retrato
Pérola Byington: Em prol da infância e juventude
Fundadora da Cruzada Pró-Infâcia, criou um hospital que continua sendo referência em saúde da mulher e da criança
Priscilla Santos e Yuri Vasconcelos
Revista Vida Simples - 03/2009
"Quando me olho no espelho, vejo uma velha. Mas eu não me sinto velha!", proclamou Pérola Byington, com seus cabelos prata desalinhados e 80 anos de vida. Incansável, esta descendente de norte-americanos nascida Pearl, em 1879, numa fazenda em São Paulo, dedicou mais de 30 anos a atividades em prol da infância e da maternidade.
Uma das fundadoras e presidente vitalícia da Cruzada Pró-Infância, uma entidade surgida em 1930 em São Paulo para amparar crianças e gestantes, ela desempenhou um importante papel na luta contra a mortalidade infantil. "O que se pode esperar de um país cujo povo morre ao nascer?", foi seu primeiro lema, segundo o livro que conta sua vida: O Gesto Que Salva (Grifo).
Além de prover assistência médica e sanitária gratuita, defendeu o salário-maternidade e o pré-natal, criou jardins-de-infância e creches. Fundou o primeiro banco de leite humano do Brasil e ajudou a instituir o Dia da Criança na agenda nacional. A partir dos anos 1940, sua luta foi pela construção de um hospital materno-infantil, inaugurado em 1959. Hoje arrendado para o governo paulista, o hospital Pérola Byington é uma referência em saúde da mulher e da criança.
Pérola morreu em 1963, em Nova York. Como conseguiu fazer tudo o que fez? "Isso não é trabalho. É vida!", dizia.
"Quando me olho no espelho, vejo uma velha. Mas eu não me sinto velha!", proclamou Pérola Byington, com seus cabelos prata desalinhados e 80 anos de vida. Incansável, esta descendente de norte-americanos nascida Pearl, em 1879, numa fazenda em São Paulo, dedicou mais de 30 anos a atividades em prol da infância e da maternidade.
Uma das fundadoras e presidente vitalícia da Cruzada Pró-Infância, uma entidade surgida em 1930 em São Paulo para amparar crianças e gestantes, ela desempenhou um importante papel na luta contra a mortalidade infantil. "O que se pode esperar de um país cujo povo morre ao nascer?", foi seu primeiro lema, segundo o livro que conta sua vida: O Gesto Que Salva (Grifo).
Além de prover assistência médica e sanitária gratuita, defendeu o salário-maternidade e o pré-natal, criou jardins-de-infância e creches. Fundou o primeiro banco de leite humano do Brasil e ajudou a instituir o Dia da Criança na agenda nacional. A partir dos anos 1940, sua luta foi pela construção de um hospital materno-infantil, inaugurado em 1959. Hoje arrendado para o governo paulista, o hospital Pérola Byington é uma referência em saúde da mulher e da criança.
Pérola morreu em 1963, em Nova York. Como conseguiu fazer tudo o que fez? "Isso não é trabalho. É vida!", dizia.