debate
Cinco reflexões sobre a crise financeira
O ambientalista Fabio Feldmann, a escritora Lia Diskin, a humanista Simone Ramounoulou e os economistas Ladislau Dowbor e Evaldo Alves falam sobre o momento que estamos vivendo e apontam caminhos – longos, mas simples – que podem ser trilhados para a construção de um mundo mais sustentável
Por Thays Prado - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - 19/12/2008
A crise financeira não começou da noite para o dia. O excesso de crédito e o conseqüente boom imobiliário norte-americano, no ano de 2002, culminaram com uma queda significativa na Bolsa de Nova York – quase 2% – em março de 2007. De lá para cá, o que mundo presenciou não foi pouco:
- anúncios de prejuízos em fundos de alto risco;
- diminuição nos lucros das empresas hipotecárias;
- sucessivas quedas das bolsas mundiais e no valor das ações de diversas empresas;
- injeção de dinheiro de bancos centrais;
- aumento do preço do dólar;
- desemprego nos Estados Unidos;
- declarações de prejuízos dos bancos;
- demissões em massa e
- a maior queda das bolsas de valores, desde 2001, em setembro deste ano – quando a expressão “crise financeira” invadiu as páginas dos jornais, as conversas das pessoas comuns e os piores sonhos não só dos proprietários, mas também dos funcionários das mais diversas empresas.
Diante do caos econômico e do clima de insegurança generalizado – até agora, cerca de U$ 4 trilhões foram investidos na tentativa de salvar o sistema financeiro –, países começaram a retroceder em suas promessas de investir em matrizes energéticas renováveis e de reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Ao mesmo tempo em que o futuro presidente dos EUA, Barack Obama, fez inúmeras declarações sobre seu compromisso com o combate às mudanças climáticas, o país, ainda na “Era Bush” dificultou as negociações da 14ª Conferência das Partes, da ONU, em Poznan e manteve o discurso de desdém em relação ao Protocolo de Kyoto. Por outro lado, especialistas de diversas áreas são incansáveis em repetir que a saída para a questão econômica está nos investimentos em sustentabilidade.
Para aprofundar o debate sobre os impactos desta crise na maneira como vivemos, convivemos, nos relacionamos com o meio ambiente e organizamos o mundo, conversamos com cinco especialistas que, cada um a seu modo, compartilham o sentimento de que este é um momento de grandes transformações.
Nas entrevistas com o ambientalista Fábio Feldmann, a escritora Lia Diskin, a humanista Simone Ramounoulou e os economistas Ladislau Dowbor e Evaldo Alves, não há receitas para que essas inevitáveis mudanças nos levem a um contexto mais sustentável. No entanto, muitas luzes são apontadas por eles neste caminho que podemos construir a partir de agora.
Sejamos companheiros desta jornada!
[img1] Excesso de dinheiro no mundo
Evaldo Alves defende que a liquidez seja transformada em produção e combate à pobreza
[img2] Economia a favor do tripé sustentável
Ladislau Dowbor prevê um New Deal planetário para a desigualdade social e o meio ambiente
[img3] Dois problemas e uma saída comum
Fabio Feldmann afirma que esta é a hora da verdade: sustentabilidade é um assunto prioritário?
[img4] De volta ao essencial
Lia Diskin nos convida a dar um salto de lucidez , retornando à raiz da vida e à sabedoria da natureza
[img5] Alavanca para um novo paradigma
Simone Ramounoulou diz que é tempo de responsabilidades individuais e referências internas
A crise financeira não começou da noite para o dia. O excesso de crédito e o conseqüente boom imobiliário norte-americano, no ano de 2002, culminaram com uma queda significativa na Bolsa de Nova York – quase 2% – em março de 2007. De lá para cá, o que mundo presenciou não foi pouco:
- anúncios de prejuízos em fundos de alto risco;
- diminuição nos lucros das empresas hipotecárias;
- sucessivas quedas das bolsas mundiais e no valor das ações de diversas empresas;
- injeção de dinheiro de bancos centrais;
- aumento do preço do dólar;
- desemprego nos Estados Unidos;
- declarações de prejuízos dos bancos;
- demissões em massa e
- a maior queda das bolsas de valores, desde 2001, em setembro deste ano – quando a expressão “crise financeira” invadiu as páginas dos jornais, as conversas das pessoas comuns e os piores sonhos não só dos proprietários, mas também dos funcionários das mais diversas empresas.
Diante do caos econômico e do clima de insegurança generalizado – até agora, cerca de U$ 4 trilhões foram investidos na tentativa de salvar o sistema financeiro –, países começaram a retroceder em suas promessas de investir em matrizes energéticas renováveis e de reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Ao mesmo tempo em que o futuro presidente dos EUA, Barack Obama, fez inúmeras declarações sobre seu compromisso com o combate às mudanças climáticas, o país, ainda na “Era Bush” dificultou as negociações da 14ª Conferência das Partes, da ONU, em Poznan e manteve o discurso de desdém em relação ao Protocolo de Kyoto. Por outro lado, especialistas de diversas áreas são incansáveis em repetir que a saída para a questão econômica está nos investimentos em sustentabilidade.
Para aprofundar o debate sobre os impactos desta crise na maneira como vivemos, convivemos, nos relacionamos com o meio ambiente e organizamos o mundo, conversamos com cinco especialistas que, cada um a seu modo, compartilham o sentimento de que este é um momento de grandes transformações.
Nas entrevistas com o ambientalista Fábio Feldmann, a escritora Lia Diskin, a humanista Simone Ramounoulou e os economistas Ladislau Dowbor e Evaldo Alves, não há receitas para que essas inevitáveis mudanças nos levem a um contexto mais sustentável. No entanto, muitas luzes são apontadas por eles neste caminho que podemos construir a partir de agora.
Sejamos companheiros desta jornada!
[img1] Excesso de dinheiro no mundo
Evaldo Alves defende que a liquidez seja transformada em produção e combate à pobreza
[img2] Economia a favor do tripé sustentável
Ladislau Dowbor prevê um New Deal planetário para a desigualdade social e o meio ambiente
[img3] Dois problemas e uma saída comum
Fabio Feldmann afirma que esta é a hora da verdade: sustentabilidade é um assunto prioritário?
[img4] De volta ao essencial
Lia Diskin nos convida a dar um salto de lucidez , retornando à raiz da vida e à sabedoria da natureza
[img5] Alavanca para um novo paradigma
Simone Ramounoulou diz que é tempo de responsabilidades individuais e referências internas