Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 02/06/2008
No último dia 28 de maio, Ray Anderson esteve presente no evento “Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade” para dialogar com Fábio Barbosa, presidente do Banco Real, sobre as experiências de cada um no que se refere à responsabilidade socioambiental no ambiente empresarial. Mediado por Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu, o evento aconteceu em São Paulo e foi transmitido simultaneamente para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Saiba um pouco do que os executivos dividiram com o público durante o encontro.
INTERFACE
Ray Anderson, fundador e chairman da Interface – norte-americana líder mundial em design, produção e venda de carpetes modulares – foi pioneiro ao inserir o conceito de sustentabilidade em sua empresa há 14 anos (veja site com a trajetória da organização).
Ele contou que, em 1994, a Interface, com 21 anos de existência, estava há quase um ano sem receber um pedido sequer. Com o risco de fechar as portas, a equipe decidiu entrar em contato com os clientes e comunicar que se não recebessem mais pedidos, seria impossível sobreviver. Foi aí que os clientes começaram a questionar à empresa: o que vocês têm feito pelo meio ambiente?
Segundo Ray, essa foi a primeira vez em que eles pensaram no assunto e, a partir disso, ele começou a buscar informações nos livros que tratavam do tema na época. Ele diz que no começo, a vertente pró meio ambiente e a vertente desenvolvimentista dividiam sua opinião. No entanto, acabou se dando conta dos impactos gerados pelo ser humano ao planeta e percebendo a fragilidade da Terra. Neste momento, se convenceu de que era necessário fazer algo para mudar essa situação.
Também ficou claro para ele que o sistema industrial, como o maior gerador de resíduos, era o grande culpado pelos prejuízos causados ao ambiente. E acabou constatando que o seu negócio estava contribuindo para danificar a natureza e que era justamente dos negócios que poderia sair a solução para o planeta, por meio de uma mudança de postura.
Para explicar sua trajetória, Ray utiliza a metáfora de uma montanha que representa o caminho rumo à sustentabilidade e que deve ser escalada em sete passos:
- eliminar resíduos;
- eliminar substâncias tóxicas eliminadas por veículos, produtos e aparelhos;
- utilizar energias renováveis;
- redesenhar os processos e produtos de modo que materiais biodegradáveis e os próprios resíduos possam ser reutilizados;
- transportar pessoas e produtos de maneira eficiente para evitar emissão de gases e desperdício;
- criar uma cultura de sustentabilidade que atinja a todos os stakeholders;
- criar um modelo de negócios que demonstre o valor do comércio baseado na sustentabilidade.
Partindo da redução do lixo, Ray disse que considerou como desperdício tudo aquilo que não fosse feito certo da primeira vez – o que ia desde um processo de produção ao preenchimento errado de uma nota fiscal. “Na natureza não existe desperdício, o que um organismo elimina é alimento do outro”, compara.
Com a eliminação dos desperdícios, eles conseguiram economizar 370 mil dólares – o suficiente para pagar as pesquisas e o desenvolvimento de processos mais limpos e eficientes.
Ray lembra que não foi fácil convencer as cinco mil pessoas que trabalhavam na Interface a seguir pelo caminho da sustentabilidade, mas acreditava que o segredo era convencer uma mente por vez.
O reconhecimento por parte dos investidores dos benefícios de se pensar de maneira sustentável só veio seis ou sete anos, quando a empresa participou de uma feira de móveis e design de interiores em Chicago. Ali, ficou claro que o conceito de sustentabilidade já estava se disseminando por toda a parte e que a Interface havia sido pioneira no processo.
Um aprendizado fundamental ao optar por esse caminho foi o de que não existe contradição entre desenvolvimento econômico e cuidados com o meio ambiente. “Nossos produtos estão melhores do que nunca. Com um design sustentável e inovações que jamais teríamos sonhado se continuássemos trabalhando da forma antiga”, diz Ray. “E esses produtos atraem pessoas melhores, que têm objetivos maiores”. O empresário diz que não adianta apenas investir em marketing e propaganda e que nada teria rendido tantos clientes quanto a opção pela sustentabilidade – que ele considera uma forma legítima de ganhar dinheiro sem gerar despesas para a Terra.
Ray é bastante honesto ao dizer que se a demanda não tivesse partido dos clientes, talvez ele nunca tivesse pensado sobre seu próprio consumo de energia e petróleo e sobre os impactos que estava gerando à Terra. Com o risco de falência, tudo o que os clientes diziam passou a ser considerado muito importante.
Com essa trajetória, Ray constatou que “o poder está com as pessoas”. Para ele, as empresas estão sempre prontas a ouvir seus clientes, então cabe a eles exigir produtos social e ambientalmente responsáveis.
Ele ainda diz que a mídia nacional sussurra todos os dias nos ouvidos dos norte-americanos que o mundo é todo deles, e que se trata de um mundo grande e forte, capaz de absorver qualquer veneno. “Depois que você entende que isso é uma mentira, entra por um caminho que não tem volta”, afirma o empresário.
Com 52 anos de experiência no mercado, Ray acredita que fez a escolha mais inteligente que poderia e que o desafio das empresas é valorizar mercadologicamente o fato de não gerarem impacto ao meio ambiente.
Para os que querem seguir esses passos, Ray sugere que, primeiramente, se faça uma análise profunda do quanto a corporação tira da Terra, o que faz com isso e o quanto desperdiça. Ele conta que quando fez essa pergunta a um assessor da Interface, ele respondeu que não tinha a menor idéia. Quando as informações foram levantadas, Ray ficou impressionado com o quanto consumiam do planeta. Outra dica é ler tudo o que tem sido produzido sobre sustentabilidade e conversar com os clientes: “você pode se surpreender com o quanto eles se importam com isso”.
A intenção da empresa é chegar ao ano de 2020 no topo da montanha, gerando zero de impacto para o meio ambiente. Depois disso, o propósito será devolver para o ambiente mais do que o que tiram dele e influenciar outras empresas a seguirem o mesmo caminho.
BANCO REAL
O presidente do Banco Real concorda que optar pela responsabilidade socioambiental gera uma mudança de mentalidade que não pode ser revertida. “E tem cada vez mais gente vindo para esse lado”, diz Fábio Barbosa.
Ele percebe que, no Brasil, há uma mania de não se valorizar o jeito certo de fazer as coisas. “Quem age corretamente é considerado bobo e acaba sendo marginalizado desde os tempos de colégio”.
Quando entrou no ABN Amro, Fábio viu que poderia valorizar a transparência e mostrar às pessoas que era possível ter sucesso no Brasil sem transgredir as regras. Ele sempre que acreditou que responsabilidade social era mais do que construir obras beneficentes. “Um traficante pode sustentar uma favela e isso não faz dele um cidadão socialmente responsável. Responsabilidade social tem a ver com o que se faz no dia a dia”, defende. “Um banco não polui muito, mas seus clientes podem poluir. Se o banco empresta dinheiro para quem corta madeira ilegal, está contribuindo para isso”.
A partir desse pensamento, o Banco Real começou a analisar os empreendimentos de seus clientes para verificar se eles agiam de maneira correta. Fábio reconhece que perdeu alguns clientes - que não quiseram adaptar seus negócios -, por outro lado, ganhou outros que quiseram prestigiar o banco que valorizava boas práticas. “É impossível agradar a todos, mas encontramos os clientes que valorizavam as mesmas coisas que nós”.
Ele explicou que optar por empresas responsáveis é também uma estratégia mercadológica da instituição, pois uma empresa que não trabalha de maneira sustentável corre muito mais riscos de falir ou de não conseguir pagar o financiamento. Uma experiência vivida pelo banco e que comprova essa teoria foi com uma empresa que trabalhava com pesca predatória de camarão. “Por definição, logo ela deixaria de existir”, diz Fábio. Depois de conversar com o Real, a empresa contratou um oceanógrafo que os ajudou a organizar um sistema de pesca sustentável e, assim, obter o empréstimo. “Foi bom para a empresa, para o banco, para a sociedade e para o camarão”.
Com a idéia de que atitudes falam mais alto do que simples palavras, o Real começou a levar para dentro da instituição aquilo que exigia de seus clientes. Além de fazer reciclagem de lixo, diminuir o consumo de papel, aumentar a diversidade entre os funcionários e lhes proporcionar mais igualdade de oportunidades de crescer na organização, também se começou a exigir mais responsabilidade socioambiental dos fornecedores.
O presidente do banco reconhece que a iniciativa se tornou modelo para outras instituições financeiras e acredita que por ter saído na frente, o Real pode não ter andado tão rapidamente em termos de sustentabilidade, mas seguiu na direção correta.
Num primeiro momento, a idéia encontrou bastante resistência mesmo no interior do banco, principalmente entre as pessoas que tinham dificuldades em lidar com mudanças. Mas, hoje, quando Fábio ainda escuta algum funcionário reclamar de que nem todos estão adaptados à política interna, nota que a sustentabilidade já faz parte do DNA da instituição.
Questionado se o Banco Real vai manter sua postura mesmo com a venda ao Santander, Fábio afirmou que está muito tranqüilo quanto a isso. Ele garantiu que em reunião, a instituição se mostrou animada e receptiva às iniciativas do Real na área de sustentabilidade e afirmou que é isso o que deseja ver replicado mundo afora. Fábio Barbosa ressaltou que o fato de ele ter sido nomeado o responsável máximo por todas as operações do Santander no Brasil já é um sinal de que os valores do Banco Real, cultivados por ele, permanecerão os mesmos. “Em valores não há concessão”, afirma.
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 02/06/2008
No último dia 28 de maio, Ray Anderson esteve presente no evento “Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade” para dialogar com Fábio Barbosa, presidente do Banco Real, sobre as experiências de cada um no que se refere à responsabilidade socioambiental no ambiente empresarial. Mediado por Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu, o evento aconteceu em São Paulo e foi transmitido simultaneamente para o Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Saiba um pouco do que os executivos dividiram com o público durante o encontro.
INTERFACE
Ray Anderson, fundador e chairman da Interface – norte-americana líder mundial em design, produção e venda de carpetes modulares – foi pioneiro ao inserir o conceito de sustentabilidade em sua empresa há 14 anos (veja site com a trajetória da organização).
Ele contou que, em 1994, a Interface, com 21 anos de existência, estava há quase um ano sem receber um pedido sequer. Com o risco de fechar as portas, a equipe decidiu entrar em contato com os clientes e comunicar que se não recebessem mais pedidos, seria impossível sobreviver. Foi aí que os clientes começaram a questionar à empresa: o que vocês têm feito pelo meio ambiente?
Segundo Ray, essa foi a primeira vez em que eles pensaram no assunto e, a partir disso, ele começou a buscar informações nos livros que tratavam do tema na época. Ele diz que no começo, a vertente pró meio ambiente e a vertente desenvolvimentista dividiam sua opinião. No entanto, acabou se dando conta dos impactos gerados pelo ser humano ao planeta e percebendo a fragilidade da Terra. Neste momento, se convenceu de que era necessário fazer algo para mudar essa situação.
Também ficou claro para ele que o sistema industrial, como o maior gerador de resíduos, era o grande culpado pelos prejuízos causados ao ambiente. E acabou constatando que o seu negócio estava contribuindo para danificar a natureza e que era justamente dos negócios que poderia sair a solução para o planeta, por meio de uma mudança de postura.
Para explicar sua trajetória, Ray utiliza a metáfora de uma montanha que representa o caminho rumo à sustentabilidade e que deve ser escalada em sete passos:
- eliminar resíduos;
- eliminar substâncias tóxicas eliminadas por veículos, produtos e aparelhos;
- utilizar energias renováveis;
- redesenhar os processos e produtos de modo que materiais biodegradáveis e os próprios resíduos possam ser reutilizados;
- transportar pessoas e produtos de maneira eficiente para evitar emissão de gases e desperdício;
- criar uma cultura de sustentabilidade que atinja a todos os stakeholders;
- criar um modelo de negócios que demonstre o valor do comércio baseado na sustentabilidade.
Partindo da redução do lixo, Ray disse que considerou como desperdício tudo aquilo que não fosse feito certo da primeira vez – o que ia desde um processo de produção ao preenchimento errado de uma nota fiscal. “Na natureza não existe desperdício, o que um organismo elimina é alimento do outro”, compara.
Com a eliminação dos desperdícios, eles conseguiram economizar 370 mil dólares – o suficiente para pagar as pesquisas e o desenvolvimento de processos mais limpos e eficientes.
Ray lembra que não foi fácil convencer as cinco mil pessoas que trabalhavam na Interface a seguir pelo caminho da sustentabilidade, mas acreditava que o segredo era convencer uma mente por vez.
O reconhecimento por parte dos investidores dos benefícios de se pensar de maneira sustentável só veio seis ou sete anos, quando a empresa participou de uma feira de móveis e design de interiores em Chicago. Ali, ficou claro que o conceito de sustentabilidade já estava se disseminando por toda a parte e que a Interface havia sido pioneira no processo.
Um aprendizado fundamental ao optar por esse caminho foi o de que não existe contradição entre desenvolvimento econômico e cuidados com o meio ambiente. “Nossos produtos estão melhores do que nunca. Com um design sustentável e inovações que jamais teríamos sonhado se continuássemos trabalhando da forma antiga”, diz Ray. “E esses produtos atraem pessoas melhores, que têm objetivos maiores”. O empresário diz que não adianta apenas investir em marketing e propaganda e que nada teria rendido tantos clientes quanto a opção pela sustentabilidade – que ele considera uma forma legítima de ganhar dinheiro sem gerar despesas para a Terra.
Ray é bastante honesto ao dizer que se a demanda não tivesse partido dos clientes, talvez ele nunca tivesse pensado sobre seu próprio consumo de energia e petróleo e sobre os impactos que estava gerando à Terra. Com o risco de falência, tudo o que os clientes diziam passou a ser considerado muito importante.
Com essa trajetória, Ray constatou que “o poder está com as pessoas”. Para ele, as empresas estão sempre prontas a ouvir seus clientes, então cabe a eles exigir produtos social e ambientalmente responsáveis.
Ele ainda diz que a mídia nacional sussurra todos os dias nos ouvidos dos norte-americanos que o mundo é todo deles, e que se trata de um mundo grande e forte, capaz de absorver qualquer veneno. “Depois que você entende que isso é uma mentira, entra por um caminho que não tem volta”, afirma o empresário.
Com 52 anos de experiência no mercado, Ray acredita que fez a escolha mais inteligente que poderia e que o desafio das empresas é valorizar mercadologicamente o fato de não gerarem impacto ao meio ambiente.
Para os que querem seguir esses passos, Ray sugere que, primeiramente, se faça uma análise profunda do quanto a corporação tira da Terra, o que faz com isso e o quanto desperdiça. Ele conta que quando fez essa pergunta a um assessor da Interface, ele respondeu que não tinha a menor idéia. Quando as informações foram levantadas, Ray ficou impressionado com o quanto consumiam do planeta. Outra dica é ler tudo o que tem sido produzido sobre sustentabilidade e conversar com os clientes: “você pode se surpreender com o quanto eles se importam com isso”.
A intenção da empresa é chegar ao ano de 2020 no topo da montanha, gerando zero de impacto para o meio ambiente. Depois disso, o propósito será devolver para o ambiente mais do que o que tiram dele e influenciar outras empresas a seguirem o mesmo caminho.
BANCO REAL
O presidente do Banco Real concorda que optar pela responsabilidade socioambiental gera uma mudança de mentalidade que não pode ser revertida. “E tem cada vez mais gente vindo para esse lado”, diz Fábio Barbosa.
Ele percebe que, no Brasil, há uma mania de não se valorizar o jeito certo de fazer as coisas. “Quem age corretamente é considerado bobo e acaba sendo marginalizado desde os tempos de colégio”.
Quando entrou no ABN Amro, Fábio viu que poderia valorizar a transparência e mostrar às pessoas que era possível ter sucesso no Brasil sem transgredir as regras. Ele sempre que acreditou que responsabilidade social era mais do que construir obras beneficentes. “Um traficante pode sustentar uma favela e isso não faz dele um cidadão socialmente responsável. Responsabilidade social tem a ver com o que se faz no dia a dia”, defende. “Um banco não polui muito, mas seus clientes podem poluir. Se o banco empresta dinheiro para quem corta madeira ilegal, está contribuindo para isso”.
A partir desse pensamento, o Banco Real começou a analisar os empreendimentos de seus clientes para verificar se eles agiam de maneira correta. Fábio reconhece que perdeu alguns clientes - que não quiseram adaptar seus negócios -, por outro lado, ganhou outros que quiseram prestigiar o banco que valorizava boas práticas. “É impossível agradar a todos, mas encontramos os clientes que valorizavam as mesmas coisas que nós”.
Ele explicou que optar por empresas responsáveis é também uma estratégia mercadológica da instituição, pois uma empresa que não trabalha de maneira sustentável corre muito mais riscos de falir ou de não conseguir pagar o financiamento. Uma experiência vivida pelo banco e que comprova essa teoria foi com uma empresa que trabalhava com pesca predatória de camarão. “Por definição, logo ela deixaria de existir”, diz Fábio. Depois de conversar com o Real, a empresa contratou um oceanógrafo que os ajudou a organizar um sistema de pesca sustentável e, assim, obter o empréstimo. “Foi bom para a empresa, para o banco, para a sociedade e para o camarão”.
Com a idéia de que atitudes falam mais alto do que simples palavras, o Real começou a levar para dentro da instituição aquilo que exigia de seus clientes. Além de fazer reciclagem de lixo, diminuir o consumo de papel, aumentar a diversidade entre os funcionários e lhes proporcionar mais igualdade de oportunidades de crescer na organização, também se começou a exigir mais responsabilidade socioambiental dos fornecedores.
O presidente do banco reconhece que a iniciativa se tornou modelo para outras instituições financeiras e acredita que por ter saído na frente, o Real pode não ter andado tão rapidamente em termos de sustentabilidade, mas seguiu na direção correta.
Num primeiro momento, a idéia encontrou bastante resistência mesmo no interior do banco, principalmente entre as pessoas que tinham dificuldades em lidar com mudanças. Mas, hoje, quando Fábio ainda escuta algum funcionário reclamar de que nem todos estão adaptados à política interna, nota que a sustentabilidade já faz parte do DNA da instituição.
Questionado se o Banco Real vai manter sua postura mesmo com a venda ao Santander, Fábio afirmou que está muito tranqüilo quanto a isso. Ele garantiu que em reunião, a instituição se mostrou animada e receptiva às iniciativas do Real na área de sustentabilidade e afirmou que é isso o que deseja ver replicado mundo afora. Fábio Barbosa ressaltou que o fato de ele ter sido nomeado o responsável máximo por todas as operações do Santander no Brasil já é um sinal de que os valores do Banco Real, cultivados por ele, permanecerão os mesmos. “Em valores não há concessão”, afirma.





















