voz ativa
Escola de gente
O que as pessoas poderiam aprender numa escola de gente se não ser mais gente ainda? Pois esta é mesmo a intenção: assumir nossa integralidade como seres humanos, com nossas qualidades e limitações, possibilidades e impossibilidades
Por Ingrid Cristina Pereira
Revista Vida Simples – 02/2009
Em outras palavras, a Escola de Gente surgiu para trabalhar com a inclusão social, principalmente de quem não ouve, vê, anda ou pensa como a maioria da população. A ideia veio de uma jornalista carioca, Claudia Werneck. Ela já trabalhava com inclusão social quando ouviu um locutor falar, durante as Olimpíadas de Sydney, de 2000, “que ali estava o melhor que a raça humana poderia produzir”. Ela pensou imediatamente: “E quem seria o pior? Quem tinha limites, como cegos, surdos, paraplégicos ou gente com deficiências genéticas? Eles seriam o pior da raça humana?” Claudia ficou indignada e decidiu fazer alguma coisa. Juntou-se a um grupo de publicitários e jornalistas para trabalhar com a inclusão social na mídia, fazendo um site, cursos, livros e programas. Nesses cursos, dedicados a formadores de opinião e adolescentes, também estão pessoas com deficiência. “Era comum a gente ver cursos de inclusão específicos para defi cientes. O conceito de inclusão já se contradizia. Aqui tudo é misturado”, diz Claudia. A Escola de Gente tem apoio de instituições internacionais, como a Save the Children da Suécia, já realizou mais de 2 mil Oficinas de Inclusão e tem um programa de rádio sobre o assunto e um grupo de teatro de conscientização (Os Inclusos e os Sisos), fora o site. Seu público- alvo está em escolas e universidades – para disseminar a ideia de que, sim, todos somos iguais em humanidade.
Em outras palavras, a Escola de Gente surgiu para trabalhar com a inclusão social, principalmente de quem não ouve, vê, anda ou pensa como a maioria da população. A ideia veio de uma jornalista carioca, Claudia Werneck. Ela já trabalhava com inclusão social quando ouviu um locutor falar, durante as Olimpíadas de Sydney, de 2000, “que ali estava o melhor que a raça humana poderia produzir”. Ela pensou imediatamente: “E quem seria o pior? Quem tinha limites, como cegos, surdos, paraplégicos ou gente com deficiências genéticas? Eles seriam o pior da raça humana?” Claudia ficou indignada e decidiu fazer alguma coisa. Juntou-se a um grupo de publicitários e jornalistas para trabalhar com a inclusão social na mídia, fazendo um site, cursos, livros e programas. Nesses cursos, dedicados a formadores de opinião e adolescentes, também estão pessoas com deficiência. “Era comum a gente ver cursos de inclusão específicos para defi cientes. O conceito de inclusão já se contradizia. Aqui tudo é misturado”, diz Claudia. A Escola de Gente tem apoio de instituições internacionais, como a Save the Children da Suécia, já realizou mais de 2 mil Oficinas de Inclusão e tem um programa de rádio sobre o assunto e um grupo de teatro de conscientização (Os Inclusos e os Sisos), fora o site. Seu público- alvo está em escolas e universidades – para disseminar a ideia de que, sim, todos somos iguais em humanidade.