como um todo, suas causas são as causas sociais e estar alheia a isso é não cuidar do próprio negócio”.
Ele explica que a CPFL seguiu todas essas fases, primeiro atuando de maneira filantrópica e entendendo suas ações externas como de responsabilidade social. A partir do ano 2000, a empresa entra na era da qualidade, quando assume compromissos empresariais e adere às Metas do Milênio, se torna empresa amiga da criança, relata suas práticas de sustentabilidade, assina o Pacto Global, participa do Ethos e procura alinhar suas ações, ainda consideradas externas, com seu negócio – a energia.
Na época do “Apagão”, a aposta da CPFL foi repotencializar as pequenas hidrelétricas, que tinham impacto ambiental zero, o que rendeu à companhia o primeiro MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do mundo baseado em pequenas centrais hidrelétricas.
Desde 2006, faz parte da política da empresa o entendimento de que, sozinhos, não seremos capazes de encontrar as soluções para as questões contemporâneas da humanidade. Por isso, a empresa realiza cerca de 500 debates anuais com especialistas nacionais e internacionais de diversas áreas, que pretendem reunir diferentes atores da sociedade para uma abordagem plural de cada tema. Há dois anos, as mudanças climáticas estão constantemente presentes e orientam o planejamento estratégico da companhia.
Uma visita de Petersen à CPFL os levou a serem signatários do Caring for Climate, pois a empresa considera que não há tema mais atual e relevante do que as mudanças climáticas. “Vemos o assunto como o nosso próprio negócio, pois a empresa que não tomar isso como base de planejamento, vai passar por riscos sociais e ambientais e se tornar obsoleta”, observa Henrique Lian.
O estímulo surgiu em julho de 2007, quando Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, alertou para a importância de os negócios agirem no combate às mudanças climáticas, reduzindo sua pegada ecológica e criando inovações tecnológicas. A partir daí, o Pacto Global decidiu criar uma plataforma especial para o clima, o Caring for Climate (Cuidado do Clima, em tradução livre).
[img1] Voltada para as empresas que consideram o assunto fundamental e desejam se tornar líderes nas questões de mudanças climáticas, a plataforma estrutura o avanço nas descobertas de soluções práticas, na elaboração de políticas públicas e na construção de uma opinião pública mais consciente em relação ao tema.
O trabalho consiste em traçar metas e estratégias e desenvolver práticas – entre elas, aumentar a eficiência energética, reduzir as emissões de carbono, engajar o governo e a sociedade organizada – que devem ser relatadas anualmente. A adesão é voluntária e aberta a todos os que já são – ou que se tornem – signatários do Pacto Global.
Hoje, 5 mil companhias de 132 países diferentes estão envolvidas no Caring for Climate, sendo 8 delas brasileiras. Para Soren Petersen, chefe das redes do Pacto Global, que esteve no Brasil durante a última Conferência Ethos para o lançamento da plataforma no país, depois que os primeiros signatários reportaram suas ações, é possível ter mais claros os desafios das organizações em relação aos assuntos climáticos. Ele diz que uma das constatações é a de que já temos à nossa disposição todas as tecnologias necessárias para agir na direção correta.
Uma das vantagens das empresas que se tornam signatárias do Caring for Climate é a proximidade no diálogo com os governos e a possibilidade de participarem ativamente da construção de metas relacionadas ao clima, em vez de esperarem pela decisão final sem fazerem nada. No final de maio deste ano, por exemplo, 600 líderes de negócios estiveram com representantes oficiais de vários países e ONGs de todo o mundo, na Dinamarca, em uma reunião preparatória para a 15ª COP – Conferência das Partes, da ONU, que acontece no mesmo país no final do ano. Para o dia 22 de setembro, está mais um pré-encontro com 120 chefes de estado, CEOs, ONGs e representantes das Nações Unidas.
O Pacto Global também aproveita este momento para lançar uma campanha especial – Seal the Deal (algo como Sele o Acordo) – que incentive os governos a fecharem uma agenda global eficaz e ambiciosa para o clima na 15ª COP. Para Petersen, mais importante do que o valor numérico das metas para redução de emissões, o estabelecimento, em si, de metas e regulamentações claras para as questões climáticas no final do ano é que será o grande avanço.
UMA SIGNATÁRIA DO CARING FOR CLIMATE
A CPFL, patrocinadora do Planeta Sustentável, é uma das oito signatárias do Caring for Climate no Brasil. Henrique Lian, gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da empresa, observa que o mundo empresarial passou por três fases em termos de comprometimento com questões socioambientais. “Inicialmente, as empresas se viam separadas das causas de interesse da sociedade e se preocupavam apenas com a geração de valor para os acionistas”, explica.
Num segundo momento, as companhias começaram a considerar os interesses de outros públicos, vendo-os como stakeholders. A terceira fase, segundo Lian, é a de construção social, em que “a empresa se vê a serviço da sociedade como um todo, suas causas são as causas sociais e estar alheia a isso é não cuidar do próprio negócio”.
Ele explica que a CPFL seguiu todas essas fases, primeiro atuando de maneira filantrópica e entendendo suas ações externas como de responsabilidade social. A partir do ano 2000, a empresa entra na era da qualidade, quando assume compromissos empresariais e adere às Metas do Milênio, se torna empresa amiga da criança, relata suas práticas de sustentabilidade, assina o Pacto Global, participa do Ethos e procura alinhar suas ações, ainda consideradas externas, com seu negócio – a energia.
Na época do “Apagão”, a aposta da CPFL foi repotencializar as pequenas hidrelétricas, que tinham impacto ambiental zero, o que rendeu à companhia o primeiro MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do mundo baseado em pequenas centrais hidrelétricas.
Desde 2006, faz parte da política da empresa o entendimento de que, sozinhos, não seremos capazes de encontrar as soluções para as questões contemporâneas da humanidade. Por isso, a empresa realiza cerca de 500 debates anuais com especialistas nacionais e internacionais de diversas áreas, que pretendem reunir diferentes atores da sociedade para uma abordagem plural de cada tema. Há dois anos, as mudanças climáticas estão constantemente presentes e orientam o planejamento estratégico da companhia.
Uma visita de Petersen à CPFL os levou a serem signatários do Caring for Climate, pois a empresa considera que não há tema mais atual e relevante do que as mudanças climáticas. “Vemos o assunto como o nosso próprio negócio, pois a empresa que não tomar isso como base de planejamento, vai passar por riscos sociais e ambientais e se tornar obsoleta”, observa Henrique Lian.