AGRICULTURA TROPICAL
Prêmio Fundação Bunge destaca projetos de SP
54º Prêmio Fundação Bunge contempla pesquisadores da Universidade de São Paulo na área de Agricultura Tropical
Mônica Pileggi
Planeta Sustentável - 18/09/2009
Todos os anos, a Fundação Bunge premia aqueles que se destacaram em diversos ramos das Ciências, Letras e Artes. A cada edição, dois ramos de atividade são contemplados pelo Prêmio Fundação Bunge, homenageando duas personalidades pelo conjunto de seus trabalhos.
Neste ano, os ramos destacados foram a Pintura e a Agricultura Tropical, sendo o segundo destinado aos pesquisadores Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, na categoria Juventude – para pesquisadores de até 35 anos -, e João Lúcio Azevedo, na categoria Vida e Obra, ambos são da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).
O projeto de Cerri, professor do Departamento de Ciências do Solo, utiliza modelos matemáticos para estudar os impactos da transformação de ecossistemas nativos, como as florestas, em ecossistemas que sofreram a intervenção humana, como as pastagens. Primeiro a usar esses modelos para o clima tropical – as outras são voltadas para climas temperados - o estudo permite simular o que pode acontecer em diferentes cenários.
Carlos Eduardo Cerri também participa de outros dois projetos derivados desse seu trabalho, que revelam como a agricultura pode participar no combate ao aquecimento global. Um deles analisa as conseqüências da conversão de florestas em pastagens na Amazônia, fornecendo subsídios para a elaboração de políticas públicas relacionadas às transformações de ecossistemas.
O segundo projeto investiga as emissões de gases de efeito estufa (GEE) durante o cultivo da cana-de-açúcar para produção de etanol. O estudo mede a capacidade do solo, em diferentes regiões do Brasil, de emissão e captação de GEE.
Já na categoria Vida e Obra, que reconhece profissionais de carreira consolidada com trabalhos significativos para a sociedade brasileira, João Lúcio Azevedo foi contemplado por seus estudos de genética de microorganismos considerados importantes para a agricultura. O professor desenvolveu um processo que isola e purifica o fungo Guignardia citricarpa – que causa as manchas pretas em frutos, depreciando-os para a comercialização -, além de um kit para detecção de fungos em plantações cítricas.
A entrega dos prêmios foi realizada no dia 16, na Sala São Paulo, na capital paulista.
Todos os anos, a Fundação Bunge premia aqueles que se destacaram em diversos ramos das Ciências, Letras e Artes. A cada edição, dois ramos de atividade são contemplados pelo Prêmio Fundação Bunge, homenageando duas personalidades pelo conjunto de seus trabalhos.
Neste ano, os ramos destacados foram a Pintura e a Agricultura Tropical, sendo o segundo destinado aos pesquisadores Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, na categoria Juventude – para pesquisadores de até 35 anos -, e João Lúcio Azevedo, na categoria Vida e Obra, ambos são da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).
O projeto de Cerri, professor do Departamento de Ciências do Solo, utiliza modelos matemáticos para estudar os impactos da transformação de ecossistemas nativos, como as florestas, em ecossistemas que sofreram a intervenção humana, como as pastagens. Primeiro a usar esses modelos para o clima tropical – as outras são voltadas para climas temperados - o estudo permite simular o que pode acontecer em diferentes cenários.
Carlos Eduardo Cerri também participa de outros dois projetos derivados desse seu trabalho, que revelam como a agricultura pode participar no combate ao aquecimento global. Um deles analisa as conseqüências da conversão de florestas em pastagens na Amazônia, fornecendo subsídios para a elaboração de políticas públicas relacionadas às transformações de ecossistemas.
O segundo projeto investiga as emissões de gases de efeito estufa (GEE) durante o cultivo da cana-de-açúcar para produção de etanol. O estudo mede a capacidade do solo, em diferentes regiões do Brasil, de emissão e captação de GEE.
Já na categoria Vida e Obra, que reconhece profissionais de carreira consolidada com trabalhos significativos para a sociedade brasileira, João Lúcio Azevedo foi contemplado por seus estudos de genética de microorganismos considerados importantes para a agricultura. O professor desenvolveu um processo que isola e purifica o fungo Guignardia citricarpa – que causa as manchas pretas em frutos, depreciando-os para a comercialização -, além de um kit para detecção de fungos em plantações cítricas.
A entrega dos prêmios foi realizada no dia 16, na Sala São Paulo, na capital paulista.