
Da Redação
Revista Casa Claudia - 2007
Essas foram as tarefas levadas a sério pelos 22 projetos selecionados por um júri de especialistas, que avaliou 165 inscrições. Conheça os vencedores da sexta edição do Prêmio Planeta Casa nas categorias Produtos de Decoração, Materiais de Construção, Ação Social, Projeto Arquitetônico, Design de Interiores, Projeto de Estudante e Empreendimentos Imobiliários.
VENCEDORES CATEGORIA PRODUTOS
Nova atitude de consumo
Industrializados ou feitos artesanalmente, os objetos, os utilitários e os móveis escolhidos este ano mostram a importância de lançar um olhar renovado para velhos materiais e soluções. O feltro descartado pela indústria ganha estampas e serve a mesa com charme.
Folhas caídas renascem como pétalas de flores. Uma trama de fibras naturais oculta pneus usados e o curvilíneo bambu-mossô dá origem a uma mesa reta. Bem pensada, a lixeira recebe descartes que também merecem uma segunda chance.
Mesa Ripa
[img1]Ripas de bambu-mossô - uma gramínea que se renova rapidamente - constroem este móvel (50 x 50 cm, altura de 50 cm) do designer Zanini de Zanine. "O produto equilibra pesquisa de material e solução de desenho. Além disso, o bambu é renovável e cultivado sem agrotóxicos", diz o professor Alfredo Jefferson de Oliveira, integrante do comitê técnico.
Preço: 670 reais.
Onde encontrar: Daqui do Brasil. Tel. (21) 2529-8594, Rio de Janeiro; www.daquidobrasil.com.br
Recicla Fácil 4 x 1
[img2]Boa notícia para quem acha difícil separar o lixo doméstico. Feita de polipropileno reciclado, a lixeira da Metalúrgica Nematec segue o padrão de cores da coleta seletiva: vermelho (plástico), azul (papel), verde (vidro) e amarelo (metal). As quatro divisórias para sacos plásticos compartilham o espaço interno.
Preço: 89 reais.
Onde encontrar: SAC: tel. 0800-7714422; www. reciclafacil.com.br. Encontrada em home centers de todo o país
Painel de flores do cerrado
[img3]Carro-chefe da Flor do Cerrado, os enfeites para a parede são feitos de folha-moeda. Típica do planalto Central, a folhagem é esqueletizada (um processo que retira a clorofila) e tingida com pigmentos naturais. Um punhado delas, unidas manualmente, compõe flores que são pregadas a painéis de 30 x 30 cm, tramados com sisal e palha. Para aprimorar os produtos, as artesãs contam com o apoio do Sebrae e do designer Renato Imbroisi.
Preço: 90 reais.
Onde encontrar: tel. (61) 3358-5184, Samambaia, DF; www.flordocerrado.net. À venda em lojas de artesanato regional.
Flores de feltro
[img4]Sob a coordenação da designer Renata Mendes, restos de feltro de indústrias viram portacopos e descansos de panela. As mulheres do Conkistart, parceria da Associação Mundaréu com o Instituto Wal-Mart, montam os produtos. Tanto a serigrafia como a embalagem são dos jovens da Usina de Triagem e Reciclagem de Papel. Em forma de cordão, o descanso de panela se adapta a recipientes de vários tamanhos.
Preço: kit com quatro porta-copos, 14,50 reais, e cordões, 12,50 reais.
Onde encontrar: Associação Mundaréu. Tel. (11) 3032-4649, São Paulo; www.mundareu.org.br
Pufe Ecológico
[img5]Vem de Belo Horizonte a idéia de reaproveitar pneus velhos como recheio para peças de fibra de taboa, dando a eles vida nova. A sustentação do assento é feita de tiras trançadas de borracha. ao mandar recolher o material descartado em borracharias, as artesãs Lúcia Rosalina de Paula e Luciana Rosalina Barbosa, da CWT Design, evitam o maior acúmulo de lixo em aterros sanitários. Com 45 cm de altura e 55 cm de diâmetro, o móvel pesa 13 kg.
Preço: 400 reais.
Onde encontrar: tel. (31) 3285-3077; Belo Horizonte; www.cwtdesign.com.br
VENCEDORES CATEGORIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Eco Lite
[img6]Vidros refletivos são ideais para fachadas de edifícios. Eles controlam a entrada do calor sem restringir a luz natural, o que garante economia no consumo de energia com iluminação e ar-condicionado. O produto da Cebrace vai além: tem reflexão limitada a 8% e, por isso, não provoca o aquecimento dos prédios próximos. Também neutraliza até 50% do calor que seria gerado internamente.
Preço: 160 reais o m2 (sem a instalação).
Onde encontrar: SAC: tel. 0800-7284376; www.cebrace.com.br.
Uso racional de água e energia
A estréia este ano de uma categoria exclusiva para materiais de construção ecológicos revela o quanto o mercado brasileiro evoluiu desde a criação do Prêmio Planeta Casa, em 2002. Já é possível erguer uma casa - da fundação ao acabamento - com produtos de menor custo ambiental.
Optar por itens que permitem economizar água e energia também é importante, uma vez que mais de 80% do impacto ao meio ambiente acontece na fase posterior à obra, ou seja, durante a vida útil da moradia ou do edifício. Conheça os ganhadores e veja as vantagens de adotar estes produtos em sua próxima reforma ou construção.
Bacia com descarga dupla
[img7]O investimento em pesquisas permitiu à Roca criar um sistema de descarga de 3 e 6 litros, encontrado em todos os modelos de bacias com caixa acoplada da empresa. Os produtos viabilizam a economia de 60% no volume de água consumido em um ano em cada ponto onde são instalados.
A possibilidade de gastar ainda menos a cada acionamento de válvula representa um avanço no compromisso da indústria brasileira de fabricar bacias que dispendem apenas 6 litros por fluxo, meta estabelecida pelo Programa Setorial da Qualidade (PSQ). Quando ele foi implantado, em 1998, o uso médio era de 12 litros.
Preço: a partir de 650 reais.
Onde encontrar: www.rocabrasil.com.br. À venda em lojas de material de construção.
Tamburato Eucatex
[img8]Os painéis de 40 e 50 mm de espessura são compostos de favos de papel reciclado, prensados entre duas folhas de madeira certificada pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal), cada uma com 7 mm. Além de economizar madeira na produção, eles são leves, fáceis de transportar e têm um bom desempenho acústico. Ideais para fazer prateleiras, tampos de mesa e móveis modulares.
Preço: de 30,41 a 33,90 reais o m2.
Onde encontrar: SAC: tel. 0800-172100; www.eucatex.com.br.
Ecotelhado
[img9]Já imaginou ter um jardim no lugar de telhas? É o que oferece o kit da empresa Ecotelhado. A vantagem: a cobertura verde aumenta o conforto térmico e acústico da construção e contribui para o verde da cidade. Cada módulo de pneu reciclado, restos de EVA e cimento mede 68 x 35 cm. Você compra os retângulos com as plantas crescidas, escolhidas após pesquisas botânicas. Com o trabalho de três pessoas, uma cobertura de 150 m2 fica pronta em um dia.
Preço: cerca de 70 reais o m2.
Onde encontrar: tel. (51) 3242-8215, Porto Alegre; www.ecotelhado.com.br.
Aerogerador Batuíra
[img10]Em vez de poliuretano, as turbinas eólicas da Altercoop Energia são feitas de fibras naturais, como sisal, bucha vegetal e fibra de coco, materiais inofensivos à saúde dos trabalhadores da fábrica. O sistema armazena energia em pequenos acumuladores, o que evita reformas nas instalações elétricas da casa. Em regiões com boa incidência de ventos, o Aerogerador Batuíra com potência de 1 000 W supre a demanda energética mensal de uma família de quatro pessoas.
Preço: 5 959 reais.
Onde encontrar: tel. (11) 5021-5476, São Paulo; www.altercoop.com.br.
VENCEDORES CATEGORIA AÇÃO SOCIAL
Parcerias transformadoras
Ao montar a sua casa, que tal incluir peças de artesanato comunitário, produzidas de modo ecologicamente responsável? Com essa escolha, você contribui para elevar o bem-estar e a renda dos artesãos e de suas famílias, o que provoca uma benéfica reação em cadeia que se espalha pela comunidade inteira.
Mas o consumo com envolvimento social não está mais restrito à produção de objetos: ao adquirir um imóvel construído com gestão de resíduos e respeito aos operários, você também ajuda o planeta e impulsiona as boas ações. A seguir, as propostas que receberam o reconhecimento do júri este ano.
Mestres da Obra
[img11]O projeto criado em 2001 pelo Estúdio Brasileiro nasceu com o intuito de implantar ateliês em canteiros de obras da região metropolitana de São Paulo. Nessas escolas, os operários aprendem a transformar os resíduos da construção civil em objetos artísticos. Além de melhorar a auto-estima dos trabalhadores, a idéia garante um destino adequado e criativo a materiais antes fadados ao lixo.
Contato: tel. (11) 4436-2256, Santo André, SP; www.mestresdaobra.com.br.
Apoio ao artesanato de capim-dourado
[img12]Na região do Jalapão, TO, o capim-dourado é a matéria-prima de cerca de 2 mil artesãos. A popularização desse artesanato, no entanto, ameaçou a continuidade da atividade. Vendidas para turistas, as peças se desvalorizaram e o manejo da planta se desorganizou.
Com o apoio do Ministério do Turismo, da Fundação Banco do Brasil e do Governo do Estado do Tocantins, o Terra Design realizou oficinas e palestras para conscientizar profissionais e compradores sobre a importância da colheita e do consumo conscientes do capim, a principal fonte de renda de comunidades como Divinópolis e Xerente, uma área indígena.
Contato: tel. (11) 3813-6286, São Paulo; www.terradesign.com.br.
Gestão de resíduos da construção civil
[img13]Durante os 30 meses de obra do edifício Mirante dos Sambaquis, num condomínio em Bertioga, SP, a Sobloco Construtora concentrou esforços para combater o desperdício e destinar corretamente o lixo. O projeto de 2001 se antecipou um ano à resolução 307 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que trata da gestão dos resíduos da construção civil. Assim, o sistema pioneiro treinou os operários e conseguiu evitar o descarte de 1,2 mil tonelada de material em locais inadequados.
Contato: tel. (11) 3093-9300, São Paulo; www.sobloco.com.br.
Artesanato de fibra de bananeira
[img14]Com o apoio da ONG Artesanato Solidário, do Ministério da Integração Nacional, do Sebrae e da prefeitura de Salgueiro, PE, as artesãs do Sítio Pitombeira produzem bolsas, almofadas, jogos americanos e outras peças utilitárias. A matéria-prima e a fonte de renda da comunidade são restos de bananeiras abandonados pelos agricultores após a colheita. Herança de gerações, a técnica do tear manual resulta num tramado, depois colorido com pigmentos naturais da aroeira e da imburana.
Contato: Artesanato Solidário. Tel. (11) 3082-8681, São Paulo; www.artesol.com.br
Núcleo artesanal de reciclagem
[img15]A parceria com a Universidade Católica de Goiás deu impulso à Cooprec (Cooperativa de Reciclagem de Lixo), de Goiânia. Com a consultoria de alunos e professores das disciplinas de design e artes visuais, a confecção de produtos feitos de materiais recicláveis foi aprimorada. Hoje, o grupo de 40 cooperados manufatura diversos artigos feitos de papel artesanal e material reaproveitado, além de telhas de papel betumadas e grânulos de plástico para a indústria.
Contato: tel. (62) 3208-4350, Goiânia; cooperativadereciclagem@ibest.com.br. Núcleo artesanal de reciclagem
VENCEDOR CATEGORIA PROJETO ARQUITETÔNICO
Impacto mínimo
[img16]Num precioso trecho de mata Atlântica, em São Sebastião, litoral paulista, uma construção de 310 m2 e traços retos se confunde com o entorno. Planejada minuciosamente, a casa Sertão do Una, dos arquitetos Marco Donini e Francisco Zeleniskar (Arqdonini), conseguiu gerar pouco entulho, encurtar o tempo de obra e causar impacto reduzido na vegetação.
Erguida com sistemas pré-fabricados de fácil desmontagem, está apoiada sobre pilotis, uma solução que evitou alterações na topografia do terreno de 3 mil m2. "Ela se destaca pela implantação cuidadosa", diz Gilberto Belleza, presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e membro do júri. Outra vantagem do volume suspenso é a boa ventilação, uma proteção contra a umidade local.
Contato: tel. (11) 3887-7866, São Paulo; www.arqdonini.com.br.
MENÇÃO HONROSA
Madeiras ecologicas
[img17]Soluções sustentáveis marcam o projeto de 433 m2 da arquiteta Flávia Ralston em Cotia, SP. Para montar a estrutura do telhado, ela tirou partido da disponibilidade de eucalipto de reflorestamento na região. Cruzetas e dormentes de demolição e itaúba certificada revestem deques e caminhos de jardim.
Entre as alternativas que garantem o consumo racional dos recursos naturais, estão a captação de água da chuva para regar o jardim e o uso de aquecedores solares que alimentam a piscina e os chuveiros. A casa também explora a iluminação natural e a ventilação cruzada, que oferece maior conforto térmico aos moradores.
Contato: tel. (11) 5051-4090, São Paulo; flaviaralston@terra.com.br.
VENCEDOR CATEGORIA DESIGN DE INTERIORES
Marcenaria funcional
[img18]O arquiteto Paulo Alves integrou os ambientes para otimizar o espaço em seu apartamento em São Paulo, de apenas 42 m2. "É genial a maneira como ele aproveita cada centímetro", avalia o designer de interiores Roberto Negrete, integrante do júri. A maior aliada foi a marcenaria prática e econômica, que se vale do uso racional dos materiais.
Na cozinha, o armário é feito de MDF BP, uma chapa de madeira de reflorestamento que já vem coberta por um laminado, o que poupa mão-de-obra e revestimentos. O sofá em L conta com rodízios que facilitam a união dos módulos quando os três filhos chegam para dormir nos fins de semana.
Contato: tel. (11) 3271-1922, São Paulo; pauloalves@marcenariasaopaulo.com.br.
MENÇÃO HONROSA
Materiais redescobertos
[img19]Na Cervejaria Ecológica, um ambiente de 51 m2 da mostra Morar Mais por Menos 2007, em Belo Horizonte, o arquiteto Sergio Viana priorizou o uso de materiais naturais e reaproveitados. Piso, mesas e o tampo do balcão são de eucalipto de reflorestamento. Nas paredes, o profissional aplicou painéis de fibra de bananeira trançados manualmente.
Como solução acústica, o teto ganhou um forro de fibra de coco. Tiras de câmaras de pneu descartadas compuseram a trama dos assentos das banquetas. Na parede, uma frase impressa definia o conceito do ambiente ao perguntar: "Você está pronto para mudar o modo como vive?"
Contato: tel. (31) 3285-3077, Belo Horizonte; sergio@cwtdesign.com.br.
VENCEDOR CATEGORIA ESTUDANTE
Construção econômica
[img20]A casa Eco-II, projeto do estudante de engenharia civil Misael Rosa e de um grupo de alunos da Fundação Educacional de Barretos, SP, é uma idéia ecológica e econômica: os 38 m2 foram erguidos com materiais como garrafas PET, pneus triturados, embalagens tetra pak e jornal. O aquecedor solar e o uso de água da chuva na bacia sanitária minimizam o gasto de recursos naturais.
Contato: tel. (17) 3321-6411, Barretos, SP; www.feb.br.
VENCEDORES CATEGORIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS
Implantação consciente
[img21]A área dos empreendimentos Gênesis I (marcada em azul) e II (amarelo) foi determinada depois de estudos da vegetação existente. Assim, os loteamentos ocuparam antigos locais de pastagem que receberam reflorestamento intensivo (vermelho) com espécies típicas da mata Atlântica.
Entorno preservado
Entidades ambientalistas orientaram as obras dos Residenciais Gênesis I e II, loteamentos da construtora Takaoka em Santana de Parnaíba, SP. A consultoria garantiu a preservação e o reflorestamento da mata local: com o compromisso de plantar 150 mil árvores (número 25 vezes maior do que o estabelecido por lei), a empresa integrou o Programa Florestas do Futuro, do SOS Mata Atlântica.
O apoio da ONG Amigos da Terra também contou pontos. Graças à parceria, as áreas de lazer e convivência foram construídas exclusivamente de madeira certificada, medida que concedeu o selo FSC (Conselho de Manejo Florestal) à Takaoka. Outra boa idéia: as escolas da região ganharam visitas monitoradas de educação ambiental.
Contato: tel. (11) 4133-3399, Barueri, SP; www.takaoka.eng.br.
Viver entre o verde
[img22]Um bairro arborizado para mais de 3 mil famílias, implantado numa área de 800 mil m2 em Sumaré, SP. Esse é o projeto Villa Flora, da Rossi Residencial. "O planejamento urbanístico incorpora conceitos de cidadania à qualidade construtiva. Por isso, é um exemplo para os empreendimentos destinados à população de rendas média e baixa", observa Paulo Lisboa, integrante do comitê técnico e vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea). O acesso a serviços, a área verde preservada (o dobro do exigido por lei) e o trabalho da ONG Girasonhos, criada para integrar os moradores, são outros destaques.
Contato: tel. (19) 3794-3300, Campinas, SP; www.rossiresidencial.com.br.
Da Redação
Revista Casa Claudia - 2007
Essas foram as tarefas levadas a sério pelos 22 projetos selecionados por um júri de especialistas, que avaliou 165 inscrições. Conheça os vencedores da sexta edição do Prêmio Planeta Casa nas categorias Produtos de Decoração, Materiais de Construção, Ação Social, Projeto Arquitetônico, Design de Interiores, Projeto de Estudante e Empreendimentos Imobiliários.
VENCEDORES CATEGORIA PRODUTOS
Nova atitude de consumo
Industrializados ou feitos artesanalmente, os objetos, os utilitários e os móveis escolhidos este ano mostram a importância de lançar um olhar renovado para velhos materiais e soluções. O feltro descartado pela indústria ganha estampas e serve a mesa com charme.
Folhas caídas renascem como pétalas de flores. Uma trama de fibras naturais oculta pneus usados e o curvilíneo bambu-mossô dá origem a uma mesa reta. Bem pensada, a lixeira recebe descartes que também merecem uma segunda chance.
Mesa Ripa
[img1]Ripas de bambu-mossô - uma gramínea que se renova rapidamente - constroem este móvel (50 x 50 cm, altura de 50 cm) do designer Zanini de Zanine. "O produto equilibra pesquisa de material e solução de desenho. Além disso, o bambu é renovável e cultivado sem agrotóxicos", diz o professor Alfredo Jefferson de Oliveira, integrante do comitê técnico.
Preço: 670 reais.
Onde encontrar: Daqui do Brasil. Tel. (21) 2529-8594, Rio de Janeiro; www.daquidobrasil.com.br
Recicla Fácil 4 x 1
[img2]Boa notícia para quem acha difícil separar o lixo doméstico. Feita de polipropileno reciclado, a lixeira da Metalúrgica Nematec segue o padrão de cores da coleta seletiva: vermelho (plástico), azul (papel), verde (vidro) e amarelo (metal). As quatro divisórias para sacos plásticos compartilham o espaço interno.
Preço: 89 reais.
Onde encontrar: SAC: tel. 0800-7714422; www. reciclafacil.com.br. Encontrada em home centers de todo o país
Painel de flores do cerrado
[img3]Carro-chefe da Flor do Cerrado, os enfeites para a parede são feitos de folha-moeda. Típica do planalto Central, a folhagem é esqueletizada (um processo que retira a clorofila) e tingida com pigmentos naturais. Um punhado delas, unidas manualmente, compõe flores que são pregadas a painéis de 30 x 30 cm, tramados com sisal e palha. Para aprimorar os produtos, as artesãs contam com o apoio do Sebrae e do designer Renato Imbroisi.
Preço: 90 reais.
Onde encontrar: tel. (61) 3358-5184, Samambaia, DF; www.flordocerrado.net. À venda em lojas de artesanato regional.
Flores de feltro
[img4]Sob a coordenação da designer Renata Mendes, restos de feltro de indústrias viram portacopos e descansos de panela. As mulheres do Conkistart, parceria da Associação Mundaréu com o Instituto Wal-Mart, montam os produtos. Tanto a serigrafia como a embalagem são dos jovens da Usina de Triagem e Reciclagem de Papel. Em forma de cordão, o descanso de panela se adapta a recipientes de vários tamanhos.
Preço: kit com quatro porta-copos, 14,50 reais, e cordões, 12,50 reais.
Onde encontrar: Associação Mundaréu. Tel. (11) 3032-4649, São Paulo; www.mundareu.org.br
Pufe Ecológico
[img5]Vem de Belo Horizonte a idéia de reaproveitar pneus velhos como recheio para peças de fibra de taboa, dando a eles vida nova. A sustentação do assento é feita de tiras trançadas de borracha. ao mandar recolher o material descartado em borracharias, as artesãs Lúcia Rosalina de Paula e Luciana Rosalina Barbosa, da CWT Design, evitam o maior acúmulo de lixo em aterros sanitários. Com 45 cm de altura e 55 cm de diâmetro, o móvel pesa 13 kg.
Preço: 400 reais.
Onde encontrar: tel. (31) 3285-3077; Belo Horizonte; www.cwtdesign.com.br
VENCEDORES CATEGORIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Eco Lite
[img6]Vidros refletivos são ideais para fachadas de edifícios. Eles controlam a entrada do calor sem restringir a luz natural, o que garante economia no consumo de energia com iluminação e ar-condicionado. O produto da Cebrace vai além: tem reflexão limitada a 8% e, por isso, não provoca o aquecimento dos prédios próximos. Também neutraliza até 50% do calor que seria gerado internamente.
Preço: 160 reais o m2 (sem a instalação).
Onde encontrar: SAC: tel. 0800-7284376; www.cebrace.com.br.
Uso racional de água e energia
A estréia este ano de uma categoria exclusiva para materiais de construção ecológicos revela o quanto o mercado brasileiro evoluiu desde a criação do Prêmio Planeta Casa, em 2002. Já é possível erguer uma casa - da fundação ao acabamento - com produtos de menor custo ambiental.
Optar por itens que permitem economizar água e energia também é importante, uma vez que mais de 80% do impacto ao meio ambiente acontece na fase posterior à obra, ou seja, durante a vida útil da moradia ou do edifício. Conheça os ganhadores e veja as vantagens de adotar estes produtos em sua próxima reforma ou construção.
Bacia com descarga dupla
[img7]O investimento em pesquisas permitiu à Roca criar um sistema de descarga de 3 e 6 litros, encontrado em todos os modelos de bacias com caixa acoplada da empresa. Os produtos viabilizam a economia de 60% no volume de água consumido em um ano em cada ponto onde são instalados.
A possibilidade de gastar ainda menos a cada acionamento de válvula representa um avanço no compromisso da indústria brasileira de fabricar bacias que dispendem apenas 6 litros por fluxo, meta estabelecida pelo Programa Setorial da Qualidade (PSQ). Quando ele foi implantado, em 1998, o uso médio era de 12 litros.
Preço: a partir de 650 reais.
Onde encontrar: www.rocabrasil.com.br. À venda em lojas de material de construção.
Tamburato Eucatex
[img8]Os painéis de 40 e 50 mm de espessura são compostos de favos de papel reciclado, prensados entre duas folhas de madeira certificada pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal), cada uma com 7 mm. Além de economizar madeira na produção, eles são leves, fáceis de transportar e têm um bom desempenho acústico. Ideais para fazer prateleiras, tampos de mesa e móveis modulares.
Preço: de 30,41 a 33,90 reais o m2.
Onde encontrar: SAC: tel. 0800-172100; www.eucatex.com.br.
Ecotelhado
[img9]Já imaginou ter um jardim no lugar de telhas? É o que oferece o kit da empresa Ecotelhado. A vantagem: a cobertura verde aumenta o conforto térmico e acústico da construção e contribui para o verde da cidade. Cada módulo de pneu reciclado, restos de EVA e cimento mede 68 x 35 cm. Você compra os retângulos com as plantas crescidas, escolhidas após pesquisas botânicas. Com o trabalho de três pessoas, uma cobertura de 150 m2 fica pronta em um dia.
Preço: cerca de 70 reais o m2.
Onde encontrar: tel. (51) 3242-8215, Porto Alegre; www.ecotelhado.com.br.
Aerogerador Batuíra
[img10]Em vez de poliuretano, as turbinas eólicas da Altercoop Energia são feitas de fibras naturais, como sisal, bucha vegetal e fibra de coco, materiais inofensivos à saúde dos trabalhadores da fábrica. O sistema armazena energia em pequenos acumuladores, o que evita reformas nas instalações elétricas da casa. Em regiões com boa incidência de ventos, o Aerogerador Batuíra com potência de 1 000 W supre a demanda energética mensal de uma família de quatro pessoas.
Preço: 5 959 reais.
Onde encontrar: tel. (11) 5021-5476, São Paulo; www.altercoop.com.br.
VENCEDORES CATEGORIA AÇÃO SOCIAL
Parcerias transformadoras
Ao montar a sua casa, que tal incluir peças de artesanato comunitário, produzidas de modo ecologicamente responsável? Com essa escolha, você contribui para elevar o bem-estar e a renda dos artesãos e de suas famílias, o que provoca uma benéfica reação em cadeia que se espalha pela comunidade inteira.
Mas o consumo com envolvimento social não está mais restrito à produção de objetos: ao adquirir um imóvel construído com gestão de resíduos e respeito aos operários, você também ajuda o planeta e impulsiona as boas ações. A seguir, as propostas que receberam o reconhecimento do júri este ano.
Mestres da Obra
[img11]O projeto criado em 2001 pelo Estúdio Brasileiro nasceu com o intuito de implantar ateliês em canteiros de obras da região metropolitana de São Paulo. Nessas escolas, os operários aprendem a transformar os resíduos da construção civil em objetos artísticos. Além de melhorar a auto-estima dos trabalhadores, a idéia garante um destino adequado e criativo a materiais antes fadados ao lixo.
Contato: tel. (11) 4436-2256, Santo André, SP; www.mestresdaobra.com.br.
Apoio ao artesanato de capim-dourado
[img12]Na região do Jalapão, TO, o capim-dourado é a matéria-prima de cerca de 2 mil artesãos. A popularização desse artesanato, no entanto, ameaçou a continuidade da atividade. Vendidas para turistas, as peças se desvalorizaram e o manejo da planta se desorganizou.
Com o apoio do Ministério do Turismo, da Fundação Banco do Brasil e do Governo do Estado do Tocantins, o Terra Design realizou oficinas e palestras para conscientizar profissionais e compradores sobre a importância da colheita e do consumo conscientes do capim, a principal fonte de renda de comunidades como Divinópolis e Xerente, uma área indígena.
Contato: tel. (11) 3813-6286, São Paulo; www.terradesign.com.br.
Gestão de resíduos da construção civil
[img13]Durante os 30 meses de obra do edifício Mirante dos Sambaquis, num condomínio em Bertioga, SP, a Sobloco Construtora concentrou esforços para combater o desperdício e destinar corretamente o lixo. O projeto de 2001 se antecipou um ano à resolução 307 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que trata da gestão dos resíduos da construção civil. Assim, o sistema pioneiro treinou os operários e conseguiu evitar o descarte de 1,2 mil tonelada de material em locais inadequados.
Contato: tel. (11) 3093-9300, São Paulo; www.sobloco.com.br.
Artesanato de fibra de bananeira
[img14]Com o apoio da ONG Artesanato Solidário, do Ministério da Integração Nacional, do Sebrae e da prefeitura de Salgueiro, PE, as artesãs do Sítio Pitombeira produzem bolsas, almofadas, jogos americanos e outras peças utilitárias. A matéria-prima e a fonte de renda da comunidade são restos de bananeiras abandonados pelos agricultores após a colheita. Herança de gerações, a técnica do tear manual resulta num tramado, depois colorido com pigmentos naturais da aroeira e da imburana.
Contato: Artesanato Solidário. Tel. (11) 3082-8681, São Paulo; www.artesol.com.br
Núcleo artesanal de reciclagem
[img15]A parceria com a Universidade Católica de Goiás deu impulso à Cooprec (Cooperativa de Reciclagem de Lixo), de Goiânia. Com a consultoria de alunos e professores das disciplinas de design e artes visuais, a confecção de produtos feitos de materiais recicláveis foi aprimorada. Hoje, o grupo de 40 cooperados manufatura diversos artigos feitos de papel artesanal e material reaproveitado, além de telhas de papel betumadas e grânulos de plástico para a indústria.
Contato: tel. (62) 3208-4350, Goiânia; cooperativadereciclagem@ibest.com.br. Núcleo artesanal de reciclagem
VENCEDOR CATEGORIA PROJETO ARQUITETÔNICO
Impacto mínimo
[img16]Num precioso trecho de mata Atlântica, em São Sebastião, litoral paulista, uma construção de 310 m2 e traços retos se confunde com o entorno. Planejada minuciosamente, a casa Sertão do Una, dos arquitetos Marco Donini e Francisco Zeleniskar (Arqdonini), conseguiu gerar pouco entulho, encurtar o tempo de obra e causar impacto reduzido na vegetação.
Erguida com sistemas pré-fabricados de fácil desmontagem, está apoiada sobre pilotis, uma solução que evitou alterações na topografia do terreno de 3 mil m2. "Ela se destaca pela implantação cuidadosa", diz Gilberto Belleza, presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e membro do júri. Outra vantagem do volume suspenso é a boa ventilação, uma proteção contra a umidade local.
Contato: tel. (11) 3887-7866, São Paulo; www.arqdonini.com.br.
MENÇÃO HONROSA
Madeiras ecologicas
[img17]Soluções sustentáveis marcam o projeto de 433 m2 da arquiteta Flávia Ralston em Cotia, SP. Para montar a estrutura do telhado, ela tirou partido da disponibilidade de eucalipto de reflorestamento na região. Cruzetas e dormentes de demolição e itaúba certificada revestem deques e caminhos de jardim.
Entre as alternativas que garantem o consumo racional dos recursos naturais, estão a captação de água da chuva para regar o jardim e o uso de aquecedores solares que alimentam a piscina e os chuveiros. A casa também explora a iluminação natural e a ventilação cruzada, que oferece maior conforto térmico aos moradores.
Contato: tel. (11) 5051-4090, São Paulo; flaviaralston@terra.com.br.
VENCEDOR CATEGORIA DESIGN DE INTERIORES
Marcenaria funcional
[img18]O arquiteto Paulo Alves integrou os ambientes para otimizar o espaço em seu apartamento em São Paulo, de apenas 42 m2. "É genial a maneira como ele aproveita cada centímetro", avalia o designer de interiores Roberto Negrete, integrante do júri. A maior aliada foi a marcenaria prática e econômica, que se vale do uso racional dos materiais.
Na cozinha, o armário é feito de MDF BP, uma chapa de madeira de reflorestamento que já vem coberta por um laminado, o que poupa mão-de-obra e revestimentos. O sofá em L conta com rodízios que facilitam a união dos módulos quando os três filhos chegam para dormir nos fins de semana.
Contato: tel. (11) 3271-1922, São Paulo; pauloalves@marcenariasaopaulo.com.br.
MENÇÃO HONROSA
Materiais redescobertos
[img19]Na Cervejaria Ecológica, um ambiente de 51 m2 da mostra Morar Mais por Menos 2007, em Belo Horizonte, o arquiteto Sergio Viana priorizou o uso de materiais naturais e reaproveitados. Piso, mesas e o tampo do balcão são de eucalipto de reflorestamento. Nas paredes, o profissional aplicou painéis de fibra de bananeira trançados manualmente.
Como solução acústica, o teto ganhou um forro de fibra de coco. Tiras de câmaras de pneu descartadas compuseram a trama dos assentos das banquetas. Na parede, uma frase impressa definia o conceito do ambiente ao perguntar: "Você está pronto para mudar o modo como vive?"
Contato: tel. (31) 3285-3077, Belo Horizonte; sergio@cwtdesign.com.br.
VENCEDOR CATEGORIA ESTUDANTE
Construção econômica
[img20]A casa Eco-II, projeto do estudante de engenharia civil Misael Rosa e de um grupo de alunos da Fundação Educacional de Barretos, SP, é uma idéia ecológica e econômica: os 38 m2 foram erguidos com materiais como garrafas PET, pneus triturados, embalagens tetra pak e jornal. O aquecedor solar e o uso de água da chuva na bacia sanitária minimizam o gasto de recursos naturais.
Contato: tel. (17) 3321-6411, Barretos, SP; www.feb.br.
VENCEDORES CATEGORIA EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS
Implantação consciente
[img21]A área dos empreendimentos Gênesis I (marcada em azul) e II (amarelo) foi determinada depois de estudos da vegetação existente. Assim, os loteamentos ocuparam antigos locais de pastagem que receberam reflorestamento intensivo (vermelho) com espécies típicas da mata Atlântica.
Entorno preservado
Entidades ambientalistas orientaram as obras dos Residenciais Gênesis I e II, loteamentos da construtora Takaoka em Santana de Parnaíba, SP. A consultoria garantiu a preservação e o reflorestamento da mata local: com o compromisso de plantar 150 mil árvores (número 25 vezes maior do que o estabelecido por lei), a empresa integrou o Programa Florestas do Futuro, do SOS Mata Atlântica.
O apoio da ONG Amigos da Terra também contou pontos. Graças à parceria, as áreas de lazer e convivência foram construídas exclusivamente de madeira certificada, medida que concedeu o selo FSC (Conselho de Manejo Florestal) à Takaoka. Outra boa idéia: as escolas da região ganharam visitas monitoradas de educação ambiental.
Contato: tel. (11) 4133-3399, Barueri, SP; www.takaoka.eng.br.
Viver entre o verde
[img22]Um bairro arborizado para mais de 3 mil famílias, implantado numa área de 800 mil m2 em Sumaré, SP. Esse é o projeto Villa Flora, da Rossi Residencial. "O planejamento urbanístico incorpora conceitos de cidadania à qualidade construtiva. Por isso, é um exemplo para os empreendimentos destinados à população de rendas média e baixa", observa Paulo Lisboa, integrante do comitê técnico e vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (Asbea). O acesso a serviços, a área verde preservada (o dobro do exigido por lei) e o trabalho da ONG Girasonhos, criada para integrar os moradores, são outros destaques.
Contato: tel. (19) 3794-3300, Campinas, SP; www.rossiresidencial.com.br.
























