dança de raiz
Identidade paraense
Os giros do carimbó alegram as festas do Norte e podem virar patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira
Da Redação*
Revista Vida Simples – 04/2009
*Débora Didonê, Leandro Sarmatz, Priscilla Santos e Yuri Vasconcelos
A história da formação do povo paraense revela-se em rodas de casais dançantes, e mulheres vestidas com saias rodadas de cetim, girando e arrastando os pés escalços ao som de tambores e cânticos. Trata-se do carimbó, manifestação bicentenária de origem afro-indígena, nascida na região da ilha de Marajó e do Salgado, no nordeste paraense. O nome, do tupi “curi m’bó”, significa “pau que produz som” e se refere ao tambor feito de tronco de árvore escavado e coberto por pele animal.
Originalmente, os grupos tocavam instrumentos percussivos como os maracás (chocalhos feitos de cabaça) e o reco-reco de bambu. Mais tarde, agregaram melodias como a da viola e a do banjo. Na dança, a diversidade se mostra tanto no movimento em círculo anti-horário, que lembra os índios, quanto no ritmo semelhante ao do batuque africano. O Mestre, de 92 anos, é um dos maiores divulgadores do carimbó – que pode virar Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira.
Saiba mais:
Campanha Carimbó
*Débora Didonê, Leandro Sarmatz, Priscilla Santos e Yuri Vasconcelos
A história da formação do povo paraense revela-se em rodas de casais dançantes, e mulheres vestidas com saias rodadas de cetim, girando e arrastando os pés escalços ao som de tambores e cânticos. Trata-se do carimbó, manifestação bicentenária de origem afro-indígena, nascida na região da ilha de Marajó e do Salgado, no nordeste paraense. O nome, do tupi “curi m’bó”, significa “pau que produz som” e se refere ao tambor feito de tronco de árvore escavado e coberto por pele animal.
Originalmente, os grupos tocavam instrumentos percussivos como os maracás (chocalhos feitos de cabaça) e o reco-reco de bambu. Mais tarde, agregaram melodias como a da viola e a do banjo. Na dança, a diversidade se mostra tanto no movimento em círculo anti-horário, que lembra os índios, quanto no ritmo semelhante ao do batuque africano. O Mestre, de 92 anos, é um dos maiores divulgadores do carimbó – que pode virar Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira.
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Campanha Carimbó