design orgânico
4 perguntas para... Ross Lovegrove
Seu apelido na indústria é Captain Organic, pois ele cria essencialmente objetos de formas orgânicas, inspiradas na natureza. Nasceu no País de Gales, é mestre em desenho industrial e figura como um dos designers mais aclamados da atualidade
Regina Valadares
Revista Casa Casa Claudia – 03/2009
[img1]Fale um pouco de seu estilo
Sou mais um biólogo evolucionário do que um designer. Aliás, não sei mais o que é design. Eu crio formas, eu entendo formas. Meu foco está na natureza. Exercito o que chamo de “essencialismo orgânico”, que significa usar apenas o que é necessário. Nem mais nem menos. Eu me sinto confortável nessa orgânica, isomórfica e antropomórfica era líquida de fazer as coisas.
2. Explique melhor o “essencialismo orgânico”
Basicamente é fazer coisas gastando o mínimo de recursos e buscando o máximo de efeito.
3. Algum arquiteto ou designer do passado influenciou seu trabalho?
Sou mais influenciado pelos trabalhos de artistas. Para mim, o pintor americano Jackson Pollock era um gênio. Sou muito curioso sobre o nível de loucura necessário para uma pessoa se jogar numa coisa como ele fez. E como isso produziu uma obra profunda e valiosa. Algo único e bem distante da multidão. A cultura popular é transitória, joga ideias fora. Isso não me interessa. Prezo a longevidade das ideias.
4. O que você aconselha a um jovem designer?
Seja positivo, não importa o que aconteça. As pessoas gostam de gente positiva. E tenha perseverança porque esse é um trabalho que exige muito. Tente manter sua individualidade e não copie os outros. Para começar, tudo bem. Mas procure um canto nesse mundo e faça dele o seu. Crie algo que tenha relevância, que tenha pernas para ir adiante. E pense também em boas soluções ambientais. Em breve, passaremos por uma nova revolução industrial de fontes porque não podemos continuar usando os recursos naturais da maneira como fazemos.
Exemplos das criações de Lovegrove:
[img1]Fale um pouco de seu estilo
Sou mais um biólogo evolucionário do que um designer. Aliás, não sei mais o que é design. Eu crio formas, eu entendo formas. Meu foco está na natureza. Exercito o que chamo de “essencialismo orgânico”, que significa usar apenas o que é necessário. Nem mais nem menos. Eu me sinto confortável nessa orgânica, isomórfica e antropomórfica era líquida de fazer as coisas.
2. Explique melhor o “essencialismo orgânico”
Basicamente é fazer coisas gastando o mínimo de recursos e buscando o máximo de efeito.
3. Algum arquiteto ou designer do passado influenciou seu trabalho?
Sou mais influenciado pelos trabalhos de artistas. Para mim, o pintor americano Jackson Pollock era um gênio. Sou muito curioso sobre o nível de loucura necessário para uma pessoa se jogar numa coisa como ele fez. E como isso produziu uma obra profunda e valiosa. Algo único e bem distante da multidão. A cultura popular é transitória, joga ideias fora. Isso não me interessa. Prezo a longevidade das ideias.
4. O que você aconselha a um jovem designer?
Seja positivo, não importa o que aconteça. As pessoas gostam de gente positiva. E tenha perseverança porque esse é um trabalho que exige muito. Tente manter sua individualidade e não copie os outros. Para começar, tudo bem. Mas procure um canto nesse mundo e faça dele o seu. Crie algo que tenha relevância, que tenha pernas para ir adiante. E pense também em boas soluções ambientais. Em breve, passaremos por uma nova revolução industrial de fontes porque não podemos continuar usando os recursos naturais da maneira como fazemos.
Exemplos das criações de Lovegrove: