mudanças climáticas
Conferência de Poznan começa em 1º de dezembro
Importante marco para reforçar as negociações internacionais acerca de ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, de 1 a 12/12 a COP 14 vai reunir mais de 8 mil lideranças na Polônia, que vão compartilhar visões e elaborar um primeiro texto que culminará no termo de compromisso entre os países na Conferência de Copenhague, em 2009
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 28/11/2008
No dia 1º de dezembro, segunda-feira, começa a 14ª Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, em Poznan, na Polônia. O encontro de 12 dias é um marco intermediário entre a Conferência de Bali, no final do ano passado – que teve a intenção de fortalecer as negociações internacionais acerca do tema – e a de Copenhague, em dezembro de 2009 – em que se pretende firmar um acordo de longo prazo entre as nações para a mitigação e a adaptação mundial às inevitáveis conseqüências que se darão pela concentração de CO2 e outros gases de efeito estufa já presentes na atmosfera.
Portanto, os países têm cerca de um ano para entrarem em um consenso sobre os investimentos financeiros e tecnológicos e os outros tipos de ação que serão feitos na tentativa de lidar com o que se considera o problema mais grave e urgente da atualidade.
[img1] De acordo com o secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change, na sigla em inglês), Yvo de Boer, foi feita uma compilação das soluções propostas por diversos países, que serão discutidas durante a conferência e transformadas em um primeiro texto de negociação para encaminhamento das discussões no final do ano que vem.
Em Poznan, o objetivo é que os mais de 8.000 presentes – entre eles, representantes dos 185 países que fazem parte da UNFCCC, além de lideranças da área de negócios e da indústria – compartilhem suas visões sobre os mecanismos, a arquitetura financeira e a estrutura das instituições necessárias para a construção de um acordo de cooperação entre as nações, capaz de gerar resultados efetivos contra as mudanças climáticas.
Em seu discurso de apresentação da conferência (veja vídeo), Boer seleciona três pontos essenciais, sobre os quais se deve sair deste encontro com clareza:
- como gerar recursos financeiros extras que garantam os investimentos necessários no combate ao aquecimento global;
- de que maneira as instituições vão se estruturar para realizar a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas e
- qual será a natureza dos compromissos estabelecidos entre os países.
O secretário acredita que progressos concretos podem ser feitos em Poznan em vários assuntos que se desenvolverão até 2020 – especialmente para os países em desenvolvimento, inclusive no que se refere à redução do desmatamento. Outro ponto chave da conferência será o debate de como expandir o MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo para outros países com eficiência.
A reunião certamente abordará a crise financeira global, mas não deve perder o foco sobre as mudanças climáticas. “Nós devemos nos concentrar agora nas oportunidades de um crescimento verde que coloque a economia global em um processo estável e sustentável”, enfatiza Yvo de Boer.
Leia também:
O Brasil nas negociações internacionais sobre clima
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Portanto, os países têm cerca de um ano para entrarem em um consenso sobre os investimentos financeiros e tecnológicos e os outros tipos de ação que serão feitos na tentativa de lidar com o que se considera o problema mais grave e urgente da atualidade.
[img1] De acordo com o secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change, na sigla em inglês), Yvo de Boer, foi feita uma compilação das soluções propostas por diversos países, que serão discutidas durante a conferência e transformadas em um primeiro texto de negociação para encaminhamento das discussões no final do ano que vem.
Em Poznan, o objetivo é que os mais de 8.000 presentes – entre eles, representantes dos 185 países que fazem parte da UNFCCC, além de lideranças da área de negócios e da indústria – compartilhem suas visões sobre os mecanismos, a arquitetura financeira e a estrutura das instituições necessárias para a construção de um acordo de cooperação entre as nações, capaz de gerar resultados efetivos contra as mudanças climáticas.
Em seu discurso de apresentação da conferência (veja vídeo), Boer seleciona três pontos essenciais, sobre os quais se deve sair deste encontro com clareza:
- como gerar recursos financeiros extras que garantam os investimentos necessários no combate ao aquecimento global;
- de que maneira as instituições vão se estruturar para realizar a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas e
- qual será a natureza dos compromissos estabelecidos entre os países.
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A reunião certamente abordará a crise financeira global, mas não deve perder o foco sobre as mudanças climáticas. “Nós devemos nos concentrar agora nas oportunidades de um crescimento verde que coloque a economia global em um processo estável e sustentável”, enfatiza Yvo de Boer.
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