engajados
Fazendo a diferença
Casal cria ONG para proteger o litoral brasileiro e prova que, mesmo sem a ajuda do governo, é possível preservar o meio ambiente
Por Lorena Verli
Revista Ana Maria - 16/07/2008
Tudo começou em 1999. No Rio de Janeiro, o verão daquele ano foi marcado pelo rompimento de um tubo submarino que transporta para o mar aberto o esgoto produzido na cidade, evitando a liberação de poluentes na orla. Resultado: as principais praias cariocas foram interditadas para uso dos banhistas, porque estavam completamente poluídas.
[img1]Marcelo Marinello, de 50 anos, que na época era professor de surfe, não pôde mais dar aulas. Revoltado com a situação, ele fincou uma prancha na areia e afixou nela cartazes com informações sobre o acidente.Depois, promoveu uma passeata. Fechamos a avenida Vieira Souto, em frente à praia de Ipanema. Queríamos mobilizar toda a população carioca. Foi então que surgiu a S.O.S. Praias Brasil, conta ele.
[img2]HOMEM BITUCA E MULHER LATINHA
A ONG é formada apenas por Marcelo e sua esposa, Heloísa Azevedo, que é professora de Educação Física. Durante o ano todo, o casal percorre várias praias em um motorhome (espécie de casa sobre rodas) fazendo campanhas de conscientização, principalmente durante campeonatos de surfe e shows. Para chamar a atenção, eles usam fantasias: ele, de Homem Bituca; ela, de Mulher Latinha. Vestidos com roupas de super-heróis do meio ambiente, eles catam lixo, distribuem sacos plásticos e brincam com as crianças. Algumas pessoas participam, mas muitas viram a cara e continuam sujando. O brasileiro não tem consciência ambiental. Ele sabe que precisa fazer alguma coisa, mas não se dá ao trabalho, diz Marcelo.
TODOS PODEM AJUDAR
Para fazer a ONG sobreviver, Marcelo e Heloísa estão sempre atrás de apoio. Não recebemos ajuda do governo, mas ao longo dos anos conhecemos pessoas dispostas a nos ajudar, explicam. Eles também decidiram fazer um abaixo-assinado para criar um projeto de lei que obrigue cidades litorâneas a construir estações de tratamento de esgoto. Em oito anos, juntaram 300 mil assinaturas. É pouco. Qualquer pessoa pode ajudar. É só imprimir a lista no site www.sospraiasbrasil.org.br, colher assinaturas entre os amigos e nos reenviar pelo correio. Segundo Marcelo, não adianta reclamar que o planeta está piorando e não se mobilizar para mudar as coisas. Uma pessoa pode fazer muita coisa. Basta ter uma idéia e batalhar por ela. O casal é a prova de que isso é possível!
AS LIÇÕES DA S.O.S. PRAIAS BRASIL
Tenha a iniciativa
A ONG S.O.S. Praias Brasil surgiu de uma atitude simples, de fincar a prancha na areia. Não é necessário mobilizar um exército para mudar o mundo: basta acreditar nas suas idéias e lutar para torná-las realidade no seu dia-a-dia.
[img3]Pense nas crianças
Elas são o futuro. É nelas que temos de construir a idéia de preservação. É difícil mudar o comportamento de um adulto mal-educado, mas as crianças ainda podem ser conscientizadas, explica Marcelo.
Não desista
Como não recebem ajuda garantida todo mês, às vezes as contas apertam. Heloísa já pensou em voltar a dar aulas. Mas o Marcelo não me deixa desistir. Por mais dificuldades que a gente passe, ele tem certeza de que fazer isso é o certo.
Tenha colaboradores
Conseguimos manter a ONG por causa das pessoas que conhecemos nos últimos anos. Elas sabem do nosso projeto e contribuem para nossas campanhas, doam camisetas e adesivos para vendermos. Sem eles, a S.O.S. Praias Brasil não estaria viva até hoje, conta Marcelo.
Tudo começou em 1999. No Rio de Janeiro, o verão daquele ano foi marcado pelo rompimento de um tubo submarino que transporta para o mar aberto o esgoto produzido na cidade, evitando a liberação de poluentes na orla. Resultado: as principais praias cariocas foram interditadas para uso dos banhistas, porque estavam completamente poluídas.
[img1]Marcelo Marinello, de 50 anos, que na época era professor de surfe, não pôde mais dar aulas. Revoltado com a situação, ele fincou uma prancha na areia e afixou nela cartazes com informações sobre o acidente.Depois, promoveu uma passeata. Fechamos a avenida Vieira Souto, em frente à praia de Ipanema. Queríamos mobilizar toda a população carioca. Foi então que surgiu a S.O.S. Praias Brasil, conta ele.
[img2]HOMEM BITUCA E MULHER LATINHA
A ONG é formada apenas por Marcelo e sua esposa, Heloísa Azevedo, que é professora de Educação Física. Durante o ano todo, o casal percorre várias praias em um motorhome (espécie de casa sobre rodas) fazendo campanhas de conscientização, principalmente durante campeonatos de surfe e shows. Para chamar a atenção, eles usam fantasias: ele, de Homem Bituca; ela, de Mulher Latinha. Vestidos com roupas de super-heróis do meio ambiente, eles catam lixo, distribuem sacos plásticos e brincam com as crianças. Algumas pessoas participam, mas muitas viram a cara e continuam sujando. O brasileiro não tem consciência ambiental. Ele sabe que precisa fazer alguma coisa, mas não se dá ao trabalho, diz Marcelo.
TODOS PODEM AJUDAR
Para fazer a ONG sobreviver, Marcelo e Heloísa estão sempre atrás de apoio. Não recebemos ajuda do governo, mas ao longo dos anos conhecemos pessoas dispostas a nos ajudar, explicam. Eles também decidiram fazer um abaixo-assinado para criar um projeto de lei que obrigue cidades litorâneas a construir estações de tratamento de esgoto. Em oito anos, juntaram 300 mil assinaturas. É pouco. Qualquer pessoa pode ajudar. É só imprimir a lista no site www.sospraiasbrasil.org.br, colher assinaturas entre os amigos e nos reenviar pelo correio. Segundo Marcelo, não adianta reclamar que o planeta está piorando e não se mobilizar para mudar as coisas. Uma pessoa pode fazer muita coisa. Basta ter uma idéia e batalhar por ela. O casal é a prova de que isso é possível!
AS LIÇÕES DA S.O.S. PRAIAS BRASIL
Tenha a iniciativa
A ONG S.O.S. Praias Brasil surgiu de uma atitude simples, de fincar a prancha na areia. Não é necessário mobilizar um exército para mudar o mundo: basta acreditar nas suas idéias e lutar para torná-las realidade no seu dia-a-dia.
[img3]Pense nas crianças
Elas são o futuro. É nelas que temos de construir a idéia de preservação. É difícil mudar o comportamento de um adulto mal-educado, mas as crianças ainda podem ser conscientizadas, explica Marcelo.
Não desista
Como não recebem ajuda garantida todo mês, às vezes as contas apertam. Heloísa já pensou em voltar a dar aulas. Mas o Marcelo não me deixa desistir. Por mais dificuldades que a gente passe, ele tem certeza de que fazer isso é o certo.
Tenha colaboradores
Conseguimos manter a ONG por causa das pessoas que conhecemos nos últimos anos. Elas sabem do nosso projeto e contribuem para nossas campanhas, doam camisetas e adesivos para vendermos. Sem eles, a S.O.S. Praias Brasil não estaria viva até hoje, conta Marcelo.