história de vida
Luta pela terra (e pelo pão)
A história de amor pelos pobres e injustiçados da irmã Dorothy Stang
Da Redação
Revista Vida Simples - 09/2008
Ela vivia há quase 40 anos na região úmida e sufocante de Anapu, no Pará. Para Dorothy, ali morava seu povo. Hospedava-se na casa dos agricultores, assim como mantinha suas portas abertas para eles. Adorava nadar no rio, andar de moto, pintar quadros, dançar forró, colocar seu vestido de girassóis amarelos e ir a festas. O amor pelos pobres e injustiçados ela aprendeu ainda pequena em Ohio, nos Estados Unidos, onde nasceu, em uma família de muitos irmãos e de uma solidariedade espantosa.
Essa herança ela trouxe ao Brasil, para onde veio em 1966. Sua luta, descrita no livro A Dádiva Maior (Globo), foi pelo assentamento sustentado de agricultores e pelo direito que tinham de morar em suas terras. Criou mais de 23 escolas e várias comunidades de base. Mas sua morte entre os assassinos da região tinha um preço: 50 mil reais. Quando levou seis tiros a queima-roupa, em 2005, trazia na bolsa um presente valioso: os documentos que aprovavam o condomínio Esperança, criado por ela, com terras legítimas para o uso dos agricultores da região.
Um dos mandantes de seu assassinato, o fazendeiro Bida, foi inocentado em maio deste ano. No funeral de Dorothy, comovido, um homem do povo sussurrou junto ao corpo: “Está tudo bem, irmã Dorothy. Não estamos enterrando você. Estamos plantando uma semente...”
Ela vivia há quase 40 anos na região úmida e sufocante de Anapu, no Pará. Para Dorothy, ali morava seu povo. Hospedava-se na casa dos agricultores, assim como mantinha suas portas abertas para eles. Adorava nadar no rio, andar de moto, pintar quadros, dançar forró, colocar seu vestido de girassóis amarelos e ir a festas. O amor pelos pobres e injustiçados ela aprendeu ainda pequena em Ohio, nos Estados Unidos, onde nasceu, em uma família de muitos irmãos e de uma solidariedade espantosa.
Essa herança ela trouxe ao Brasil, para onde veio em 1966. Sua luta, descrita no livro A Dádiva Maior (Globo), foi pelo assentamento sustentado de agricultores e pelo direito que tinham de morar em suas terras. Criou mais de 23 escolas e várias comunidades de base. Mas sua morte entre os assassinos da região tinha um preço: 50 mil reais. Quando levou seis tiros a queima-roupa, em 2005, trazia na bolsa um presente valioso: os documentos que aprovavam o condomínio Esperança, criado por ela, com terras legítimas para o uso dos agricultores da região.
Um dos mandantes de seu assassinato, o fazendeiro Bida, foi inocentado em maio deste ano. No funeral de Dorothy, comovido, um homem do povo sussurrou junto ao corpo: “Está tudo bem, irmã Dorothy. Não estamos enterrando você. Estamos plantando uma semente...”