DECORAÇÃO
Beleza natural
Pela primeira vez, um dos materiais mais ecológicos da natureza se curva à tecnologia
Por Anna Carolina Lins
Revista A - 10/2007
[img01] Fiel há 72 anos ao compromisso de aliar ética com estética, a finlandesa Artek foi a sensação da recente 46a Feira Internacional do Móvel de Milão, em abril, ao apresentar os protótipos de sua mais nova coleção, num pavilhão totalmente construído com material reciclável - modelos de uma cadeira e uma mesa, mas o suficiente para causar impacto pelo projeto revolucionário.
As linhas fluidas e esculturais das peças fabricadas pela empresa, fundada em 1935 por quatro finlandeses visionários - Alvar Aalto, Aino Aalto, Maire Gullichsen e Nils-Gustav Hahl -, foram moldadas em bambu. Material que jamais havia se curvado à criatividade humana sem quebrar.
Três anos de pesquisas se passaram para que a Artek conseguisse o que parecia impossível. Móveis bastante resistentes e fáceis de restaurar, para durar a vida inteira, e de uma simplicidade refinada, adequada a qualquer ambiente em qualquer época.
Para uma empresa assim, essa matéria-prima pareceu a opção sustentável perfeita, pois em apenas quatro anos atinge a altura e a maturidade ideais. Mas era preciso encontrar a variedade certa com a circunferência certa que pudesse ser prensada até formar lâminas cuja resistência chegasse a ser duas vezes maior do que a do concreto.
Depois, desenvolver uma técnica que permitisse moldá-las sem que se estilhaçassem. Assim, surgiu pela primeira vez um bambu tão maleável que os móveis feitos com ele parecem inteiriços.
Em certo sentido, os herdeiros de Alvar Aalto reinventaram a natureza, criando um material novo: o bambu flexível. Algo inimaginável, a ponto de os especialistas da marca não terem precisado quebrar a cabeça na hora de batizar a nova linha: chama-se simplesmente Bambu - o que diz tudo. E a coleção já ganhou mais uma peça: além da mesa e da cadeira, agora tem um confortável banco.
www.artek.fi
[img01] Fiel há 72 anos ao compromisso de aliar ética com estética, a finlandesa Artek foi a sensação da recente 46a Feira Internacional do Móvel de Milão, em abril, ao apresentar os protótipos de sua mais nova coleção, num pavilhão totalmente construído com material reciclável - modelos de uma cadeira e uma mesa, mas o suficiente para causar impacto pelo projeto revolucionário.
As linhas fluidas e esculturais das peças fabricadas pela empresa, fundada em 1935 por quatro finlandeses visionários - Alvar Aalto, Aino Aalto, Maire Gullichsen e Nils-Gustav Hahl -, foram moldadas em bambu. Material que jamais havia se curvado à criatividade humana sem quebrar.
Três anos de pesquisas se passaram para que a Artek conseguisse o que parecia impossível. Móveis bastante resistentes e fáceis de restaurar, para durar a vida inteira, e de uma simplicidade refinada, adequada a qualquer ambiente em qualquer época.
Para uma empresa assim, essa matéria-prima pareceu a opção sustentável perfeita, pois em apenas quatro anos atinge a altura e a maturidade ideais. Mas era preciso encontrar a variedade certa com a circunferência certa que pudesse ser prensada até formar lâminas cuja resistência chegasse a ser duas vezes maior do que a do concreto.
Depois, desenvolver uma técnica que permitisse moldá-las sem que se estilhaçassem. Assim, surgiu pela primeira vez um bambu tão maleável que os móveis feitos com ele parecem inteiriços.
Em certo sentido, os herdeiros de Alvar Aalto reinventaram a natureza, criando um material novo: o bambu flexível. Algo inimaginável, a ponto de os especialistas da marca não terem precisado quebrar a cabeça na hora de batizar a nova linha: chama-se simplesmente Bambu - o que diz tudo. E a coleção já ganhou mais uma peça: além da mesa e da cadeira, agora tem um confortável banco.
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