LIVRO ENGAJADO
Jonathan Froer: contra o consumo de carne
O escritor Jonathan Safran Froer, antes um carnívoro convicto, levanta bandeira pelo vegetarianismo em seu novo livro “Eating Animals”. Nele, o americano conta que a mudança de hábito se deu quando seu filho nasceu e destaca que comer carne é a principal causa do aquecimento global
Tania Menai, de Nova York – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 04/11/2009
Fãs do livro e do filme “A Vida é Iluminada”, ou os seguidores de seu autor, Jonathan Safran Froer, tem mais uma razão para admirá-lo. Froer acaba de lançar, nos Estados Unidos, o livro “Eating Animals” (Little ,Brown & Co, 352 páginas) ou “Comendo Animais”. Nele, o autor, que vive no Brooklyn, com a mulher, o filho e o cachorro, lembra que comer carne é a causa número um do aquecimento global – e que hoje, os americanos comem 150 vezes mais frango do que eles comiam há 80 anos. Segundo as Nações Unidas, lembra o autor, o hábito de comer carne ranqueia a lista dos principais problemas ambientais: poluição de água e do ar. Dito isto, ele reforça que a decisão de cada um na hora de fazer compras no supermercado ou de escolher o que jantar num restaurante conta.
A curiosidade de Froer sobre o assunto surgiu quando ele tornou-se pai e passou a sobre os alimentos que o casal dá ao filho. De onde vem a carne? Como os animais são tratados? Quais os efeitos econômicos, sociais e no meio-ambiente que todo este consumo de animais provoca? Froer mandou dezenas de cartas para as fazendas que criam gado, de onde vem 99% da carne que alimenta os americanos. Nenhuma o recebeu. “Se eu enviasse a mesma carta para a fazenda que produz a maçã do suco de caixinha do meu filho todos os dias, eles me receberiam de braços abertos, assim como a padaria que faz o bagel que ele come todas as manhãs”, disse ele em entrevista à rádio NPR. Ele questiona por que as fazendas de gado não fazem o mesmo, sendo que a sociedade lhes dá dinheiro e se alimenta com seu produto. Por que elas não dá acesso para que se veja como tudo é feito?
O autor ainda lembra que nada menos do que 63% dos americanos tem um animal de estimação em casa, e que, juntos, gastam 34 bilhões de dólares por ano com seus mimos. Ou seja, de um lado cuida-se de um cachorro ou gato como reis. De outro, tratam galinhas, perus, vacas e porcos confinados, criados parar morrer, sob uma crueldade sem fim. Froer, que sempre teve pavor de cachorro e recentemente acabou adotando uma cadelinha, diz em seu livro que os carnívoros de carteirinha alegam que “amigo do homem não se come”. Mas tudo é relativo: na Índia, trata-se bem a vaca e come-se o cachorro. Na Espanha, eles amam seus cavalos e, às vezes, comem suas vacas. Na França, eles adoram seus cachorros, mas muitas vezes quem vai para a mesa é o pobre cavalo.
Froer nasceu comendo carne. E adorava. Ele gosta do cheiro, do sabor e lembra-se que o prato - seja de vaca ou de peru - fazia parte de todas as festas familiares. Mas, hoje, ele acredita que estas festas existem, na essência, para que todos estejam juntos e que os valores sejam passados de geração em geração; a carne em si, é desnecessária. Ele consegue passar um Thanksgiving - Dia de Ação de Graças nos EUA - e dispensar o tradicional peru. Também não liga mais para o churrasco de 4 de Julho, Dia da Independência americana. E está feliz por fazer a sua parte e dividir, como autor, as informações com o mundo. Afinal, será que saborear uma picanha e alimentar o sistema atual vale mesmo a pena?
Fãs do livro e do filme “A Vida é Iluminada”, ou os seguidores de seu autor, Jonathan Safran Froer, tem mais uma razão para admirá-lo. Froer acaba de lançar, nos Estados Unidos, o livro “Eating Animals” (Little ,Brown & Co, 352 páginas) ou “Comendo Animais”. Nele, o autor, que vive no Brooklyn, com a mulher, o filho e o cachorro, lembra que comer carne é a causa número um do aquecimento global – e que hoje, os americanos comem 150 vezes mais frango do que eles comiam há 80 anos. Segundo as Nações Unidas, lembra o autor, o hábito de comer carne ranqueia a lista dos principais problemas ambientais: poluição de água e do ar. Dito isto, ele reforça que a decisão de cada um na hora de fazer compras no supermercado ou de escolher o que jantar num restaurante conta.
A curiosidade de Froer sobre o assunto surgiu quando ele tornou-se pai e passou a sobre os alimentos que o casal dá ao filho. De onde vem a carne? Como os animais são tratados? Quais os efeitos econômicos, sociais e no meio-ambiente que todo este consumo de animais provoca? Froer mandou dezenas de cartas para as fazendas que criam gado, de onde vem 99% da carne que alimenta os americanos. Nenhuma o recebeu. “Se eu enviasse a mesma carta para a fazenda que produz a maçã do suco de caixinha do meu filho todos os dias, eles me receberiam de braços abertos, assim como a padaria que faz o bagel que ele come todas as manhãs”, disse ele em entrevista à rádio NPR. Ele questiona por que as fazendas de gado não fazem o mesmo, sendo que a sociedade lhes dá dinheiro e se alimenta com seu produto. Por que elas não dá acesso para que se veja como tudo é feito?
O autor ainda lembra que nada menos do que 63% dos americanos tem um animal de estimação em casa, e que, juntos, gastam 34 bilhões de dólares por ano com seus mimos. Ou seja, de um lado cuida-se de um cachorro ou gato como reis. De outro, tratam galinhas, perus, vacas e porcos confinados, criados parar morrer, sob uma crueldade sem fim. Froer, que sempre teve pavor de cachorro e recentemente acabou adotando uma cadelinha, diz em seu livro que os carnívoros de carteirinha alegam que “amigo do homem não se come”. Mas tudo é relativo: na Índia, trata-se bem a vaca e come-se o cachorro. Na Espanha, eles amam seus cavalos e, às vezes, comem suas vacas. Na França, eles adoram seus cachorros, mas muitas vezes quem vai para a mesa é o pobre cavalo.
Froer nasceu comendo carne. E adorava. Ele gosta do cheiro, do sabor e lembra-se que o prato - seja de vaca ou de peru - fazia parte de todas as festas familiares. Mas, hoje, ele acredita que estas festas existem, na essência, para que todos estejam juntos e que os valores sejam passados de geração em geração; a carne em si, é desnecessária. Ele consegue passar um Thanksgiving - Dia de Ação de Graças nos EUA - e dispensar o tradicional peru. Também não liga mais para o churrasco de 4 de Julho, Dia da Independência americana. E está feliz por fazer a sua parte e dividir, como autor, as informações com o mundo. Afinal, será que saborear uma picanha e alimentar o sistema atual vale mesmo a pena?