trânsito e cidadania
Vai uma caroninha aí?
Seis entre dez carros circulam só com o motorista. Um terço da frota sairia das ruas se esses paulistanos dividissem o veículo com um passageiro
Por Filipe Vilicic
Revista Veja São Paulo - 02/07/2008
Repare nos carros parados no congestionamento. Você já percebeu que a maioria deles circula só com o motorista? De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), essa é a realidade de 64% dos automóveis particulares da cidade. O trânsito melhoraria se a ocupação desses veículos evoluísse em uma proporção lógica: caso o número de pessoas por carro dobrasse, um terço da frota sairia das ruas. A solução para inflar a quantidade de passageiros e murchar a bolha urbana de automóveis é simples: incentivar a carona.
Para estimular o uso coletivo dos carros, o governo criou, no dia 28 de maio, o Mutirão da Carona. Só na capital, um grupo de 76 pessoas, entre voluntários e funcionários do estado, distribuiu camisetas, folhetos e adesivos em oito pontos no “Dia da Carona”. Mais de noventa empresas do estado foram mobilizadas e dezesseis delas, como a Basf e a Alcan, chegaram a implementar mutirões internos. “Que remos que as companhias estimulem a idéia entre os funcionários e que eles se organizem para ir juntos ao trabalho”, afirma o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano.
O problema é que dar carona pode ser chato: é preciso sair da rota e prolongar a viagem por cinco minutos para buscar alguém ou conviver com a música ou a conversa menos agradável de um motorista pouco íntimo. “Claro que há desconfortos, mas o trânsito só vai melhorar se as pessoas abrirem mão do comodismo”, diz Graziano. Uma de suas propostas para estimular a solidariedade cidadã é criar faixas exclusivas para carros com mais de um passageiro, como aconteceu nos estados da Califórnia e de Vermont, nos Estados Unidos.
Iniciativa eficaz teve a empresa Serasa. Lá, o engajamento na campanha foi estimulado com um software que agrupa, de acordo com o trajeto para casa, os profissionais interessados em colaborar. Cinqüenta deles, divididos em dez equipes, dão ou recebem carona. “Além de melhorar o trânsito e combater a poluição, essa iniciativa aproxima os colegas”, afir ma Tomás Carmona, gerente de cidadania em presarial da Serasa.
Mesmo quem não integra um plano tão elaborado pode dar sua contribuição. A advogada Vanessa Mascaretti é prova disso. Há três anos ela se reveza com três pais para levar e buscar os filhos no Colégio Augusto Laranja, em Moema. “É necessário tomarmos atitudes assim antes que tudo vire um caos”, diz. O rodízio deu tão certo que, hoje em dia, Vanessa programa caronas para ir a shoppings e festas com parentes e amigos.
Leia mais:
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Para estimular o uso coletivo dos carros, o governo criou, no dia 28 de maio, o Mutirão da Carona. Só na capital, um grupo de 76 pessoas, entre voluntários e funcionários do estado, distribuiu camisetas, folhetos e adesivos em oito pontos no “Dia da Carona”. Mais de noventa empresas do estado foram mobilizadas e dezesseis delas, como a Basf e a Alcan, chegaram a implementar mutirões internos. “Que remos que as companhias estimulem a idéia entre os funcionários e que eles se organizem para ir juntos ao trabalho”, afirma o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano.
O problema é que dar carona pode ser chato: é preciso sair da rota e prolongar a viagem por cinco minutos para buscar alguém ou conviver com a música ou a conversa menos agradável de um motorista pouco íntimo. “Claro que há desconfortos, mas o trânsito só vai melhorar se as pessoas abrirem mão do comodismo”, diz Graziano. Uma de suas propostas para estimular a solidariedade cidadã é criar faixas exclusivas para carros com mais de um passageiro, como aconteceu nos estados da Califórnia e de Vermont, nos Estados Unidos.
Iniciativa eficaz teve a empresa Serasa. Lá, o engajamento na campanha foi estimulado com um software que agrupa, de acordo com o trajeto para casa, os profissionais interessados em colaborar. Cinqüenta deles, divididos em dez equipes, dão ou recebem carona. “Além de melhorar o trânsito e combater a poluição, essa iniciativa aproxima os colegas”, afir ma Tomás Carmona, gerente de cidadania em presarial da Serasa.
Mesmo quem não integra um plano tão elaborado pode dar sua contribuição. A advogada Vanessa Mascaretti é prova disso. Há três anos ela se reveza com três pais para levar e buscar os filhos no Colégio Augusto Laranja, em Moema. “É necessário tomarmos atitudes assim antes que tudo vire um caos”, diz. O rodízio deu tão certo que, hoje em dia, Vanessa programa caronas para ir a shoppings e festas com parentes e amigos.
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