nano
Toque de encolher
Governo e montadoras se unem no desafio de despertar o interesse do americano pelos carros pequenos
Iuri Pitta
Revista Quatro Rodas – 05/2009
Entre as cidades que sediam salões automotivos nos Estados Unidos, não há evento em que os carros pequenos se sintam mais em casa que o de Nova York. Nem por isso eles deixaram de render debates apaixonados, quase sempre encerrados sem consenso. Afinal, é possível haver uma mudança cultural a favor dos compactos?
Para o governo e para as marcas estrangeiras, a resposta é um sonoro sim. Basta ver a apresentação do iQ, microcarro da Toyota que em Nova York recebeu um banho de loja da Scion, a divisão jovial da montadora. O modelo ganhou tantos holofotes quanto a chegada do presidente da Chrysler, Jim Press, a bordo não do renovado Jeep Grand Cherokee, mas do Fiat 500. Saindo ou não o acordo entre as marcas, o ato é simbólico. E a Volks cogita levar aos EUA um modelo da futura linha de subcompactos Up – provavelmente a Space Up, minivan 15 cm mais curta que um Fox.
No entanto, os números põem essa tendência em xeque. Os carros compactos – para os americanos, isso inclui modelos como Honda Civic ou Ford Focus – e os híbridos viveram na montanha-russa nos ultimo’s 12 meses: bateram recordes quando o preço dopetróleo explodiu e perderam espaço quando a gasoline voltou aos níveis anteriores. Em março, só um em cada cinco veículos vendidos era compacto.
Por isso, setores da indústria defendem que o que precisa diminuir é o consumo de combustível, não os carros. A ponto de o presidente da Ford, Alan Mulally, defender o aumento do preço da gasolina para reduzir as emissões e incentivar os compactos – caso contrário, as montadoras vão produzir os carros que o governo exige, mas que não vão sair das lojas. Encontrar um consenso para essa questão é determinante para o ambiente e para a própria indústria.
Entre as cidades que sediam salões automotivos nos Estados Unidos, não há evento em que os carros pequenos se sintam mais em casa que o de Nova York. Nem por isso eles deixaram de render debates apaixonados, quase sempre encerrados sem consenso. Afinal, é possível haver uma mudança cultural a favor dos compactos?
Para o governo e para as marcas estrangeiras, a resposta é um sonoro sim. Basta ver a apresentação do iQ, microcarro da Toyota que em Nova York recebeu um banho de loja da Scion, a divisão jovial da montadora. O modelo ganhou tantos holofotes quanto a chegada do presidente da Chrysler, Jim Press, a bordo não do renovado Jeep Grand Cherokee, mas do Fiat 500. Saindo ou não o acordo entre as marcas, o ato é simbólico. E a Volks cogita levar aos EUA um modelo da futura linha de subcompactos Up – provavelmente a Space Up, minivan 15 cm mais curta que um Fox.
No entanto, os números põem essa tendência em xeque. Os carros compactos – para os americanos, isso inclui modelos como Honda Civic ou Ford Focus – e os híbridos viveram na montanha-russa nos ultimo’s 12 meses: bateram recordes quando o preço dopetróleo explodiu e perderam espaço quando a gasoline voltou aos níveis anteriores. Em março, só um em cada cinco veículos vendidos era compacto.
Por isso, setores da indústria defendem que o que precisa diminuir é o consumo de combustível, não os carros. A ponto de o presidente da Ford, Alan Mulally, defender o aumento do preço da gasolina para reduzir as emissões e incentivar os compactos – caso contrário, as montadoras vão produzir os carros que o governo exige, mas que não vão sair das lojas. Encontrar um consenso para essa questão é determinante para o ambiente e para a própria indústria.