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O improvável Vanderlei do atletismo
Medalhista das Olimpíadas de Atenas, Vanderlei se aposentou do esporte e hoje é padrinho de uma escola de atletismo, em Campinas, para jovens de baixa renda
Rafael Tonon*
Revista Vida Simples – 12/2009
Em 1994, ele foi contratado para ser o coelho da maratona de Reims, na França. Trata-se do atleta escalado para disparar na frente e dar ritmo à corrida. Como ninguém aguenta correr tão velozmente o tempo todo, o "coelho" pode abandonar a prova quando quiser. Menos um coelho como Vanderlei.
Depois dos 20 quilômetros iniciais, ele continuou. Já aos 30, resolveu não parar. No final, arriscou cruzar a linha de chegada. Foi assim que Vanderlei Cordeiro de Lima ganhou a maratona - a primeira dos seus 23 anos de carreira. Dez anos depois, ele mostrou mesmo ser um cara determinado: nas Olimpíadas de Atenas, sofreu um empurrão de um ativista irlandês e, mesmo assim, conseguiu conquistar medalha de bronze na prova. Hoje, com os tênis de corrida pendurados, é padrinho de uma escola de atletismo destinada a cerca de 200 jovens de baixa renda da região de Campinas (interior de SP).
A escolinha da Organização Funilense de Atletismo tornou-se um celeiro de talentos: seis dos seus atletas participaram do Pan 2007 e cinco deles foram para Pequim. Agora, eles se preparam para as Olimpíadas do Rio, em 2016. Mas Vanderlei quer muito mais que grandes atletas ao tirá-los das ruas e mostrar-lhes o caminho do esporte. "Quero formar bons seres humanos." Com tão bom exemplo, não vai ser difícil.
Veja também
Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima
* Com colaboração de: Débora Didonê, Edu Petta, Liane Alves, Leandro Sarmatz, Melissa Antunes, Mariana Sgarioni e Rafael Tonon
Em 1994, ele foi contratado para ser o coelho da maratona de Reims, na França. Trata-se do atleta escalado para disparar na frente e dar ritmo à corrida. Como ninguém aguenta correr tão velozmente o tempo todo, o "coelho" pode abandonar a prova quando quiser. Menos um coelho como Vanderlei.
Depois dos 20 quilômetros iniciais, ele continuou. Já aos 30, resolveu não parar. No final, arriscou cruzar a linha de chegada. Foi assim que Vanderlei Cordeiro de Lima ganhou a maratona - a primeira dos seus 23 anos de carreira. Dez anos depois, ele mostrou mesmo ser um cara determinado: nas Olimpíadas de Atenas, sofreu um empurrão de um ativista irlandês e, mesmo assim, conseguiu conquistar medalha de bronze na prova. Hoje, com os tênis de corrida pendurados, é padrinho de uma escola de atletismo destinada a cerca de 200 jovens de baixa renda da região de Campinas (interior de SP).
A escolinha da Organização Funilense de Atletismo tornou-se um celeiro de talentos: seis dos seus atletas participaram do Pan 2007 e cinco deles foram para Pequim. Agora, eles se preparam para as Olimpíadas do Rio, em 2016. Mas Vanderlei quer muito mais que grandes atletas ao tirá-los das ruas e mostrar-lhes o caminho do esporte. "Quero formar bons seres humanos." Com tão bom exemplo, não vai ser difícil.
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