Especial
Campus Party: o desafio é ser sustentável
Neste ano, a maior festa tecnológica do Brasil, a Campus Party, realizada até ontem, em São Paulo, mostrou que é cada vez mais possível – e desejável – relacionar tecnologia à sustentabilidade. Confira algumas iniciativas, aqui
Ana Greghi
Planeta Sustentável - 01/02/2010
Temas como democratização da informação, inclusão digital e reciclagem se destacaram na terceira edição da Campus Party. E, embora o espaço para esse tipo de discussão ainda seja pequeno no evento, nota-se que o poder público e o setor privado estão se unindo para facilitar o percurso de quem deseja evoluir ou dar os primeiros passos na sociedade em rede. Conversamos com os idealizadores ou coordenadores de projetos que se destacaram entre as iniciativas com viés de sustentabilidade, em meio ao caos criativo instalado no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, por cinco dias.
[img1] GRID PÚBLICO
Coordenado pela jornalista Daniela Silva, pesquisadora de transparência pública e diretora da Esfera, o Grid Público foi uma das iniciativas mais interessantes apresentadas por lá, aos campuseiros. Trata-se de um software que compartilha dados públicos para o seu computador. "É um projeto de infraestrutura, que tem uma base conceitual bastante forte. Tudo parte da ideia de que se a informação pública é nossa, não faz sentidlo que esteja guardada nos servidores dos governos. O Grid cria uma inffraestrutura que resulta num computador virtual que utiliza a parte ociosa do processamento das nossas máquinas, revertendo para projetos de interesse público".
[img2] CONEXÃO CULTURA
Para quem não tem acesso a conteúdos profissionalizantes, educacionais e culturais, o Conexão Cultura, iniciativa da Fundação Padre Anchieta, oferece uma ferramenta simples e funcional que, acoplada a qualquer navegador de internet, possibilita o acesso das classes C, D e E - que frequentam lan houses e telecentros - a qualquer informação. "A ideia é que essa ferramenta possibilite o acesso que não chega às pessoas pela internet", explica o jornalista Thiago Carrapatoso, coordenador do produto. "Nós não usamos a palavra inclusão. Para nós esta é uma iniciativa para emancipação digital, porque ajuda as pessoas a se apropriarem da tecnollogia para melhorar sua percepção do mundo e incrementar suas ações".
[img3] RECICLAR É PRECISO
A todo momento, surgem novos modelos de celulares e computadores para atiçar o desejo de consumi-los. E a troca desses aparelhos torna-se cada vez mais constante. Mas o que fazer com aquele computador que a gente não quer mais ou que ficou obsoleto? E com os mouses ultrapassados? Onde e como descartar os aparelhos eletrônicos e celulares que não funcionam mais? A rede auto-organizada Metareciclagem propõe que todo o material eletrônico descartado seja reaproveitado com o objetivo de promover a transformação social. Já a operadora de celular Vivo, que também participou do evento, tem um programa especial, voltado para a reciclagem de celulares e baterias.
[img4] CRIANÇAS CONECTADAS
Uma iniciativa do Programa Acessa São Paulo, desenvolvido em Herculândia, região de Marília, em São Paulo, está mudando a forma como as crianças se comuncam pela escrita. O Projeto Água propôs a 13 crianças que criassem um blog e escrevessem sobre esse tema - água -, que é uma das grandes questões da atualidade. Segundo Sônia Remenegildo, coordenadora do projeto, a ideia incentivou os jovens a ler, digitar e usar a criatividade. "Queremos que essa ação desperte o interesse de outras crianças a pensarem sobre como elas e suas famílias tratam a questão do meio ambiente e de que forma podem melhor essa percepção”. Veja mais no vídeo.
[img6] REDE SOCIAL (EMPRESARIAL) ECOLÓGICA
Uma mistura de Orkut e Twitter com foco na questão ambiental: esta é a ideia da rede social AzeroX (pronuncia-se “a-zero–xis”), voltada para empresas engajadas. Nela, os internautas podem trocar mensagens e também postar textos curtos, como acontece no Twitter. É possível escrever mensagens de até 200 caracteres ou enviar arquivos de áudio de 30 segundos (os outros usuários podem ouvir os relatos publicados). Há, ainda, um espaço especial para publicar perfis e históricos das empresas. Assista ao vídeo com Gerson Barreto, gerente do projeto.
[img5] ÍNDIOS ON LINE
A inclusão também esteve presente nas atividades propostas por um grupo formado por vários povos indígenas que se uniram para colocar em prática uma idéia em comum: formar uma rede digital para contar sobre o mundo que vai além de suas terras. O resultado pode ser conferido no conteúdo produzido coletivamente pelas aldeias, disponível no portal eletrônico da rede virtual Índios On Line . Sediado na Bahia, o projeto já existe desde 2002 e foi conveniado como Ponto de Cultura em 2004. "No começo, as comunidades ficaram assustadas, mas a internet abriu as portas do mundo para os indígenas”, disse a gestora da rede de Comunicação dos Índios On Line, Graciela Guarani. Assista ao vídeo: entrevistas com Graciela Guarani e Poran Potiguara.
Leia também:
Campus Verde: ações sustentáveis via tecnologia
Lixo eletrônico: consumidores fazem toda a diferença
Interação entre tecnologia e meio ambiente
O novo índio brasileiro
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[img1] GRID PÚBLICO
Coordenado pela jornalista Daniela Silva, pesquisadora de transparência pública e diretora da Esfera, o Grid Público foi uma das iniciativas mais interessantes apresentadas por lá, aos campuseiros. Trata-se de um software que compartilha dados públicos para o seu computador. "É um projeto de infraestrutura, que tem uma base conceitual bastante forte. Tudo parte da ideia de que se a informação pública é nossa, não faz sentidlo que esteja guardada nos servidores dos governos. O Grid cria uma inffraestrutura que resulta num computador virtual que utiliza a parte ociosa do processamento das nossas máquinas, revertendo para projetos de interesse público".
[img2] CONEXÃO CULTURA
Para quem não tem acesso a conteúdos profissionalizantes, educacionais e culturais, o Conexão Cultura, iniciativa da Fundação Padre Anchieta, oferece uma ferramenta simples e funcional que, acoplada a qualquer navegador de internet, possibilita o acesso das classes C, D e E - que frequentam lan houses e telecentros - a qualquer informação. "A ideia é que essa ferramenta possibilite o acesso que não chega às pessoas pela internet", explica o jornalista Thiago Carrapatoso, coordenador do produto. "Nós não usamos a palavra inclusão. Para nós esta é uma iniciativa para emancipação digital, porque ajuda as pessoas a se apropriarem da tecnollogia para melhorar sua percepção do mundo e incrementar suas ações".
[img3] RECICLAR É PRECISO
A todo momento, surgem novos modelos de celulares e computadores para atiçar o desejo de consumi-los. E a troca desses aparelhos torna-se cada vez mais constante. Mas o que fazer com aquele computador que a gente não quer mais ou que ficou obsoleto? E com os mouses ultrapassados? Onde e como descartar os aparelhos eletrônicos e celulares que não funcionam mais? A rede auto-organizada Metareciclagem propõe que todo o material eletrônico descartado seja reaproveitado com o objetivo de promover a transformação social. Já a operadora de celular Vivo, que também participou do evento, tem um programa especial, voltado para a reciclagem de celulares e baterias.
[img4] CRIANÇAS CONECTADAS
Uma iniciativa do Programa Acessa São Paulo, desenvolvido em Herculândia, região de Marília, em São Paulo, está mudando a forma como as crianças se comuncam pela escrita. O Projeto Água propôs a 13 crianças que criassem um blog e escrevessem sobre esse tema - água -, que é uma das grandes questões da atualidade. Segundo Sônia Remenegildo, coordenadora do projeto, a ideia incentivou os jovens a ler, digitar e usar a criatividade. "Queremos que essa ação desperte o interesse de outras crianças a pensarem sobre como elas e suas famílias tratam a questão do meio ambiente e de que forma podem melhor essa percepção”. Veja mais no vídeo.
[img6] REDE SOCIAL (EMPRESARIAL) ECOLÓGICA
Uma mistura de Orkut e Twitter com foco na questão ambiental: esta é a ideia da rede social AzeroX (pronuncia-se “a-zero–xis”), voltada para empresas engajadas. Nela, os internautas podem trocar mensagens e também postar textos curtos, como acontece no Twitter. É possível escrever mensagens de até 200 caracteres ou enviar arquivos de áudio de 30 segundos (os outros usuários podem ouvir os relatos publicados). Há, ainda, um espaço especial para publicar perfis e históricos das empresas. Assista ao vídeo com Gerson Barreto, gerente do projeto.
[img5] ÍNDIOS ON LINE
A inclusão também esteve presente nas atividades propostas por um grupo formado por vários povos indígenas que se uniram para colocar em prática uma idéia em comum: formar uma rede digital para contar sobre o mundo que vai além de suas terras. O resultado pode ser conferido no conteúdo produzido coletivamente pelas aldeias, disponível no portal eletrônico da rede virtual Índios On Line . Sediado na Bahia, o projeto já existe desde 2002 e foi conveniado como Ponto de Cultura em 2004. "No começo, as comunidades ficaram assustadas, mas a internet abriu as portas do mundo para os indígenas”, disse a gestora da rede de Comunicação dos Índios On Line, Graciela Guarani. Assista ao vídeo: entrevistas com Graciela Guarani e Poran Potiguara.
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