Ensinando a incluir
Novas oportunidades de vida
Programa CPFL de Oportunidades visa inclusão e capacitação de pessoas com deficiências
Cristiano Picoli, de 25 anos, moradorde Indaiatuba, município vizinho a Campinas, onde está a sede da CPFL Energia, era um dos mais animados e emocionados ao sair da sessão de cinema e debate sobre o filme "Uma lição de amor" (EUA, 2001), em que Sean Penn interpreta Sam, portador de deficiência mental que tem de lutar com todas as forças para manter a guarda da filha Lucy, personagem vivida pela garota prodígio Dakota Fanning.
Após a exibição do filme de muitas lágrimas e final feliz houve uma discussão acalorada entre os participantes do grupo, formado por Cristiano e outros portadores de deficiência que integram o Programa CPFL de Oportunidades. É um Programa mantido pela CPFL Energia, visando a inclusão de portadores de deficiência nos quadros da empresa e sua capacitação para o mercado de trabalho de forma geral.
Em função de seus resultados e de seu perfil, o Programa Oportunidades recebeu no início de junho o Prêmio Ser Humano "Oswaldo Checchia", na Modalidade Responsabilidade Social, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).
O Programa Oportunidades tem sua origem no Programa de Valorização da Diversidade, implantado pela CPFL Energia em decorrência do Código de Ética e das políticas de recursos humanos e de responsabilidade social corporativa que adotou, após amplo debate interno e com a participação de filósofos e outros especialistas.
Como observa o diretor de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais, Augusto Rodrigues, na formulação do Programa de Valorização da Diversidade a CPFL "procurou ousar, indo muito à frente do que prevê a legislação, por exemplo em termos de inclusão de pessoas com deficiência e outros segmentos sociais".
Em termos do Programa Oportunidades, especificamente, foram utilizados subsídios como os indicadores de Valorização da Diversidade, elaborados pelo Instituto ETHOS de Empresas e Responsabilidade Social.
Foi então estruturado o Programa Oportunidades, em atuação desde 2005, considerando os desafios culturais históricos existentes na sociedade brasileira associados à inclusão de portadores de deficiência. Desde o início, como nota o diretor Augusto Rodrigues, foi assumida a postura de que o Programa iria ter como base o respeito, a valorização e gestão da diversidade e desenvolvimento organizacional, muito além do que determina a lei de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
[img01] A Lei federal nº 8.213, de 1991, regulamentada pelo Decreto nº 3.298, de 1999, criou cotas de 2% a 5% das vagas de empresas com mais de 100 funcionários para portadores de deficiência ou profissionais reabilitados. Um dos desafios identificados no momento de elaboração do Programa Oportunidades foi a necessidade de adequada capacitação para as pessoas com deficiência candidatas a vagas abertas nas empresas.
Nesse sentido, o Programa estipula, aos seus participantes, metade do tempo com atuação em diversas atividades administrativas na CPFL Energia, e a outra metade, destinada à complementação de sua formação educacional. Foi mantido convênio com o Centro Estadual de Ensino Supletivo na Unicamp e com o Serviço Social da Indústria (SESI), para que os incluídos possam fazer o supletivo e, assim, concluir o ensino médio.
Ao lado da capacitação dos participantes do Programa, houve ampla preparação interna na empresa, incluindo workshop com gestores, visando a inserção adequada das pessoas com deficiência. Outro foco do Programa Oportunidades é a destinação para o mercado de trabalho, em caso do participação não ser integrado ao quadro funcional da CPFL. São abertas 50 vagas anuais.
Oportunidade. Para os integrantes do Programa, a palavra traduz com perfeição a sua percepção da iniciativa. "Se eu não estivesse aqui, estaria em casa com o meu pai. A minha vida melhorou muito", diz Cristiano. Com as seqüelas de um acidente que teve aos 13 anos, Cristiano colabora com a própria equipe responsável pela implementação do Programa Oportunidades.
O sentimento é compartilhado por Ester Rogatto, com longa experiência no mercado de trabalho, tendo trabalhado na área de exportação do Banco do Brasil. Entretanto, aos 54 anos, ela considera que sua participação no Programa representa "uma nova chance, diante das dificuldades do mercado em termos de inclusão dos portadores de deficiência e faixa etária".
A possibilidade de participação em cursos, como o de atualização em Informática, é destacada por Ester, que trabalha na biblioteca da CPFL, arrumando arquivos e até restaurando livros. Ester observa que a postura da sociedade brasileira em relação às pessoas com deficiência vem se alterando. "Muita coisa melhorou, mas ainda falta muito para avançar. Ações como essa CPFL ajudam muito", completa Ester.
Cristiano Picoli, de 25 anos, moradorde Indaiatuba, município vizinho a Campinas, onde está a sede da CPFL Energia, era um dos mais animados e emocionados ao sair da sessão de cinema e debate sobre o filme "Uma lição de amor" (EUA, 2001), em que Sean Penn interpreta Sam, portador de deficiência mental que tem de lutar com todas as forças para manter a guarda da filha Lucy, personagem vivida pela garota prodígio Dakota Fanning.
Após a exibição do filme de muitas lágrimas e final feliz houve uma discussão acalorada entre os participantes do grupo, formado por Cristiano e outros portadores de deficiência que integram o Programa CPFL de Oportunidades. É um Programa mantido pela CPFL Energia, visando a inclusão de portadores de deficiência nos quadros da empresa e sua capacitação para o mercado de trabalho de forma geral.
Em função de seus resultados e de seu perfil, o Programa Oportunidades recebeu no início de junho o Prêmio Ser Humano "Oswaldo Checchia", na Modalidade Responsabilidade Social, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).
O Programa Oportunidades tem sua origem no Programa de Valorização da Diversidade, implantado pela CPFL Energia em decorrência do Código de Ética e das políticas de recursos humanos e de responsabilidade social corporativa que adotou, após amplo debate interno e com a participação de filósofos e outros especialistas.
Como observa o diretor de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais, Augusto Rodrigues, na formulação do Programa de Valorização da Diversidade a CPFL "procurou ousar, indo muito à frente do que prevê a legislação, por exemplo em termos de inclusão de pessoas com deficiência e outros segmentos sociais".
Em termos do Programa Oportunidades, especificamente, foram utilizados subsídios como os indicadores de Valorização da Diversidade, elaborados pelo Instituto ETHOS de Empresas e Responsabilidade Social.
Foi então estruturado o Programa Oportunidades, em atuação desde 2005, considerando os desafios culturais históricos existentes na sociedade brasileira associados à inclusão de portadores de deficiência. Desde o início, como nota o diretor Augusto Rodrigues, foi assumida a postura de que o Programa iria ter como base o respeito, a valorização e gestão da diversidade e desenvolvimento organizacional, muito além do que determina a lei de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
[img01] A Lei federal nº 8.213, de 1991, regulamentada pelo Decreto nº 3.298, de 1999, criou cotas de 2% a 5% das vagas de empresas com mais de 100 funcionários para portadores de deficiência ou profissionais reabilitados. Um dos desafios identificados no momento de elaboração do Programa Oportunidades foi a necessidade de adequada capacitação para as pessoas com deficiência candidatas a vagas abertas nas empresas.
Nesse sentido, o Programa estipula, aos seus participantes, metade do tempo com atuação em diversas atividades administrativas na CPFL Energia, e a outra metade, destinada à complementação de sua formação educacional. Foi mantido convênio com o Centro Estadual de Ensino Supletivo na Unicamp e com o Serviço Social da Indústria (SESI), para que os incluídos possam fazer o supletivo e, assim, concluir o ensino médio.
Ao lado da capacitação dos participantes do Programa, houve ampla preparação interna na empresa, incluindo workshop com gestores, visando a inserção adequada das pessoas com deficiência. Outro foco do Programa Oportunidades é a destinação para o mercado de trabalho, em caso do participação não ser integrado ao quadro funcional da CPFL. São abertas 50 vagas anuais.
Oportunidade. Para os integrantes do Programa, a palavra traduz com perfeição a sua percepção da iniciativa. "Se eu não estivesse aqui, estaria em casa com o meu pai. A minha vida melhorou muito", diz Cristiano. Com as seqüelas de um acidente que teve aos 13 anos, Cristiano colabora com a própria equipe responsável pela implementação do Programa Oportunidades.
O sentimento é compartilhado por Ester Rogatto, com longa experiência no mercado de trabalho, tendo trabalhado na área de exportação do Banco do Brasil. Entretanto, aos 54 anos, ela considera que sua participação no Programa representa "uma nova chance, diante das dificuldades do mercado em termos de inclusão dos portadores de deficiência e faixa etária".
A possibilidade de participação em cursos, como o de atualização em Informática, é destacada por Ester, que trabalha na biblioteca da CPFL, arrumando arquivos e até restaurando livros. Ester observa que a postura da sociedade brasileira em relação às pessoas com deficiência vem se alterando. "Muita coisa melhorou, mas ainda falta muito para avançar. Ações como essa CPFL ajudam muito", completa Ester.