partilhando experiências
Sinais com sabor
A Escola Municipal de Educação Especial Anne Sullivan, em São Paulo, inscreveu um grupo de alunos surdos numa aula da Cozinha Experimental de CLAUDIA. As lições da nossa nutricionista Lisiane Miura foram traduzidas na língua dos sinais e a noite terminou em festa, com uma farta degustação de brownies
Déborah de Paula Souza
Revista Claudia – 11/2009
A turma de 21 alunos do ensino fundamental chegou sorridente, acompanhada da coordenadora pedagógica Márcia Regina Escandura Pereira e das professoras Maria Izilda Riccetti e Ana Cristina Camano Passos, que fez a tradução simultânea em libras, a língua brasileira de sinais. Os alunos, de 19 a 46 anos, logo criaram um sinal simpático para a equipe da revista. Para Lisiane, nutricionista de CLAUDIA COMIDA & BEBIDA, fizeram um "L" perto do rosto puxando os dedos na lateral para indicar o formato de seus olhos orientais. Bons observadores, os surdos têm a libras como primeira língua. O português escrito é a segunda.
Na aula, eles acompanharam passo a passo o preparo do brownie cappuccino (com café solúvel) e do brownie mesclado (com cream cheese). Mas aprender a fazer as guloseimas é só uma parte da história. Para esses alunos, a aula de culinária integra um projeto pedagógico que promove a interação social da turma e contempla diferentes tipos de texto, favorecendo a leitura e a escrita, além da noção de medidas.
"A receita é um gênero que circula na linguagem cotidiana, assim como os bilhetes, as instruções de jogos, as letras de música etc.", explica Márcia. As professoras lembram que a assimilação do conteúdo fica mais fácil quando o aluno participa da experiência. As explicações de Lisiane sobre as especiarias fizeram sucesso. Canela, noz-moscada e baunilha passaram de mão em mão para que todos pudessem sentir os aromas. No final de tudo, a degustação virou uma verdadeira festa do sapere - o termo latino do qual derivam as palavras saber e sabor, indissociáveis nessa aula.
Veja também:
Receita Solidária
A turma de 21 alunos do ensino fundamental chegou sorridente, acompanhada da coordenadora pedagógica Márcia Regina Escandura Pereira e das professoras Maria Izilda Riccetti e Ana Cristina Camano Passos, que fez a tradução simultânea em libras, a língua brasileira de sinais. Os alunos, de 19 a 46 anos, logo criaram um sinal simpático para a equipe da revista. Para Lisiane, nutricionista de CLAUDIA COMIDA & BEBIDA, fizeram um "L" perto do rosto puxando os dedos na lateral para indicar o formato de seus olhos orientais. Bons observadores, os surdos têm a libras como primeira língua. O português escrito é a segunda.
Na aula, eles acompanharam passo a passo o preparo do brownie cappuccino (com café solúvel) e do brownie mesclado (com cream cheese). Mas aprender a fazer as guloseimas é só uma parte da história. Para esses alunos, a aula de culinária integra um projeto pedagógico que promove a interação social da turma e contempla diferentes tipos de texto, favorecendo a leitura e a escrita, além da noção de medidas.
"A receita é um gênero que circula na linguagem cotidiana, assim como os bilhetes, as instruções de jogos, as letras de música etc.", explica Márcia. As professoras lembram que a assimilação do conteúdo fica mais fácil quando o aluno participa da experiência. As explicações de Lisiane sobre as especiarias fizeram sucesso. Canela, noz-moscada e baunilha passaram de mão em mão para que todos pudessem sentir os aromas. No final de tudo, a degustação virou uma verdadeira festa do sapere - o termo latino do qual derivam as palavras saber e sabor, indissociáveis nessa aula.
Veja também:
Receita Solidária