carga social
Leitura sobre rodas
Projeto Biblioteca Móvel, da Viação Itapemirim, já levou cultura para 215 000 moradores de 126 cidades
Por Camila Stähelin
Revista Quatro Rodas Frota S.A. - 01/08/2008
A Viação Itapemirim, uma das maiores empresas de transporte do país, transformou dois ônibus de sua frota em bibliotecas itinerantes. O objetivo da iniciativa é promover a formação de leitores e a disseminação da informação para os mais diversos usuários: habitantes dos centros urbanos, das periferias, das zonas rurais e, principalmente, de localidades que não contam com serviços bibliotecários. “O incentivo à leitura se faz primeiro com acesso e depois com bons livros”, diz Erika Facca, responsável pelo projeto Biblioteca Móvel.
Para organizar e disponibilizar o acervo de 1 500 livros, os dois veículos foram adaptados para oferecer o que existe de mais moderno em tecnologia da informação. Telão, computador, impressora, vídeo, DVD e sistema de som complementam a estrutura. A intenção da empresa é transformar o local em um verdadeiro centro cultural, com eventos como espetáculos teatrais e apresentações musicais. “Queremos desmistificar a biblioteca, principalmente para os que não têm familiaridade. E já percebemos que está dando certo. As pessoas saem com uma impressão diferente da que entraram”, afirma Erika.
Obras de literatura formam a maior parte do acervo, mas os veículos também levam dicionários, livros de culinária e obras de cultura geral. Cada unidade fica um mês dentro de uma cidade. “Procuramos visitar três localidades diferentes em cada município: uma área central, outra periférica e outra na zona rural”, diz Erika. Há dois monitores fixos por veículo, que viajam com a biblioteca ambulante.
AGENTES MULTIPLICADORES
A interação com a comunidade é uma importante premissa. “Convidamos seis moradores do lugar para atuarem como agentes multiplicadores. Fazemos parceria com prefeituras e secretarias de Educação, que costumam indicar ou ajudar a escolher essas pessoas”, diz Erika. Além disso, são essas instituições que normalmente oferecem estacionamento para os veículos, luz e água. É graças a um patrocínio da Shell, por exemplo, que a segunda biblioteca começou a rodar já no início do projeto. Outra parceria foi firmada com a Barsa, para a ampliação do acervo.
O projeto, que entra no seu terceiro ano de funcionamento, foi cuidadosamente planejado desde sua concepção. A professora Walda de Andrade Antunes, da Universidade de Brasília, foi chamada para dar vida à ação. “Pensamos em todos os detalhes: organização do espaço, seleção e criação do acervo e política de atendimento”, diz Walda.
Desde 2005, as duas unidades já rodaram quase 60 000 quilômetros em 126 municípios de 18 estados. Nesse período, os dois veículos receberam cerca de 215 000 visitantes. A meta é aumentar o número de ônibus e buscar outros patrocinadores para poder ampliar a atuação. “Uma iniciativa como essa deve servir de estímulo e modelo para outras instituições que têm condições de fazer um trabalho parecido”, diz Walda. “Levar leitura e informação onde não existe é algo louvável.”
A Viação Itapemirim, uma das maiores empresas de transporte do país, transformou dois ônibus de sua frota em bibliotecas itinerantes. O objetivo da iniciativa é promover a formação de leitores e a disseminação da informação para os mais diversos usuários: habitantes dos centros urbanos, das periferias, das zonas rurais e, principalmente, de localidades que não contam com serviços bibliotecários. “O incentivo à leitura se faz primeiro com acesso e depois com bons livros”, diz Erika Facca, responsável pelo projeto Biblioteca Móvel.
Para organizar e disponibilizar o acervo de 1 500 livros, os dois veículos foram adaptados para oferecer o que existe de mais moderno em tecnologia da informação. Telão, computador, impressora, vídeo, DVD e sistema de som complementam a estrutura. A intenção da empresa é transformar o local em um verdadeiro centro cultural, com eventos como espetáculos teatrais e apresentações musicais. “Queremos desmistificar a biblioteca, principalmente para os que não têm familiaridade. E já percebemos que está dando certo. As pessoas saem com uma impressão diferente da que entraram”, afirma Erika.
Obras de literatura formam a maior parte do acervo, mas os veículos também levam dicionários, livros de culinária e obras de cultura geral. Cada unidade fica um mês dentro de uma cidade. “Procuramos visitar três localidades diferentes em cada município: uma área central, outra periférica e outra na zona rural”, diz Erika. Há dois monitores fixos por veículo, que viajam com a biblioteca ambulante.
AGENTES MULTIPLICADORES
A interação com a comunidade é uma importante premissa. “Convidamos seis moradores do lugar para atuarem como agentes multiplicadores. Fazemos parceria com prefeituras e secretarias de Educação, que costumam indicar ou ajudar a escolher essas pessoas”, diz Erika. Além disso, são essas instituições que normalmente oferecem estacionamento para os veículos, luz e água. É graças a um patrocínio da Shell, por exemplo, que a segunda biblioteca começou a rodar já no início do projeto. Outra parceria foi firmada com a Barsa, para a ampliação do acervo.
O projeto, que entra no seu terceiro ano de funcionamento, foi cuidadosamente planejado desde sua concepção. A professora Walda de Andrade Antunes, da Universidade de Brasília, foi chamada para dar vida à ação. “Pensamos em todos os detalhes: organização do espaço, seleção e criação do acervo e política de atendimento”, diz Walda.
Desde 2005, as duas unidades já rodaram quase 60 000 quilômetros em 126 municípios de 18 estados. Nesse período, os dois veículos receberam cerca de 215 000 visitantes. A meta é aumentar o número de ônibus e buscar outros patrocinadores para poder ampliar a atuação. “Uma iniciativa como essa deve servir de estímulo e modelo para outras instituições que têm condições de fazer um trabalho parecido”, diz Walda. “Levar leitura e informação onde não existe é algo louvável.”