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GBC Brasil busca selo verde adaptado à realidade nacional
Versão brasileira do LEED, selo que atesta a sustentabilidade na construção civil, vai reconhecer o emprego de energia solar, de materiais que facilitem o reuso, e de medidas que colaborem para a locomoção de deficientes. O comitê de adaptação é organizado pela ONG Green Building Council Brasil
Por Érica Georgino
Planeta Sustentável - 18/08/2008
Quando um edifício tem o certificado LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, significa que ele é uma construção verde, ou seja: cumpre uma série de exigências que visam à sustentabilidade, como por exemplo a utilização de sistemas de redução no consumo de energia e de água.
O LEED está presente em 41 países - distribuídos por todos os continentes -, mas na maioria deles o parâmetro empregado para a obtenção do selo é o padrão norte-americano de sustentabilidade. Índia e Canadá já têm selos adaptados à sua realidade, enquanto Emirados Árabes e Itália são regiões onde este processo está em fase avançada.
Para disseminar no mercado nacional essa certificação, e para apresentá-la de forma adaptada à realidade do País, a organização não governamental GBC Brasil - Green Building Council Brasil formou um "Comitê LEED". Na prática, o projeto se baseia na experiência de mais de 70 especialistas em construção civil que foram dividos em grupos técnicos e realizam, desde janeiro deste ano, debates e encontros para discutir a realidade brasileira do setor.
Em 29 de julho, o GBC reuniu essas comissões em São Paulo e realizou uma apresentação das propostas em andamento - os trabalhos serão concluídos e lançados em janeiro de 2009. Eis algumas das normas de adaptação que darão o "selo verde nacional" às edificações:
- Espaço Sustentável - intenção de que as construções considerem a acessibilidade interna e a externa e promovam a facilidade de deslocamento de pessoas com deficiência;
- Impacto ambiental - propõe redução no impacto ambiental decorrente da construção de uma obra, levando-se em consideração fatores como a poluição sonora e o trânsito;
- Materiais regionais - criado como incentivo para que os materiais de construção sejam adquiridos a uma distância máxima de 800 quilômetros da localização da obra. Isso incentiva o empreendedorismo regional;
- Materiais para desmonte - a proposta é aproveitar o ciclo de vida dos materiais, e fortalecer o mercado de reuso. Empreendimentos comerciais mudam constantemente seu espaço, deslocando divisórias de lugar, ampliando ou reduzindo salas. Peças e recursos adaptados ao desmonte ampliam o ciclo de vida dos materiais;
- Uso racional de água - quando a medição é individualizada, cada proprietário recebe a conta de água proporcional ao que utilizou. A individualização é uma tendência e provoca a redução no consumo de água;
- Energia - este item leva em conta uma constatação: segundo Marcos Casado, coordenador do Comitê LEED e gerente técnico do GBC nacional, o Brasil é um dos poucos países em que o chuveiro é elétrico. A meta é a substituição pelo aquecimento solar;
- Redução do desperdício - Marcos Casado cita um estudo da Universidade Federal Fluminense que aponta que o desperdício na construção civil brasileira custa entre 11 e 15% do valor total da obra.
Hoje o Brasil tem duas construções certificadas: o laboratório Delboni Auriemo, da unidade de Santana, zona Norte da capital, e a agência do Banco Real de Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Outros 64 empreendimentos estão buscandoa aprovação do LEED, 40 deles localizados em cidades paulistas.
Quando um edifício tem o certificado LEED - Leadership in Energy and Environmental Design, significa que ele é uma construção verde, ou seja: cumpre uma série de exigências que visam à sustentabilidade, como por exemplo a utilização de sistemas de redução no consumo de energia e de água.
O LEED está presente em 41 países - distribuídos por todos os continentes -, mas na maioria deles o parâmetro empregado para a obtenção do selo é o padrão norte-americano de sustentabilidade. Índia e Canadá já têm selos adaptados à sua realidade, enquanto Emirados Árabes e Itália são regiões onde este processo está em fase avançada.
Para disseminar no mercado nacional essa certificação, e para apresentá-la de forma adaptada à realidade do País, a organização não governamental GBC Brasil - Green Building Council Brasil formou um "Comitê LEED". Na prática, o projeto se baseia na experiência de mais de 70 especialistas em construção civil que foram dividos em grupos técnicos e realizam, desde janeiro deste ano, debates e encontros para discutir a realidade brasileira do setor.
Em 29 de julho, o GBC reuniu essas comissões em São Paulo e realizou uma apresentação das propostas em andamento - os trabalhos serão concluídos e lançados em janeiro de 2009. Eis algumas das normas de adaptação que darão o "selo verde nacional" às edificações:
- Espaço Sustentável - intenção de que as construções considerem a acessibilidade interna e a externa e promovam a facilidade de deslocamento de pessoas com deficiência;
- Impacto ambiental - propõe redução no impacto ambiental decorrente da construção de uma obra, levando-se em consideração fatores como a poluição sonora e o trânsito;
- Materiais regionais - criado como incentivo para que os materiais de construção sejam adquiridos a uma distância máxima de 800 quilômetros da localização da obra. Isso incentiva o empreendedorismo regional;
- Materiais para desmonte - a proposta é aproveitar o ciclo de vida dos materiais, e fortalecer o mercado de reuso. Empreendimentos comerciais mudam constantemente seu espaço, deslocando divisórias de lugar, ampliando ou reduzindo salas. Peças e recursos adaptados ao desmonte ampliam o ciclo de vida dos materiais;
- Uso racional de água - quando a medição é individualizada, cada proprietário recebe a conta de água proporcional ao que utilizou. A individualização é uma tendência e provoca a redução no consumo de água;
- Energia - este item leva em conta uma constatação: segundo Marcos Casado, coordenador do Comitê LEED e gerente técnico do GBC nacional, o Brasil é um dos poucos países em que o chuveiro é elétrico. A meta é a substituição pelo aquecimento solar;
- Redução do desperdício - Marcos Casado cita um estudo da Universidade Federal Fluminense que aponta que o desperdício na construção civil brasileira custa entre 11 e 15% do valor total da obra.
Hoje o Brasil tem duas construções certificadas: o laboratório Delboni Auriemo, da unidade de Santana, zona Norte da capital, e a agência do Banco Real de Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Outros 64 empreendimentos estão buscandoa aprovação do LEED, 40 deles localizados em cidades paulistas.