sessão pipoca
Dossiê MTV é apresentado aos leitores do Planeta
O vídeo do 4º Dossiê Jovem da MTV Brasil, cuja estréia foi em setembro de 2008, abordou o tema da sustentabilidade e fez tanto sucesso que a emissora decidiu promover outras sessões em escolas, ONGs e empresas, de acordo com o interesse do público. Ontem, foi a vez dos leitores do Planeta Sustentável acompanharem o que pensam os jovens sobre o meio ambiente
Thays Prado
Planeta Sustentável - 06/02/2009
A convite do Planeta Sustentável, na platéia do Auditório da Editora Abril estavam, na quinta-feira, 5 de fevereiro, membros do Conselho Consultivo, jornalistas, especialistas em sustentabilidade e os primeiros 20 leitores do site que se inscreveram para assistir ao vídeo do 4º Dossiê Universo Jovem, produzido pela MTV Brasil.
A cada três anos, a emissora prepara uma pesquisa para conhecer de perto os valores, comportamentos e atitudes dos jovens em relação a assuntos que lhes são relevantes. Em setembro do ano passado, foi lançada a 4ª edição do dossiê, que aborda o tema da sustentabilidade. O vídeodocumentário que ilustra a pesquisa foi exibido pela MTV Brasil e pelo Canal Ideal em outubro.
O sucesso foi tão grande que a equipe da MTV resolveu atender às várias solicitações de escolas, empresas e ONGs e levar o material para ser exibido nesses espaços. O vídeo só não está disponível na internet porque os entrevistados cederam seus direitos autorais apenas para exibição e não para reprodução.
De acordo com a pesquisa, os jovens estão bastante preocupados com:
- Violência: 43%;
- Desemprego: 39%;
- Drogas: 32%;
- Fome: 26%
- Aquecimento global: 24%;
- Desigualdade social: 23% e
- Poluição: 20%.
E quando pensam no futuro, entre os temas que mais ocupam suas cabeças, para 34% está o aquecimento global e, para 24%, a falta de água.
Ainda assim, a maioria não conhece o real significado do termo sustentabilidade e, talvez por isso mesmo, ainda tratam as questões relacionadas ao tema de maneira isolada, não percebendo as relações entre elas. Ao falarem sobre meio ambiente, assuntos como lixo, reciclagem e aquecimento global são recorrentes, o que nem sempre se reflete na prática: a maioria ainda não incorporou o hábito de separar o lixo e ainda associa a reciclagem a uma fonte de renda para algumas pessoas.
Apesar de terem a impressão de que sabem bastante sobre o tema – mais do que a população em geral e mesmo o governo – os jovens apresentam diferentes níveis de consciência ecológica, influenciados pela família, pela formação escolar e pela quantidade de informações que conseguem absorver sobre o assunto. Por isso, a pesquisa os dividiu em cinco perfis:
- Comprometidos: conhecem as causas ambientais, falam sobre o assunto com os amigos, têm pais mais conscientes e colocam o conhecimento que têm em prática;
- Teóricos: são os que mais possuem conhecimento, mas não têm tantas atitudes conscientes quanto os comprometidos, bastante idealistas com a questão do meio ambiente, são os que mais reivindicam;
- Refratários: não valorizam o assunto, assumem que não fazem nada pelo meio ambiente e acreditam que esse é um problema das gerações futuras;
- Intuitivos: não possuem muita informação sobre o assunto, dizem que gostariam de saber mais a respeito do tema e fazem um pouco mais do que os refratários;
- Eco-alienados: são os que menos sabem a respeito do tema e os que menos apresentam ações ecologicamente corretas.
O engenheiro Darcy Filho, da Sabesp, comentou que é muito importante que sejam mostrados também os jovens que ainda não tem consciência sobre o assunto e sequer se importam com o planeta, pois eles servem de alerta, já que refletem o que pensa boa parte da população e causam o incômodo necessário a quem assiste a seus depoimentos.
A educadora Suzana Facchini, uma das leitoras do Planeta Sustentável que conseguiu se inscrever para assistir ao vídeo, diz que percebe facilmente em qual perfil se encaixa cada um dos seus alunos e atribui à família a grande responsabilidade pela conscientização dos jovens.“A educação formal já está trabalhando o assunto, agora cabe aos pais também mudarem de postura e fazerem essa parceria com a escola. O problema é que eles educam de longe, como não têm tempo, simplesmente dão dinheiro para os filhos se divertirem no shopping”.
De fato, a escola tem abordado bastante o assunto. E os próprios jovens reconhecem a importância da educação para garantir a preservação da natureza, evitar o desmatamento, a extinção de espécies e a poluição. A pesquisa mostra que os alunos aprendem, especialmente, sobre os seguintes temas:
- aquecimento global;
- falta de água;
- camada de ozônio;
- tsunami;
- derretimento das geleiras;
- desmatamento;
- emissão de CO2 e
- Protocolo de Kyoto.
Em relação ao papel desempenhado por outros atores da sociedade, 60% não sabem o que o governo faz pelo meio ambiente, sendo que 34% consideram que nada é feito; 40% acreditam que as empresas investem em preservação por questões financeiras, 39% dizem que a propaganda dessas organizações não condiz com a prática e 37% acham que elas usam o termo desenvolvimento sustentável só porque está na moda.
Quando o assunto é a mídia, os entrevistados disseram que ela poderia ir além da propaganda e da informação e ser mais mobilizadora. Para a fundadora da ONG Capão Redondo e também leitora do Planeta Sustentável, Priscila Fradejas, que trabalha com a conscientização ambiental de adolescentes e idosos, os veículos de comunicação deveriam mostrar menos catástrofes e lições de moral e apresentar mais maneiras de o jovem participar desse cuidado com o meio ambiente. A impressão da moça foi comprovada pela pesquisa.
A opinião da diretora de programação da MTV, Cris Lobo, que apresentou o documentário ao público nesta quinta-feira, é a de que o tema da sustentabilidade realmente veio para ficar. De acordo com o dossiê, independentemente do grau de informação dos jovens, eles sabem que a situação do planeta é séria e que as gerações futuras vão sofrer com isso e 83% concordam que, de um jeito ou de outro, o homem vai ter que mudar sua postura em relação com o meio ambiente.
A convite do Planeta Sustentável, na platéia do Auditório da Editora Abril estavam, na quinta-feira, 5 de fevereiro, membros do Conselho Consultivo, jornalistas, especialistas em sustentabilidade e os primeiros 20 leitores do site que se inscreveram para assistir ao vídeo do 4º Dossiê Universo Jovem, produzido pela MTV Brasil.
A cada três anos, a emissora prepara uma pesquisa para conhecer de perto os valores, comportamentos e atitudes dos jovens em relação a assuntos que lhes são relevantes. Em setembro do ano passado, foi lançada a 4ª edição do dossiê, que aborda o tema da sustentabilidade. O vídeodocumentário que ilustra a pesquisa foi exibido pela MTV Brasil e pelo Canal Ideal em outubro.
O sucesso foi tão grande que a equipe da MTV resolveu atender às várias solicitações de escolas, empresas e ONGs e levar o material para ser exibido nesses espaços. O vídeo só não está disponível na internet porque os entrevistados cederam seus direitos autorais apenas para exibição e não para reprodução.
De acordo com a pesquisa, os jovens estão bastante preocupados com:
- Violência: 43%;
- Desemprego: 39%;
- Drogas: 32%;
- Fome: 26%
- Aquecimento global: 24%;
- Desigualdade social: 23% e
- Poluição: 20%.
E quando pensam no futuro, entre os temas que mais ocupam suas cabeças, para 34% está o aquecimento global e, para 24%, a falta de água.
Ainda assim, a maioria não conhece o real significado do termo sustentabilidade e, talvez por isso mesmo, ainda tratam as questões relacionadas ao tema de maneira isolada, não percebendo as relações entre elas. Ao falarem sobre meio ambiente, assuntos como lixo, reciclagem e aquecimento global são recorrentes, o que nem sempre se reflete na prática: a maioria ainda não incorporou o hábito de separar o lixo e ainda associa a reciclagem a uma fonte de renda para algumas pessoas.
Apesar de terem a impressão de que sabem bastante sobre o tema – mais do que a população em geral e mesmo o governo – os jovens apresentam diferentes níveis de consciência ecológica, influenciados pela família, pela formação escolar e pela quantidade de informações que conseguem absorver sobre o assunto. Por isso, a pesquisa os dividiu em cinco perfis:
- Comprometidos: conhecem as causas ambientais, falam sobre o assunto com os amigos, têm pais mais conscientes e colocam o conhecimento que têm em prática;
- Teóricos: são os que mais possuem conhecimento, mas não têm tantas atitudes conscientes quanto os comprometidos, bastante idealistas com a questão do meio ambiente, são os que mais reivindicam;
- Refratários: não valorizam o assunto, assumem que não fazem nada pelo meio ambiente e acreditam que esse é um problema das gerações futuras;
- Intuitivos: não possuem muita informação sobre o assunto, dizem que gostariam de saber mais a respeito do tema e fazem um pouco mais do que os refratários;
- Eco-alienados: são os que menos sabem a respeito do tema e os que menos apresentam ações ecologicamente corretas.
O engenheiro Darcy Filho, da Sabesp, comentou que é muito importante que sejam mostrados também os jovens que ainda não tem consciência sobre o assunto e sequer se importam com o planeta, pois eles servem de alerta, já que refletem o que pensa boa parte da população e causam o incômodo necessário a quem assiste a seus depoimentos.
A educadora Suzana Facchini, uma das leitoras do Planeta Sustentável que conseguiu se inscrever para assistir ao vídeo, diz que percebe facilmente em qual perfil se encaixa cada um dos seus alunos e atribui à família a grande responsabilidade pela conscientização dos jovens.“A educação formal já está trabalhando o assunto, agora cabe aos pais também mudarem de postura e fazerem essa parceria com a escola. O problema é que eles educam de longe, como não têm tempo, simplesmente dão dinheiro para os filhos se divertirem no shopping”.
De fato, a escola tem abordado bastante o assunto. E os próprios jovens reconhecem a importância da educação para garantir a preservação da natureza, evitar o desmatamento, a extinção de espécies e a poluição. A pesquisa mostra que os alunos aprendem, especialmente, sobre os seguintes temas:
- aquecimento global;
- falta de água;
- camada de ozônio;
- tsunami;
- derretimento das geleiras;
- desmatamento;
- emissão de CO2 e
- Protocolo de Kyoto.
Em relação ao papel desempenhado por outros atores da sociedade, 60% não sabem o que o governo faz pelo meio ambiente, sendo que 34% consideram que nada é feito; 40% acreditam que as empresas investem em preservação por questões financeiras, 39% dizem que a propaganda dessas organizações não condiz com a prática e 37% acham que elas usam o termo desenvolvimento sustentável só porque está na moda.
Quando o assunto é a mídia, os entrevistados disseram que ela poderia ir além da propaganda e da informação e ser mais mobilizadora. Para a fundadora da ONG Capão Redondo e também leitora do Planeta Sustentável, Priscila Fradejas, que trabalha com a conscientização ambiental de adolescentes e idosos, os veículos de comunicação deveriam mostrar menos catástrofes e lições de moral e apresentar mais maneiras de o jovem participar desse cuidado com o meio ambiente. A impressão da moça foi comprovada pela pesquisa.
A opinião da diretora de programação da MTV, Cris Lobo, que apresentou o documentário ao público nesta quinta-feira, é a de que o tema da sustentabilidade realmente veio para ficar. De acordo com o dossiê, independentemente do grau de informação dos jovens, eles sabem que a situação do planeta é séria e que as gerações futuras vão sofrer com isso e 83% concordam que, de um jeito ou de outro, o homem vai ter que mudar sua postura em relação com o meio ambiente.