reconstrução
Projeto urbanístico com foco em sustentabilidade
A Bunge Alimentos, por meio da Fundação Bunge, firmou parceria com a prefeitura de Gaspar, em Santa Catarina, para promover um plano de recuperação e desenvolvimento urbano sustentável nas áreas da cidade que foram afetadas pelas fortes chuvas do estado catarinense
CDN Comunicação Corporativa
15/05/2009
O termo de compromisso que a Bunge Alimentos, por meio da Fundação Bunge e a Prefeitura de Gaspar (SC), assinou ontem irá beneficiar a localidade de Sertão Verde, uma das mais prejudicadas pelas fortes chuvas que atingiram Santa Catarina no final do ano passado. Neste local, funcionava também a Escola Angélica Costa, que foi totalmente destruída, onde o programa de voluntariado Comunidade Educativa da Fundação Bunge desenvolvia uma série de trabalhos com os professores e os alunos.
O investimento no projeto “Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí” equivale a cerca de R$ 1,2 milhão ao longo de um ano e contemplará o uso de um fundo de solidariedade organizado pela Bunge Alimentos no momento da catástrofe, já formado na ocasião para continuidade da reconstrução do Hospital de Gaspar e, também, da Escola Angélica Costa.
“Neste momento de reflexão, mobilização e superação coletiva este projeto é um convite para olharmos para o futuro de forma diferenciada, começando a agir agora. Este olhar deve ser feito em conjunto com a comunidade e o poder público, considerando a cultura local, o meio ambiente e a economia, tripé da sustentabilidade. Mais do que desenvolver novas e melhores tecnologias, é preciso desenvolver uma nova consciência que habilite cada um de nós a lidar com o mundo, aqui e agora, da melhor forma, pensando em continuidade e na sobrevivência das gerações futuras” diz o presidente da Bunge Alimentos, Sérgio Waldrich.
Para o vice-presidente da Fundação Bunge, Carlo Lovatelli, ao conceber e articular o projeto Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí, a Fundação Bunge põe em prática a filosofia de que, para sustentar o mundo, é preciso alimentar ideias “Isso é o que sempre fizemos. A Fundação Bunge tem uma história de mais de 50 anos dedicados à educação brasileira, o que nada mais é do que estimular a novidade, criar um ambiente propício para que sejam desenhados os novos caminhos possíveis”.
O prefeito de Gaspar, Celso Zuchi, explica “Essa parceria tem um foco muito mais abrangente e visa também a mudança das políticas públicas para obras de infra-estrutura e urbanização, para que elas passem a ter o foco em Sustentabilidade”.
Essa ação não é localizada, nem restrita a Gaspar e ao Vale do Itajaí. A iniciativa pretende responder questões que ultrapassam as fronteiras da região onde o projeto está começando. O que fazer para evitar novas tragédias? Estamos preparados para outras eventualidades semelhantes? Em vez de enfrentar a natureza, não deveríamos entendê-la? “No fundo, essas questões nos remetem à abordagem da Sustentabilidade, por isso, nosso objetivo é disseminar os conhecimentos aprendidos do ponto de vista técnico e científico e apresentar possíveis soluções para minimizar os impactos sociais, econômicos e ecológicos de tragédias como a vivenciada em Gaspar. Esse aprendizado pode servir para outras regiões e até mesmo para outros países com características semelhantes às do Vale do Itajaí”, destaca a gerente de responsabilidade social da Fundação Bunge, Cláudia Calais. Ela explica, também, que este projeto marca o início da nova fase da Fundação Bunge, que se reposiciona e assume o compromisso do desenvolvimento sustentável por meio de ações que valorizem o avanço da ciência, a educação e a conservação dos recursos naturais.
AS FASES DO PROJETO
O projeto “Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí” será desenvolvido em três fases que começam hoje com a formalização do termo de compromisso. E todas as fases do processo poderão ser acompanhadas pela Internet, por meio do hot site, que já está no ar.
A primeira fase abrange o desenvolvimento do plano de recuperação e desenvolvimento urbano para a localidade Sertão Verde, também chamado de Master Plan, que será desenvolvido pela equipe do escritório de arquitetura e urbanismo Indio da Costa – que já realizou inúmeros trabalhos com foco em sustentabilidade – até agosto desse ano.
A partir de outubro deste ano começa a segunda fase do projeto – desenvolvida pela Fundação Bunge - de disseminação do conhecimento técnico e científico sobre as causas da tragédia, medidas de prevenção e abordagens de urbanização focando o equilíbrio com o meio ambiente. Está previsto o lançamento de um livro-reportagem mostrando o contexto em que a tragédia ocorreu, a mobilização de socorro às vítimas, estratégias de reconstrução e propostas para uma nova forma sustentável de desenvolvimento urbano e de um vídeo-documentário, trabalho complementar ao livro, com enfoque propositivo. Além disso, serão realizados seminários com especialistas em meio ambiente, clima, geologia, biologia, arquitetura e urbanismo e sustentabilidade em algumas cidades brasileiras.
A terceira fase, em fevereiro de 2010, prevê a entrega de uma nova escola à comunidade Sertão Verde, construída com recursos do fundo de solidariedade organizado pela Bunge Alimentos, que seguirá projeto arquitetônico de bases ecoeficientes e sustentáveis. “Além parte física da escola, nosso objetivo é que ela também traga o conceito de escola sustentável, que ensina a viver de acordo com a lógica da Sustentabilidade, de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. Esse tipo de escola adota um projeto pedagógico de renovação de práticas e didáticas, a partir dos próprios professores, fortalecendo as relações entre o homem e a natureza, entre a sala de aula e a vida cultural, social e econômica da sociedade”, conta Cláudia Calais, da Fundação Bunge.
“Nossa secretaria está amplamente envolvida nesse processo e pretendemos construir novas escolas no município seguindo os critérios de Sustentabilidade”, assegura o Secretário de Educação de Gaspar, Neivaldo da Silva, um dos entusiastas do projeto. Ele explica ainda que será seu papel neste projeto levar este conhecimento para as 25 escolas e centros de educação infantil de Gaspar, adaptando as informações para a linguagem infantil com o objetivo de provocar mudanças de hábitos e atitudes, criando uma consciência de prevenção e preservação ambiental.
A tragédia que abalou Gaspar e seus 55 mil habitantes no verão passado trouxe conseqüências sérias, que ainda repercutem na região. “Vamos precisar de pelo menos dois anos para normalizar a vida na cidade. Existem áreas que simplesmente desapareceram, a própria geografia da região mudou. Onde existiam morros, hoje é plano, onde existiam árvores, hoje é um descampado”, exemplifica o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento de Gaspar, Rodrigo Boeing Althoff. Ele destaca que é importante realizar a reurbanização levando em conta também as necessidades sociais e culturais das comunidades atingidas. “Por isso, quando a Fundação Bunge nos procurou, aceitamos imediatamente unir nossas forças porque o foco de nosso trabalho é justamente propor alternativas inovadoras de ocupação e utilização do solo de forma adequada e sustentável”, enfatiza Althoff. Ele também conta que a Prefeitura já está trabalhando na mudança de seu plano diretor para que este novo projeto urbanístico seja contemplado para o benefício de toda a cidade.
O termo de compromisso que a Bunge Alimentos, por meio da Fundação Bunge e a Prefeitura de Gaspar (SC), assinou ontem irá beneficiar a localidade de Sertão Verde, uma das mais prejudicadas pelas fortes chuvas que atingiram Santa Catarina no final do ano passado. Neste local, funcionava também a Escola Angélica Costa, que foi totalmente destruída, onde o programa de voluntariado Comunidade Educativa da Fundação Bunge desenvolvia uma série de trabalhos com os professores e os alunos.
O investimento no projeto “Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí” equivale a cerca de R$ 1,2 milhão ao longo de um ano e contemplará o uso de um fundo de solidariedade organizado pela Bunge Alimentos no momento da catástrofe, já formado na ocasião para continuidade da reconstrução do Hospital de Gaspar e, também, da Escola Angélica Costa.
“Neste momento de reflexão, mobilização e superação coletiva este projeto é um convite para olharmos para o futuro de forma diferenciada, começando a agir agora. Este olhar deve ser feito em conjunto com a comunidade e o poder público, considerando a cultura local, o meio ambiente e a economia, tripé da sustentabilidade. Mais do que desenvolver novas e melhores tecnologias, é preciso desenvolver uma nova consciência que habilite cada um de nós a lidar com o mundo, aqui e agora, da melhor forma, pensando em continuidade e na sobrevivência das gerações futuras” diz o presidente da Bunge Alimentos, Sérgio Waldrich.
Para o vice-presidente da Fundação Bunge, Carlo Lovatelli, ao conceber e articular o projeto Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí, a Fundação Bunge põe em prática a filosofia de que, para sustentar o mundo, é preciso alimentar ideias “Isso é o que sempre fizemos. A Fundação Bunge tem uma história de mais de 50 anos dedicados à educação brasileira, o que nada mais é do que estimular a novidade, criar um ambiente propício para que sejam desenhados os novos caminhos possíveis”.
O prefeito de Gaspar, Celso Zuchi, explica “Essa parceria tem um foco muito mais abrangente e visa também a mudança das políticas públicas para obras de infra-estrutura e urbanização, para que elas passem a ter o foco em Sustentabilidade”.
Essa ação não é localizada, nem restrita a Gaspar e ao Vale do Itajaí. A iniciativa pretende responder questões que ultrapassam as fronteiras da região onde o projeto está começando. O que fazer para evitar novas tragédias? Estamos preparados para outras eventualidades semelhantes? Em vez de enfrentar a natureza, não deveríamos entendê-la? “No fundo, essas questões nos remetem à abordagem da Sustentabilidade, por isso, nosso objetivo é disseminar os conhecimentos aprendidos do ponto de vista técnico e científico e apresentar possíveis soluções para minimizar os impactos sociais, econômicos e ecológicos de tragédias como a vivenciada em Gaspar. Esse aprendizado pode servir para outras regiões e até mesmo para outros países com características semelhantes às do Vale do Itajaí”, destaca a gerente de responsabilidade social da Fundação Bunge, Cláudia Calais. Ela explica, também, que este projeto marca o início da nova fase da Fundação Bunge, que se reposiciona e assume o compromisso do desenvolvimento sustentável por meio de ações que valorizem o avanço da ciência, a educação e a conservação dos recursos naturais.
AS FASES DO PROJETO
O projeto “Conhecer para Sustentar: Vale do Itajaí” será desenvolvido em três fases que começam hoje com a formalização do termo de compromisso. E todas as fases do processo poderão ser acompanhadas pela Internet, por meio do hot site, que já está no ar.
A primeira fase abrange o desenvolvimento do plano de recuperação e desenvolvimento urbano para a localidade Sertão Verde, também chamado de Master Plan, que será desenvolvido pela equipe do escritório de arquitetura e urbanismo Indio da Costa – que já realizou inúmeros trabalhos com foco em sustentabilidade – até agosto desse ano.
A partir de outubro deste ano começa a segunda fase do projeto – desenvolvida pela Fundação Bunge - de disseminação do conhecimento técnico e científico sobre as causas da tragédia, medidas de prevenção e abordagens de urbanização focando o equilíbrio com o meio ambiente. Está previsto o lançamento de um livro-reportagem mostrando o contexto em que a tragédia ocorreu, a mobilização de socorro às vítimas, estratégias de reconstrução e propostas para uma nova forma sustentável de desenvolvimento urbano e de um vídeo-documentário, trabalho complementar ao livro, com enfoque propositivo. Além disso, serão realizados seminários com especialistas em meio ambiente, clima, geologia, biologia, arquitetura e urbanismo e sustentabilidade em algumas cidades brasileiras.
A terceira fase, em fevereiro de 2010, prevê a entrega de uma nova escola à comunidade Sertão Verde, construída com recursos do fundo de solidariedade organizado pela Bunge Alimentos, que seguirá projeto arquitetônico de bases ecoeficientes e sustentáveis. “Além parte física da escola, nosso objetivo é que ela também traga o conceito de escola sustentável, que ensina a viver de acordo com a lógica da Sustentabilidade, de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. Esse tipo de escola adota um projeto pedagógico de renovação de práticas e didáticas, a partir dos próprios professores, fortalecendo as relações entre o homem e a natureza, entre a sala de aula e a vida cultural, social e econômica da sociedade”, conta Cláudia Calais, da Fundação Bunge.
“Nossa secretaria está amplamente envolvida nesse processo e pretendemos construir novas escolas no município seguindo os critérios de Sustentabilidade”, assegura o Secretário de Educação de Gaspar, Neivaldo da Silva, um dos entusiastas do projeto. Ele explica ainda que será seu papel neste projeto levar este conhecimento para as 25 escolas e centros de educação infantil de Gaspar, adaptando as informações para a linguagem infantil com o objetivo de provocar mudanças de hábitos e atitudes, criando uma consciência de prevenção e preservação ambiental.
A tragédia que abalou Gaspar e seus 55 mil habitantes no verão passado trouxe conseqüências sérias, que ainda repercutem na região. “Vamos precisar de pelo menos dois anos para normalizar a vida na cidade. Existem áreas que simplesmente desapareceram, a própria geografia da região mudou. Onde existiam morros, hoje é plano, onde existiam árvores, hoje é um descampado”, exemplifica o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento de Gaspar, Rodrigo Boeing Althoff. Ele destaca que é importante realizar a reurbanização levando em conta também as necessidades sociais e culturais das comunidades atingidas. “Por isso, quando a Fundação Bunge nos procurou, aceitamos imediatamente unir nossas forças porque o foco de nosso trabalho é justamente propor alternativas inovadoras de ocupação e utilização do solo de forma adequada e sustentável”, enfatiza Althoff. Ele também conta que a Prefeitura já está trabalhando na mudança de seu plano diretor para que este novo projeto urbanístico seja contemplado para o benefício de toda a cidade.