CONFERÊNCIA DO CLIMA
O fóssil "nosso" de cada dia, na COP15
Com irreverência e, ao mesmo tempo, um tom crítico, movimento internacional – que reúne as ONGs Climate Network e Avaaz - aponta os países com pior desempenho nas negociações da COP15. Até o último dia da conferência, publicaremos, nesta página, os vencedores de cada dia. Acompanhe!
Sucena Shkrada Resk – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 08/12/09
Atualizada em 18/12/2009
As organizações não-governamentais Climate Network e Avaaz - movimento originado na web -, como acontece em todas as conferências do clima, já roubaram a cena na cobertura da COP15 - 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, com a eleição do Fóssil do Dia.
Com esse termo irreverente e, ao mesmo tempo, crítico, concedem essa premiação aos países com pior desempenho diário – 1º., 2º. e 3º. lugares, além de menção honrosa, em alguns casos -, durante as negociações do encontro. De certa forma, funcionam como um termômetro da sociedade sobre o evento. A iniciativa ocorre, desde a conferência realizada na Alemanha, em 1999.
Os idealizadores do The Fossil of the Day se 'despediram', no dia 16, dos internautas, com uma retrospectiva dos nove dias de premiações, entre os dias 7 e 16, em que as organizações não-governamentais ficaram de olho no desempenho dos países, nas negociações da COP15. Entre os destaques, o Canadá foi o país mais vezes votado (6 vezes), durante esse período, em diferentes colocações, entre primeiro e terceiro lugares. Na contramão do 'fóssil', por sua vez, houve o 'ray of the day', que prestigiou somente o estado insular de Tuvalu e a França, por seus esforços.
VEJA OS VENCEDORES DE CADA DIA:
18/02
Ontem, os organizadores do prêmio Fóssil do Dia encerraram suas atividades, exibindo filme de despedida, que mostramos em post no Blog da Redação. No entanto, hoje, voltaram a indicar os países premiados, neste último dia da Conferência, que indicamos a seguir:
1º lugar: Austrália – por exercer pressão sobre os estados insulares do Pacífico, principalmente Tuvalu, para concordar com o aumento da temperatura do planeta em 2º, em vez de 1,5, que estavam reivindicando;
2º e 3º lugares: Canadá, Austrália e Japão – pela incapacidade de manter propostas de financiamento de longo prazo para os países pobres.
16/12
1º lugar: EUA - por ter inserido um percentual 'x', como propostas voluntárias em substituição a reduções concretas obrigatórias dos países, nas reduções das emissões de gases de efeito estufa;
2º lugar: Grupo Umbrella (Guarda-Chuva), que representa os países do Anexo 1 (industrializados), com exceção da União Europeia - porque se recusaram a fornecer aos países em desenvolvimento apoio a acordos de financiamento a longo prazo.
15/12
1º lugar: EUA - por ser um país industrializado, que não propõe atrelar a utilização de medidas de redução provenientes da aviação e da área marítima, para gerar fundo de adaptação e mitigação.
Por pouco a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não ganhou o 'Fóssil do Dia (15), no lugar dos EUA, por causa do seu ato falho, ao dizer, durante coletiva – ‘...o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável’. Devido às articulações de organizações não-governamentais brasileiras, que consideraram que a eleição poderia prejudicar os processos de negociações no encontro, a 'premiação' foi evitada (saiba mais em Ministra Dilma comete ato falho na COP);
2º lugar: Canadá - por causa do vazamento de documento do gabinete do Ministério do Meio Ambiente do Canadá, Jim Prentice, que revela, de acordo com o movimento, que o Canadá não tem absolutamente nenhuma intenção de atingir as metas de redução, em 2020;
3º lugar: EUA e Colômbia - por emperrarem o processo de confecção do texto sobre o REDD - Redução para Emissões de Desmatamento e Degradação.
14/12
1º lugar: EUA - por não assumir nenhum compromisso sobre o financiamento de longo prazo para os países em desenvolvimento e por ser o maior emissor cumulativo e ter uma das mais fracas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs);
2º lugar: União Européia - por causa da existência de um vazio jurídico quanto à implementação de combate ao ar quente e na questão do manejo florestal
3º lugar: Canadá e Arábia Saudita - devido aos seus altos índices de emissão, sempre nas primeiras colocações, além de poucas iniciativas para a redução.
13/12
Não teve votação.
12/12
1º lugar: Japão - por se opor à fixação de um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto;
2º lugar: Papua Nova-Guiné - por se opor à proposta do compromisso de protocolos juridicamente vinculativos na COP15 dos países mais poluidores, que foi feita pela Aliança dos Pequenos Estados Insulares, do qual o país também participa.
11/12
1º e 2º lugares: Canadá - por seu posicionamento intransigente, quanto a metas de redução de emissões de GEEs e por não ser claro quanto a suas posições no encontro;
3º lugar: União Européia - por não ter uma posição mais ousada quanto a propor um apoio financeiro a longo prazo aos países pobres.
10/12
1º lugar: Polônia - por bloquear proposta de atualização incondicional do objetivo da EU de reduzir as emissões de carbono a 30%;
2º lugar: Alemanha - por não esclarecer que o financiamento do clima deve ser adicional aos auxílios já existentes;
3º lugar: Nova Zelândia - por declarações de ministro neozelandês de não estar focado no aumento das emissões do próprio país.
Hoje, também, mais um Ray of the Day foi entregue. Desta vez, a França foi prestigiada devido a sua liderança na luta contra a posição da União Europeia sobre o LULUCH (Land Use, Land Use Change and Forestry). Assista o vídeo da premiação.
No primeiro dia, Áustria, Finlândia e Suécia foram ‘fossilizadas’ por empurrarem lacuna na contabilidade das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) para a gestão florestal.
09/12
1º lugar: Canadá e Croácia - por se oporem às reduções do Protocolo de Kyoto a níveis de emissões de GEE em 1990;
2º lugar: Rússia - por não ter se comprometido efetivamente quanto às reduções no Protocolo de Kyoto e também na COP15, até agora.
Excepcionalmente, hoje, não teve 3º lugar, nem menção honrosa. E na contramão da proposta do Fóssil do Dia, foi entregue o prêmio Ray of the Day para a Ilha de Tuvalú, pequena nação insular do Pacífico, pelos seus esforços reconhecidos pelo progresso das negociações da COP15. O país é um dos mais são vulneráveis às mudanças climáticas.
08/12
1º lugar: Ucrânia - por ter o objetivo de reduzir em 20% suas emissões em relação a 1990, o que significa 75% de aumento, nos níveis atuais;
2º lugar: coalizão (Canadá, Islândia, Japão, Cazaquistão, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e Austrália) - por propor que a captura e armazenamento de carbono devem se qualificar como projeto de MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo;
3º lugar: Ucrânia - por se recusar a dizer como está usando o dinheiro da venda com créditos de emissões.
07/12
1º lugar: para os países em desenvolvimento - por falta de empenho na implementação das reduções de emissões de GEE;
2º lugar: para Suécia, Finlândia e Áustria - por tentarem obter ganhos, por causa de suas florestas existentes;
3º lugar: Canadá - por causa da falta de empenho;
Menção honrosa: Arábia Saudita - por causa da falta de empenho 'histórica'.
As organizações não-governamentais Climate Network e Avaaz - movimento originado na web -, como acontece em todas as conferências do clima, já roubaram a cena na cobertura da COP15 - 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, com a eleição do Fóssil do Dia.
Com esse termo irreverente e, ao mesmo tempo, crítico, concedem essa premiação aos países com pior desempenho diário – 1º., 2º. e 3º. lugares, além de menção honrosa, em alguns casos -, durante as negociações do encontro. De certa forma, funcionam como um termômetro da sociedade sobre o evento. A iniciativa ocorre, desde a conferência realizada na Alemanha, em 1999.
Os idealizadores do The Fossil of the Day se 'despediram', no dia 16, dos internautas, com uma retrospectiva dos nove dias de premiações, entre os dias 7 e 16, em que as organizações não-governamentais ficaram de olho no desempenho dos países, nas negociações da COP15. Entre os destaques, o Canadá foi o país mais vezes votado (6 vezes), durante esse período, em diferentes colocações, entre primeiro e terceiro lugares. Na contramão do 'fóssil', por sua vez, houve o 'ray of the day', que prestigiou somente o estado insular de Tuvalu e a França, por seus esforços.
VEJA OS VENCEDORES DE CADA DIA:
18/02
Ontem, os organizadores do prêmio Fóssil do Dia encerraram suas atividades, exibindo filme de despedida, que mostramos em post no Blog da Redação. No entanto, hoje, voltaram a indicar os países premiados, neste último dia da Conferência, que indicamos a seguir:
1º lugar: Austrália – por exercer pressão sobre os estados insulares do Pacífico, principalmente Tuvalu, para concordar com o aumento da temperatura do planeta em 2º, em vez de 1,5, que estavam reivindicando;
2º e 3º lugares: Canadá, Austrália e Japão – pela incapacidade de manter propostas de financiamento de longo prazo para os países pobres.
16/12
1º lugar: EUA - por ter inserido um percentual 'x', como propostas voluntárias em substituição a reduções concretas obrigatórias dos países, nas reduções das emissões de gases de efeito estufa;
2º lugar: Grupo Umbrella (Guarda-Chuva), que representa os países do Anexo 1 (industrializados), com exceção da União Europeia - porque se recusaram a fornecer aos países em desenvolvimento apoio a acordos de financiamento a longo prazo.
15/12
1º lugar: EUA - por ser um país industrializado, que não propõe atrelar a utilização de medidas de redução provenientes da aviação e da área marítima, para gerar fundo de adaptação e mitigação.
Por pouco a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não ganhou o 'Fóssil do Dia (15), no lugar dos EUA, por causa do seu ato falho, ao dizer, durante coletiva – ‘...o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável’. Devido às articulações de organizações não-governamentais brasileiras, que consideraram que a eleição poderia prejudicar os processos de negociações no encontro, a 'premiação' foi evitada (saiba mais em Ministra Dilma comete ato falho na COP);
2º lugar: Canadá - por causa do vazamento de documento do gabinete do Ministério do Meio Ambiente do Canadá, Jim Prentice, que revela, de acordo com o movimento, que o Canadá não tem absolutamente nenhuma intenção de atingir as metas de redução, em 2020;
3º lugar: EUA e Colômbia - por emperrarem o processo de confecção do texto sobre o REDD - Redução para Emissões de Desmatamento e Degradação.
14/12
1º lugar: EUA - por não assumir nenhum compromisso sobre o financiamento de longo prazo para os países em desenvolvimento e por ser o maior emissor cumulativo e ter uma das mais fracas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs);
2º lugar: União Européia - por causa da existência de um vazio jurídico quanto à implementação de combate ao ar quente e na questão do manejo florestal
3º lugar: Canadá e Arábia Saudita - devido aos seus altos índices de emissão, sempre nas primeiras colocações, além de poucas iniciativas para a redução.
13/12
Não teve votação.
12/12
1º lugar: Japão - por se opor à fixação de um segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto;
2º lugar: Papua Nova-Guiné - por se opor à proposta do compromisso de protocolos juridicamente vinculativos na COP15 dos países mais poluidores, que foi feita pela Aliança dos Pequenos Estados Insulares, do qual o país também participa.
11/12
1º e 2º lugares: Canadá - por seu posicionamento intransigente, quanto a metas de redução de emissões de GEEs e por não ser claro quanto a suas posições no encontro;
3º lugar: União Européia - por não ter uma posição mais ousada quanto a propor um apoio financeiro a longo prazo aos países pobres.
10/12
1º lugar: Polônia - por bloquear proposta de atualização incondicional do objetivo da EU de reduzir as emissões de carbono a 30%;
2º lugar: Alemanha - por não esclarecer que o financiamento do clima deve ser adicional aos auxílios já existentes;
3º lugar: Nova Zelândia - por declarações de ministro neozelandês de não estar focado no aumento das emissões do próprio país.
Hoje, também, mais um Ray of the Day foi entregue. Desta vez, a França foi prestigiada devido a sua liderança na luta contra a posição da União Europeia sobre o LULUCH (Land Use, Land Use Change and Forestry). Assista o vídeo da premiação.
No primeiro dia, Áustria, Finlândia e Suécia foram ‘fossilizadas’ por empurrarem lacuna na contabilidade das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) para a gestão florestal.
09/12
1º lugar: Canadá e Croácia - por se oporem às reduções do Protocolo de Kyoto a níveis de emissões de GEE em 1990;
2º lugar: Rússia - por não ter se comprometido efetivamente quanto às reduções no Protocolo de Kyoto e também na COP15, até agora.
Excepcionalmente, hoje, não teve 3º lugar, nem menção honrosa. E na contramão da proposta do Fóssil do Dia, foi entregue o prêmio Ray of the Day para a Ilha de Tuvalú, pequena nação insular do Pacífico, pelos seus esforços reconhecidos pelo progresso das negociações da COP15. O país é um dos mais são vulneráveis às mudanças climáticas.
08/12
1º lugar: Ucrânia - por ter o objetivo de reduzir em 20% suas emissões em relação a 1990, o que significa 75% de aumento, nos níveis atuais;
2º lugar: coalizão (Canadá, Islândia, Japão, Cazaquistão, Nova Zelândia, Noruega, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e Austrália) - por propor que a captura e armazenamento de carbono devem se qualificar como projeto de MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo;
3º lugar: Ucrânia - por se recusar a dizer como está usando o dinheiro da venda com créditos de emissões.
07/12
1º lugar: para os países em desenvolvimento - por falta de empenho na implementação das reduções de emissões de GEE;
2º lugar: para Suécia, Finlândia e Áustria - por tentarem obter ganhos, por causa de suas florestas existentes;
3º lugar: Canadá - por causa da falta de empenho;
Menção honrosa: Arábia Saudita - por causa da falta de empenho 'histórica'.