CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
Para morar (e viver) bem
Somente uma sociedade sustentável poderá garantir construções idem. É o que diz Edward Scharzs, da Fundação Holcim, para quem os países desenvolvidos têm grande responsabilidade e devem ajudar a encontrar esse caminho
Por Giuliana Capello
Planeta Sustentável ¿ 24/11/2007
"Quem não tem um teto para morar, não quer saber se ele precisará ser sustentável ou não. Por isso, não haverá construção sustentável enquanto não houver uma sociedade sustentável", sentencia Edward Scharzs, diretor geral da Fundação Holcim para Construção Sustentável, ONG suíça responsável pelo mais importante prêmio mundial nesse segmento: o Holcim Awards (*).
"A nova construção civil - além de privilegiar altas tecnologias para economizar água, energia e matérias-primas, precisa encarar o desafio global do déficit habitacional. E o nosso prêmio quer ter importante papel nesse processo. Ele é um retrato do que temos de melhor em projetos e conhecimento técnico", ressalta.
Consciente do desafio que tem nas mãos, Edward - que também é jornalista - não perde o otimismo. Nesta entrevista, discute conceitos e conta por que tem certeza de que a humanidade vai vencer o aquecimento global e dar a volta por cima.
Por que criar uma fundação para promover a construção sustentável?
A Holcim, produtora mundial de cimento e agregados, é quem está por trás da Fundação. Toda companhia global precisa se diferenciar no mercado e cimento é cimento em qualquer lugar. Então, a idéia era ir além da produção de sacos de cimento. Se olharmos a cadeia produtiva da construção, veremos que estamos no início dela, junto com as pedras, o concreto e o aço. Depois vêm os arquitetos, engenheiros e projetistas, até chegar ao consumidor final. Todo mundo compra cimento e pode fazer coisas boas ou ruins com esse material. Então, o objetivo da fundação é formar um pool de pessoas que representem todas as etapas dessa cadeia e que estejam envolvidas com a sustentabilidade, para mostrar a todos que é possível construir de um jeito mais sustentável.
Como é o trabalho da Fundação?
Atuamos em três frentes. A primeira delas são os fóruns internacionais com temas relevantes da construção sustentável. O último encontro, em 2006, em Xangai, recebeu 250 palestrantes, em três dias de simpósios. Nos fóruns, já abordamos as necessidades básicas da humanidade (moradia, saneamento, alimentação, comunicação) e as transformações urbanas, assunto de especial relevância nos países em desenvolvimento, nos quais as pessoas estão indo cada vez mais para as cidades, e isso implica demanda por hospitais, casas e transporte.
Outra vertente de trabalho da Fundação Holcim é o aporte de recursos para estimular a construção sustentável, como as bolsas para estudantes e os fundos doados a cidades que têm projetos sustentáveis que não sairiam do papel sem ajuda financeira.
E o Prêmio Holcim?
A competição mundial é a nossa terceira frente de trabalho e a maior delas. O concurso seleciona projetos de construção sustentável em cinco regiões do mundo. Há uma competição em cada região e os três vencedores de cada canto do mundo participam da competição global. Tudo com consultores convidados para o júri, que é totalmente independente da empresa Holcim. Para participar, o projeto precisa estar em processo de planejamento, ou seja, numa fase em que ainda é possível aprimorar o projeto com esse foco na sustentabilidade. E isso acontece muito em função do prêmio em dinheiro, que acaba estimulando muita gente a participar. Afinal, a premiação total chega a US$ 2 milhões.
As inscrições para a edição de 2007/2008 ainda estão abertas?
Sim, até 29 de fevereiro de 2008. Aí o júri vai se encontrar para selecionar os melhores de cada região. O prêmio para a América Latina será dado em outubro de 2008, na Cidade do México. E o vencedor global será anunciado em maio de 2009, na Suíça. É importante salientar que temos o prêmio Holcim, os prêmios de Reconhecimento e uma nova categoria - Próxima Geração -, para quem tem boas idéias, mas não tem dinheiro para construir um prédio. Criamos essa categoria para encorajar estudantes e profissionais a pensar sob uma perspectiva sustentável.
E qual é o conceito de construção sustentável para a Fundação Holcim?
Essa é a pergunta mais difícil. Nossos parceiros das universidades (inclusive da USP, no Brasil) nos ajudaram a definir e pensar alguns princípios básicos. Trabalhamos com 5 metas de construção sustentável. Assim, todo projeto precisa ser: economicamente sensato (porque não há construção sustentável se ninguém puder pagar por ela), socialmente consciente e ambientalmente correto, além de inovador e replicável e com alto padrão de qualidade arquitetônica.
Fala-se muito em novos materiais e pesquisas ambientais. Construção sustentável é sinônimo de inovação tecnológica?
Depende muito de onde você está. Vou dar dois exemplos da última competição: a nova academia de ciência em São Francisco, EUA, e o centro comunitário em Cape Town, África do Sul. O primeiro custará 400 milhões de dólares e é um mosaico interessante de tecnologias de ponta. O segundo, que já está pronto, custou US$ 500 mil e não tem tecnologia alguma. Não tem eletricidade, nem ar-condicionado, nada. Foi todo construído com materiais que a comunidade encontrou num raio de 5 quilômetros. E ambos são sustentáveis porque respeitam as características de sua região!
Em Bangladesh, quando milhares de pessoas ficaram sem abrigo por causa do Tsunami, muitos países começaram a ajudar e construíram casas com modelos importados da Europa. Mas ninguém queria viver entre paredes de gesso e ar-condicionado. A população queria uma casa que tivesse a identidade cultural deles. Isso é construção sustentável.
O Brasil - seguindo a China e a Índia - espera um grande boom imobiliário para 2008. Você acredita que é possível construir rápido e com sustentabilidade?
Bom, a China já declarou que não vai cometer os mesmos erros que os países desenvolvidos cometeram no passado. Não sei se ela vai conseguir, mas seus edifícios tentam usar materiais locais e gastar menos dinheiro. De qualquer forma, na grande escala, só é sustentável o que envolve a população, que precisa pressionar o governo para que tome atitudes nessa direção, criando políticas públicas favoráveis à sustentabilidade. Como aconteceu na Europa com o lixo doméstico. As pessoas começaram a pressionar os políticos para que fizessem alguma coisa.
Custa mais construir com sustentabilidade?
Nem sempre. Mesmo quando custa mais, é preciso pensar nos benefícios ao longo do tempo, como economia de água e energia. Para que custe menos, é necessário aumentar a demanda por obras desse tipo. Isso aconteceu com os painéis de energia solar, por exemplo. No início, ninguém podia pagar por eles e agora eles já são mais acessíveis. É preciso criar consciência para a construção sustentável, para que ela crie a demanda por esses produtos. E aí os preços tendem a cair.
E sobre as certificações ambientais, como o selo americano LEED. O que você pensa sobre elas?
Para mim, é quase o mesmo que as "ISO", ajuda, em certo modo, porque motiva as pessoas a fazer alguma coisa e favorece o exercício de repensar o processo de criação e produção na construção civil. É um primeiro passo importante, mas que precisa de uma consciência ambiental que vá além do interesse comercial.
Que balanço você faz da construção sustentável no mundo, nos últimos anos?
Há três anos, poucas pessoas falavam de construção sustentável. Hoje, há muito mais gente interessada em discutir o tema. Sustentabilidade está na moda, embora seja um tema recente. Acredito que o prêmio Holcim colabora para a construção de uma rede de especialistas no assunto. Só que isso é algo que está acontecendo ainda num ritmo muito lento. É preciso ser honesto nessa questão.
Em países como Bangladesh ou mesmo o Brasil, que têm alto déficit habitacional, quem não tem um teto para morar, não quer saber se precisará ser sustentável ou não. Como diz o economista Mohammad Yunus, acredito que não haverá construção sustentável enquanto não houver uma sociedade sustentável. E também considero que os países desenvolvidos têm uma responsabilidade grande em ajudar a encontrar esse caminho.
Qual seria o cenário ideal para o setor da construção civil?
Difícil responder. Falando em termos mais gerais, acredito muito na necessidade do equilíbrio entre a sociedade, o meio ambiente e a economia, pois sem dinheiro, ninguém tem como bancar um urbanismo mais sustentável ou cidades mais sustentáveis. Durante a ECO-92, o conceito de sustentabilidade incluía crescimento econômico, proteção ambiental e responsabilidade social. Em 2002, em Johannesburgo, a versão conceitual ficou mais curta e eu a prefiro: pessoas, prosperidade e planeta. São 3 "Ps". Essa é a chave e para onde devemos olhar.
E sobre os problemas ambientais, como o aquecimento global? Você encara tudo isso com otimismo?
Claro que sou um otimista! Penso que é tudo uma questão de elevar a consciência ambiental no mundo inteiro e isso, aos poucos, está acontecendo. Estamos vendo que é preciso mudar nossa cabeça, a maneira como realizamos e pensamos as coisas. Talvez as próximas gerações sejam educadas com um pensamento mais ecológico. No momento atual, ninguém vai mudar completamente. Então, temos que pensar em coisas simples que fazem a diferença. Por exemplo, priorizar o transporte público e desenvolver sistemas de compartilhamento de carros. Na Europa, já existem estacionamentos de carros em que você reserva um veículo para ir de tal a tal lugar, no dia e hora marcados e paga pelos quilômetros rodados.
Então você acha que há uma saída?
Mas é claro! Eu acredito no futuro! Acredito na humanidade. É preciso ser idealista para criar soluções. Mas não podemos esquecer que a economia precisa andar junto com a proteção ambiental e as melhorias sociais. Ou não iremos a lugar algum...
(*)
O PRÊMIO INTERNACIONAL HOLCIM
As inscrições para o próximo Prêmio Internacional Holcim vão até 29 de fevereiro, época em que o regulamento estará disponível. Só poderão se inscrever candidatos com idade inferior a 35 anos.
A grande novidade dessa edição será a categoria "A Próxima Geração", criada para apoiar a execução de habitações sustentáveis orientadas para o futuro.
Para obter outras informações, procure a Fundação Holcim.
E clique aqui para conhecer as propostas vencedoras do Prêmio Holcim 2005/2006.
Este ano, no "Fórum Urban Trans Formation" em Xangai, a Fundação Holcim ofereceu 200 mil dólares para cinco projetos de pesquisa de PhDs. Dois brasileiros foram contemplados com parte desses recursos: Odair Barbosa de Moraes e de Jörg Spangenberg, ambos da USP - Universidade de São Paulo. Veja os trabalhos, aqui (pdf para download).
"Quem não tem um teto para morar, não quer saber se ele precisará ser sustentável ou não. Por isso, não haverá construção sustentável enquanto não houver uma sociedade sustentável", sentencia Edward Scharzs, diretor geral da
Fundação Holcim para Construção Sustentável, ONG suíça responsável pelo mais importante prêmio mundial nesse segmento: o
Holcim Awards (*).
"A nova construção civil - além de privilegiar altas tecnologias para economizar água, energia e matérias-primas, precisa encarar o desafio global do déficit habitacional. E o nosso prêmio quer ter importante papel nesse processo. Ele é um retrato do que temos de melhor em projetos e conhecimento técnico", ressalta.
Consciente do desafio que tem nas mãos, Edward - que também é jornalista - não perde o otimismo. Nesta entrevista, discute conceitos e conta por que tem certeza de que a humanidade vai vencer o aquecimento global e dar a volta por cima.
Por que criar uma fundação para promover a construção sustentável?
A Holcim, produtora mundial de cimento e agregados, é quem está por trás da Fundação. Toda companhia global precisa se diferenciar no mercado e cimento é cimento em qualquer lugar. Então, a idéia era ir além da produção de sacos de cimento. Se olharmos a cadeia produtiva da construção, veremos que estamos no início dela, junto com as pedras, o concreto e o aço. Depois vêm os arquitetos, engenheiros e projetistas, até chegar ao consumidor final. Todo mundo compra cimento e pode fazer coisas boas ou ruins com esse material. Então, o objetivo da fundação é formar um pool de pessoas que representem todas as etapas dessa cadeia e que estejam envolvidas com a sustentabilidade, para mostrar a todos que é possível construir de um jeito mais sustentável.
Como é o trabalho da Fundação?
Atuamos em três frentes. A primeira delas são os fóruns internacionais com temas relevantes da construção sustentável. O último encontro, em 2006, em Xangai, recebeu 250 palestrantes, em três dias de simpósios. Nos fóruns, já abordamos as necessidades básicas da humanidade (moradia, saneamento, alimentação, comunicação) e as transformações urbanas, assunto de especial relevância nos países em desenvolvimento, nos quais as pessoas estão indo cada vez mais para as cidades, e isso implica demanda por hospitais, casas e transporte.
Outra vertente de trabalho da Fundação Holcim é o aporte de recursos para estimular a construção sustentável, como as bolsas para estudantes e os fundos doados a cidades que têm projetos sustentáveis que não sairiam do papel sem ajuda financeira.
E o Prêmio Holcim?
A competição mundial é a nossa terceira frente de trabalho e a maior delas. O concurso seleciona projetos de construção sustentável em cinco regiões do mundo. Há uma competição em cada região e os três vencedores de cada canto do mundo participam da competição global. Tudo com consultores convidados para o júri, que é totalmente independente da empresa Holcim. Para participar, o projeto precisa estar em processo de planejamento, ou seja, numa fase em que ainda é possível aprimorar o projeto com esse foco na sustentabilidade. E isso acontece muito em função do prêmio em dinheiro, que acaba estimulando muita gente a participar. Afinal, a premiação total chega a US$ 2 milhões.
As inscrições para a edição de 2007/2008 ainda estão abertas?
Sim, até 29 de fevereiro de 2008. Aí o júri vai se encontrar para selecionar os melhores de cada região. O prêmio para a América Latina será dado em outubro de 2008, na Cidade do México. E o vencedor global será anunciado em maio de 2009, na Suíça. É importante salientar que temos o prêmio Holcim, os prêmios de Reconhecimento e uma nova categoria - Próxima Geração -, para quem tem boas idéias, mas não tem dinheiro para construir um prédio. Criamos essa categoria para encorajar estudantes e profissionais a pensar sob uma perspectiva sustentável.
E qual é o conceito de construção sustentável para a Fundação Holcim?
Essa é a pergunta mais difícil. Nossos parceiros das universidades (inclusive da USP, no Brasil) nos ajudaram a definir e pensar alguns princípios básicos. Trabalhamos com 5 metas de construção sustentável. Assim, todo projeto precisa ser: economicamente sensato (porque não há construção sustentável se ninguém puder pagar por ela), socialmente consciente e ambientalmente correto, além de inovador e replicável e com alto padrão de qualidade arquitetônica.
Fala-se muito em novos materiais e pesquisas ambientais. Construção sustentável é sinônimo de inovação tecnológica?
Depende muito de onde você está. Vou dar dois exemplos da última competição: a nova academia de ciência em São Francisco, EUA, e o centro comunitário em Cape Town, África do Sul. O primeiro custará 400 milhões de dólares e é um mosaico interessante de tecnologias de ponta. O segundo, que já está pronto, custou US$ 500 mil e não tem tecnologia alguma. Não tem eletricidade, nem ar-condicionado, nada. Foi todo construído com materiais que a comunidade encontrou num raio de 5 quilômetros. E ambos são sustentáveis porque respeitam as características de sua região!
Em Bangladesh, quando milhares de pessoas ficaram sem abrigo por causa do Tsunami, muitos países começaram a ajudar e construíram casas com modelos importados da Europa. Mas ninguém queria viver entre paredes de gesso e ar-condicionado. A população queria uma casa que tivesse a identidade cultural deles. Isso é construção sustentável.
O Brasil - seguindo a China e a Índia - espera um grande boom imobiliário para 2008. Você acredita que é possível construir rápido e com sustentabilidade?
Bom, a China já declarou que não vai cometer os mesmos erros que os países desenvolvidos cometeram no passado. Não sei se ela vai conseguir, mas seus edifícios tentam usar materiais locais e gastar menos dinheiro. De qualquer forma, na grande escala, só é sustentável o que envolve a população, que precisa pressionar o governo para que tome atitudes nessa direção, criando políticas públicas favoráveis à sustentabilidade. Como aconteceu na Europa com o lixo doméstico. As pessoas começaram a pressionar os políticos para que fizessem alguma coisa.
Custa mais construir com sustentabilidade?
Nem sempre. Mesmo quando custa mais, é preciso pensar nos benefícios ao longo do tempo, como economia de água e energia. Para que custe menos, é necessário aumentar a demanda por obras desse tipo. Isso aconteceu com os painéis de energia solar, por exemplo. No início, ninguém podia pagar por eles e agora eles já são mais acessíveis. É preciso criar consciência para a construção sustentável, para que ela crie a demanda por esses produtos. E aí os preços tendem a cair.
E sobre as certificações ambientais, como o selo americano LEED. O que você pensa sobre elas?
Para mim, é quase o mesmo que as "ISO", ajuda, em certo modo, porque motiva as pessoas a fazer alguma coisa e favorece o exercício de repensar o processo de criação e produção na construção civil. É um primeiro passo importante, mas que precisa de uma consciência ambiental que vá além do interesse comercial.
Que balanço você faz da construção sustentável no mundo, nos últimos anos?
Há três anos, poucas pessoas falavam de construção sustentável. Hoje, há muito mais gente interessada em discutir o tema. Sustentabilidade está na moda, embora seja um tema recente. Acredito que o prêmio Holcim colabora para a construção de uma rede de especialistas no assunto. Só que isso é algo que está acontecendo ainda num ritmo muito lento. É preciso ser honesto nessa questão.
Em países como Bangladesh ou mesmo o Brasil, que têm alto déficit habitacional, quem não tem um teto para morar, não quer saber se precisará ser sustentável ou não. Como diz o economista Mohammad Yunus, acredito que não haverá construção sustentável enquanto não houver uma sociedade sustentável. E também considero que os países desenvolvidos têm uma responsabilidade grande em ajudar a encontrar esse caminho.
Qual seria o cenário ideal para o setor da construção civil?
Difícil responder. Falando em termos mais gerais, acredito muito na necessidade do equilíbrio entre a sociedade, o meio ambiente e a economia, pois sem dinheiro, ninguém tem como bancar um urbanismo mais sustentável ou cidades mais sustentáveis. Durante a ECO-92, o conceito de sustentabilidade incluía crescimento econômico, proteção ambiental e responsabilidade social. Em 2002, em Johannesburgo, a versão conceitual ficou mais curta e eu a prefiro: pessoas, prosperidade e planeta. São 3 "Ps". Essa é a chave e para onde devemos olhar.
E sobre os problemas ambientais, como o aquecimento global? Você encara tudo isso com otimismo?
Claro que sou um otimista! Penso que é tudo uma questão de elevar a consciência ambiental no mundo inteiro e isso, aos poucos, está acontecendo. Estamos vendo que é preciso mudar nossa cabeça, a maneira como realizamos e pensamos as coisas. Talvez as próximas gerações sejam educadas com um pensamento mais ecológico. No momento atual, ninguém vai mudar completamente. Então, temos que pensar em coisas simples que fazem a diferença. Por exemplo, priorizar o transporte público e desenvolver sistemas de compartilhamento de carros. Na Europa, já existem estacionamentos de carros em que você reserva um veículo para ir de tal a tal lugar, no dia e hora marcados e paga pelos quilômetros rodados.
Então você acha que há uma saída?
Mas é claro! Eu acredito no futuro! Acredito na humanidade. É preciso ser idealista para criar soluções. Mas não podemos esquecer que a economia precisa andar junto com a proteção ambiental e as melhorias sociais. Ou não iremos a lugar algum...
(*)
O PRÊMIO INTERNACIONAL HOLCIM
As inscrições para o próximo Prêmio Internacional Holcim vão até 29 de fevereiro, época em que o regulamento estará disponível. Só poderão se inscrever candidatos com idade inferior a 35 anos.
A grande novidade dessa edição será a categoria "A Próxima Geração", criada para apoiar a execução de habitações sustentáveis orientadas para o futuro.
Para obter outras informações, procure a Fundação Holcim.
E clique aqui para conhecer as propostas vencedoras do Prêmio Holcim 2005/2006.
Este ano, no "Fórum Urban Trans Formation" em Xangai, a Fundação Holcim ofereceu 200 mil dólares para cinco projetos de pesquisa de PhDs. Dois brasileiros foram contemplados com parte desses recursos: Odair Barbosa de Moraes e de Jörg Spangenberg, ambos da USP - Universidade de São Paulo. Veja os trabalhos, aqui (pdf para download).