investimento verde
Dinheiro limpo
Os fundos de investimento e as ações de empresas sustentáveis podem render mais no longo prazo do que as aplicações tradicionais
Por Chrystiane Silva
Revista Você S/A - 06/2008
A primeira vez que o mundo ouviu falar de sustentabilidade foi em 1987, quando Gro Harlem Brundtland, então primeira-ministra da Noruega e líder internacional de desenvolvimento sustentável, cunhou o termo no Relatório Brundtland. O documento foi elaborado pela Comissão Mundial Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento e criticava o modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e o uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos
ecossistemas.
Mas o termo só foi ganhar força mesmo depois de iniciativas como a do ex-vice presidente dos Estados Unidos Al Gore, com o documentário Uma Verdade Inconveniente, sobre as questões relacionadas ao fenômeno das mudanças climáticas mundiais. Hoje, as empresas que querem ser consideradas sustentáveis são obrigadas a adequar suas atividades sobre três pilares: econômico, ambiental e social. “Não dá para mensurar o resultado prático da sustentabilidade nos negócios. O que dá para ver é que as empresas que têm boa gestão e líderes preocupados com sustentabilidade apresentam melhores resultados”, diz Aerton Paiva, consultor especializado em desenvolvimento sustentável da Apel Consultoria Empresarial, de São Paulo.
No Brasil, a onda da sustentabilidade ainda está começando. Com a preocupação cada vez maior das empresas em fazer parte do grupo das sustentáveis, o desempenho financeiro deixou de ser o único critério para conferir valor às companhias. Agora, os investidores olham também se as empresas são socialmente responsáveis, rentáveis e sólidas o bastante para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais e garantir retorno de longo prazo aos acionistas. Se você está nessa turma, aproveite, porque os grandes bancos estão lançando fundos socialmente responsáveis, que, na média, têm rentabilidade maior do que o Ibovespa, o índice das ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Esses fundos são menos de 1% da indústria total de fundos de investimento, porém a tendência é de crescimento. Nos Estados Unidos, os fundos socialmente responsáveis representam quase 10% do total de dinheiro investido em todos os fundos. Contudo, se você quer investir diretamente em ações de empresas, a Bovespa criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que reúne papéis de 31 companhias comprometidas com responsabilidade social e sustentabilidade, que atuam como promotoras de boas práticas no meio empresarial. Nas próximas páginas, você vai saber detalhadamente como aplicar seu dinheiro em produtos sustentáveis e colaborar para um mundo melhor.
FUNDOS DO VÍCIO
Se, por um lado, a indústria de fundos sustentáveis está crescendo, por outro, os Vice Funds (fundos que investem em empresas de tabaco, bebidas alcóolicas, jogos e armamentos) americanos tambêm estão.
RENTABILIDADE
No curto prazo, os Vice Funds têm rentabilidade maior do que os fundos tradicionais. Eles ocupam o 26º lugar em um ranking de 600 fundos de investimento nos Estados Unidos.
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A primeira vez que o mundo ouviu falar de sustentabilidade foi em 1987, quando Gro Harlem Brundtland, então primeira-ministra da Noruega e líder internacional de desenvolvimento sustentável, cunhou o termo no Relatório Brundtland. O documento foi elaborado pela Comissão Mundial Sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento e criticava o modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e o uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos
ecossistemas.
Mas o termo só foi ganhar força mesmo depois de iniciativas como a do ex-vice presidente dos Estados Unidos Al Gore, com o documentário Uma Verdade Inconveniente, sobre as questões relacionadas ao fenômeno das mudanças climáticas mundiais. Hoje, as empresas que querem ser consideradas sustentáveis são obrigadas a adequar suas atividades sobre três pilares: econômico, ambiental e social. “Não dá para mensurar o resultado prático da sustentabilidade nos negócios. O que dá para ver é que as empresas que têm boa gestão e líderes preocupados com sustentabilidade apresentam melhores resultados”, diz Aerton Paiva, consultor especializado em desenvolvimento sustentável da Apel Consultoria Empresarial, de São Paulo.
No Brasil, a onda da sustentabilidade ainda está começando. Com a preocupação cada vez maior das empresas em fazer parte do grupo das sustentáveis, o desempenho financeiro deixou de ser o único critério para conferir valor às companhias. Agora, os investidores olham também se as empresas são socialmente responsáveis, rentáveis e sólidas o bastante para enfrentar riscos econômicos, sociais e ambientais e garantir retorno de longo prazo aos acionistas. Se você está nessa turma, aproveite, porque os grandes bancos estão lançando fundos socialmente responsáveis, que, na média, têm rentabilidade maior do que o Ibovespa, o índice das ações mais negociadas da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Esses fundos são menos de 1% da indústria total de fundos de investimento, porém a tendência é de crescimento. Nos Estados Unidos, os fundos socialmente responsáveis representam quase 10% do total de dinheiro investido em todos os fundos. Contudo, se você quer investir diretamente em ações de empresas, a Bovespa criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que reúne papéis de 31 companhias comprometidas com responsabilidade social e sustentabilidade, que atuam como promotoras de boas práticas no meio empresarial. Nas próximas páginas, você vai saber detalhadamente como aplicar seu dinheiro em produtos sustentáveis e colaborar para um mundo melhor.
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Se, por um lado, a indústria de fundos sustentáveis está crescendo, por outro, os Vice Funds (fundos que investem em empresas de tabaco, bebidas alcóolicas, jogos e armamentos) americanos tambêm estão.
RENTABILIDADE
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