Tá fresquinho, madame?
Saladão musical
Orquestra usa verdures e legumes para fazer um som ¿gostoso¿
Por Anna Virginia Balloussier
Revista Superinteressante - 06/2008
Você gostava de brincar com a comida durante as refeições, mas sempre levava bronca dos seus pais por causa disso? Sinta-se vingado com a Orquestra Vegetal: um grupo de 11 músicos que usa verduras e legumes para fazer música. São flautas de cenoura, reco-recos feitos de nabo e talos de alhoporro – Stradivarius que nos perdoe – que dão um violino e tanto. O saladão sonoro começou em Viena, Áustria, em 1998, e desde então percorre Europa e Ásia em turnês cheias de frescura. No bom sentido, claro. É que, para o som sair legal, os instrumentos precisam estar fresquinhos – antes das apresentações, o grupo vai até a feira para comprar as matérias-primas.
Segundo o líder da orquestra, Ernst Reitermaier, o ideal é que os legumes sejam grandes e tenham bastante água dentro, pois isso resulta num som mais delicado. Entre uma música e outra, os instrumentos ficam descansando dentro de baldes (para que não sejam ressecados pela iluminação do palco). O grupo, que tem dois cds gravados, faz um som muito estranho, que parece uma mistura de jazz e música eletrônica – é possível ouvir algumas músicas em www. gemueseorchester.org. Ao final do show, em vez de quebrar guitarras no palco, a banda reaproveita parte dos instrumentos orgânicos. Depois de dar aquela “canja” no palco, a Orquestra Vegetal oferece outro tipo de sopa, literalmente: serve à platéia um caldão de vegetais. Ou seja: mesmo se você não gostar da música, pelo menos não vai embora para casa de barriga vazia.
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Orquestra de vegetais
Você gostava de brincar com a comida durante as refeições, mas sempre levava bronca dos seus pais por causa disso? Sinta-se vingado com a Orquestra Vegetal: um grupo de 11 músicos que usa verduras e legumes para fazer música. São flautas de cenoura, reco-recos feitos de nabo e talos de alhoporro – Stradivarius que nos perdoe – que dão um violino e tanto. O saladão sonoro começou em Viena, Áustria, em 1998, e desde então percorre Europa e Ásia em turnês cheias de frescura. No bom sentido, claro. É que, para o som sair legal, os instrumentos precisam estar fresquinhos – antes das apresentações, o grupo vai até a feira para comprar as matérias-primas.
Segundo o líder da orquestra, Ernst Reitermaier, o ideal é que os legumes sejam grandes e tenham bastante água dentro, pois isso resulta num som mais delicado. Entre uma música e outra, os instrumentos ficam descansando dentro de baldes (para que não sejam ressecados pela iluminação do palco). O grupo, que tem dois cds gravados, faz um som muito estranho, que parece uma mistura de jazz e música eletrônica – é possível ouvir algumas músicas em www. gemueseorchester.org. Ao final do show, em vez de quebrar guitarras no palco, a banda reaproveita parte dos instrumentos orgânicos. Depois de dar aquela “canja” no palco, a Orquestra Vegetal oferece outro tipo de sopa, literalmente: serve à platéia um caldão de vegetais. Ou seja: mesmo se você não gostar da música, pelo menos não vai embora para casa de barriga vazia.
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