misturas
Salada de ritmos
O compositor, intérprete e arranjador Emiliano Castro mistura sons da música africana, do chorinho e do flamenco em seus shows. Também usa o talento multiétnico para dar aulas de percepção musical aos 120 estudantes da rede pública que fazem parte da Orquestra Brasileira do Auditório Ibirapuera, em São Paulo
Patrícia Zaidan
Revista Claudia – 11/2009
Além da carreira de cantor, por que decidiu ensinar?
Gosto de analisar os aspectos culturais e faço palestras sobre sociologia da música. Porém, o que mais me agrada é dar aulas para a Orquestra Brasileira do Auditório Ibirapuera. O projeto contempla alunos de 11 a 20 anos, que recebem formação gratuita. Todos são talentosos e vibrantes e tocam o melhor da música brasileira, de Villa-Lobos a Radamés Gnattali.
Você mistura ritmos. De onde surgiu essa habilidade?
Até os 3 anos, morei em Moçambique com meus pais, que são sociólogos e, no fim dos anos 1970, resolveram fugir da ditadura militar do Brasil e apoiar a independência recente daquele país. Uma de minhas lembranças são os ritmos africanos. Mais tarde, me formei em ciências sociais, mas ouvia o violonista brasileiro Raphael Rabello e me apaixonei pelo chorinho e pelo violão de sete cordas. Assim como pelo flamenco, que estudei no Liceu de Barcelona.
Os laços com a Espanha continuam fortes?
Em 2010, farei uma temporada de shows em Barcelona e Madri. Antes vou lançar, no Brasil, meu CD Kanimambo, que significa obrigado em changana, uma das línguas nativas de Moçambique.
Além da carreira de cantor, por que decidiu ensinar?
Gosto de analisar os aspectos culturais e faço palestras sobre sociologia da música. Porém, o que mais me agrada é dar aulas para a Orquestra Brasileira do Auditório Ibirapuera. O projeto contempla alunos de 11 a 20 anos, que recebem formação gratuita. Todos são talentosos e vibrantes e tocam o melhor da música brasileira, de Villa-Lobos a Radamés Gnattali.
Você mistura ritmos. De onde surgiu essa habilidade?
Até os 3 anos, morei em Moçambique com meus pais, que são sociólogos e, no fim dos anos 1970, resolveram fugir da ditadura militar do Brasil e apoiar a independência recente daquele país. Uma de minhas lembranças são os ritmos africanos. Mais tarde, me formei em ciências sociais, mas ouvia o violonista brasileiro Raphael Rabello e me apaixonei pelo chorinho e pelo violão de sete cordas. Assim como pelo flamenco, que estudei no Liceu de Barcelona.
Os laços com a Espanha continuam fortes?
Em 2010, farei uma temporada de shows em Barcelona e Madri. Antes vou lançar, no Brasil, meu CD Kanimambo, que significa obrigado em changana, uma das línguas nativas de Moçambique.