nascido num home-office
Trabalhar dentro de casa virou tendência
No mercado de trabalho, é cada vez mais forte a presença dos home-offices, com profissionais autônomos e independentes que trabalham dentro da própria casa. Mas, nesse caso, como separar o lado pessoal do profissional?
Priscilla Santos - edição
Planeta Sustentável – 30/10/2009
Desde que me conheço como ser economicamente ativo, trabalho em casa. Minha perspectiva é a de um home-office-native. E logo digo: aquele que aprende a trabalhar com certa maestria em seu próprio lar tem a capacidade de converter muitos outros ambientes em espaços de trabalho. Há os que assumem o termo head-office como o mais apropriado, dando a ideia de que "onde estiver sua cabeça, lá estará também seu escritório". Prefiro continuar falando home-office e expandir o conceito de home. Afinal, outro paradigma da pós-modernidade é que nossa casa é onde nos sentimos bem. Em outras palavras, basta sentir-se bem em um local e já podemos recarregar nossas energias e encher a cabeça de ideias.
O desafio central da brincadeira é separar onde começa o pessoal e termina o profissional e vice-versa - levei mais de três anos para aprender a dosagem ideal para mim. Defini uma regra: quanto mais delimitado for o espaço-tempo do trabalho do espaço-tempo pessoal, melhor. Dominando essa fina arte, tudo se simplifica. Um notebook para fazer incursões na cozinha ou mesmo no banheiro não se torna mais tão ameaçador. O caminho para a disciplina no lar é uma jornada de autoconhecimento. Testes que elucidem os picos pessoais de produtividade são altamente recomendáveis. Assim, conseguimos definir quando é o melhor momento de adentrar a noite para não perder o pique ou de dar aquele break no meio da tarde para assistir a um filme.
No fim, não há nada que pague o fato de eu poder intercalar a escrita de linhas de um novo projeto com mordiscadas na bochecha fofa do meu bebê, nascido há alguns meses. Isso é vida! João Paulo Cavalcanti, sócio da agência de tendências Box1824, que começou com todos trabalhando de suas casas.
Desde que me conheço como ser economicamente ativo, trabalho em casa. Minha perspectiva é a de um home-office-native. E logo digo: aquele que aprende a trabalhar com certa maestria em seu próprio lar tem a capacidade de converter muitos outros ambientes em espaços de trabalho. Há os que assumem o termo head-office como o mais apropriado, dando a ideia de que "onde estiver sua cabeça, lá estará também seu escritório". Prefiro continuar falando home-office e expandir o conceito de home. Afinal, outro paradigma da pós-modernidade é que nossa casa é onde nos sentimos bem. Em outras palavras, basta sentir-se bem em um local e já podemos recarregar nossas energias e encher a cabeça de ideias.
O desafio central da brincadeira é separar onde começa o pessoal e termina o profissional e vice-versa - levei mais de três anos para aprender a dosagem ideal para mim. Defini uma regra: quanto mais delimitado for o espaço-tempo do trabalho do espaço-tempo pessoal, melhor. Dominando essa fina arte, tudo se simplifica. Um notebook para fazer incursões na cozinha ou mesmo no banheiro não se torna mais tão ameaçador. O caminho para a disciplina no lar é uma jornada de autoconhecimento. Testes que elucidem os picos pessoais de produtividade são altamente recomendáveis. Assim, conseguimos definir quando é o melhor momento de adentrar a noite para não perder o pique ou de dar aquele break no meio da tarde para assistir a um filme.
No fim, não há nada que pague o fato de eu poder intercalar a escrita de linhas de um novo projeto com mordiscadas na bochecha fofa do meu bebê, nascido há alguns meses. Isso é vida! João Paulo Cavalcanti, sócio da agência de tendências Box1824, que começou com todos trabalhando de suas casas.