carona corporativa
Site organiza carona entre funcionários de empresas
O site do projeto MelhorAr, lançado durante a Mostra de Tecnologia Sustentável, na 10ª Conferência do Instituto Ethos, começou a funcionar esta semana. As empresas podem se cadastrar gratuitamente para que seus funcionários ofereçam e aceitem carona e diminuam a quantidade de carros nas ruas de São Paulo
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 05/06/2008
Que paulistano não está cansado do trânsito que enfrenta diariamente? E quem, minimamente consciente, não se irrita ao perceber que praticamente todos os carros em um engarrafamento contêm apenas o motorista?
[img1] Para reduzir a quantidade de veículos nas ruas da cidade, aliviar os congestionamentos e reduzir as emissões de CO2, a agência de comunicação Believe e a empresa de TI Wise Business criaram o projeto MelhorAr, cuja idéia é criar a cultura da carona nas metrópoles. Assim, alguns dias por semana, parte dos motoristas deixaria seus carros em casa e iria para o trabalho de carona.
Para que isso seja feito de maneira segura – afinal, ninguém em uma grande cidade pensa em sair pegando carona com qualquer um por aí –, a princípio, preferiu-se restringir a participação no projeto a funcionários de empresas previamente cadastradas no sistema. Até porque é mais fácil organizar e disseminar a prática entre os empregados por meio da equipe de RH de cada corporação.
COMO FUNCIONA
As empresas interessadas em participar, cadastram-se, gratuitamente, no site do projeto e recebem login e senha de acesso, que devem ser repassados aos funcionários que desejem oferecer ou pedir carona, ou mesmo as duas coisas.
Cada participante do programa precisa fazer seu próprio cadastro no site e se identificar a partir de seu e-mail corporativo, para que o sistema cheque se ele realmente trabalha em uma empresa cadastrada.
Quando se insere no programa, o usuário monta seu perfil com informações que vão dos dias da semana em que pode oferecer carona e em quais gostaria de receber, endereço, empresa onde trabalha, cargo que ocupa, sexo, faixa etária, se é ou não fumante, se possui filhos e até seu tipo de música preferido.
Em seguida, por meio da tecnologia do Google Maps, é criado o trajeto que o motorista faz de sua casa até o trabalho. Por meio do cruzamento de dados de todos os usuários, o sistema aponta as pessoas que moram próximas àquele percurso e precisam de carona.
O motorista pode escolher para quais pessoas sinalizadas em seu caminho vai oferecer carona, clicando no perfil de cada uma delas. Ele só tem seu perfil divulgado para as pessoas às quais oferece carona, de modo que, se não gostar do perfil de alguns usuários, eles não saberão que alguém lhes recusou um banco. Só depois que o motorista oferece a carona e o outro usuário aceita, eles são identificados um para o outro e podem combinar os detalhes.
Caso o motorista queira cobrar pela carona, o próprio sistema calcula o custo total do trajeto até a empresa e divide o preço pelo número de passageiros de cada veículo.
As empresas podem optar por permitir que as demandas e ofertas de carona por parte de seus empregados estejam disponíveis para todos os demais membros cadastrados ou apenas para os outros usuários da mesma empresa. Neste segundo caso, é necessário pagar pelo serviço – R$1 por mês, por funcionário cadastrado.
O site também permite que empresas, ONGs e instituições públicas cadastrem seus eventos para que os usuários possam se deslocar até eles em menos carros.
CONTROLE DE EMISSÕES
No cadastro, ao informar marca e modelo do veículo, se é do tipo flex ou convencional, região onde mora e distância que percorre, cada motorista também fica sabendo quanto de CO2 emite por dia.
Do mesmo modo, a empresa recebe um relatório com a quantidade de CO2 que tem deixado de emitir pelo fato de participar do projeto e obtém orientações de como neutralizar as emissões inevitáveis – já que alguns carros precisam continuar circulando para levar as pessoas até o trabalho.
Para ter certeza de que os usuários estão, de fato, oferecendo e pegando carona nos dias declarados no site, o sistema envia mensagem – que pode ser respondida por e-mail, celular ou pelo próprio site – verificando se a carona realmente aconteceu no dia em questão.
EXPANSÃO DO PROJETO
Com base no cálculo da quantidade de funcionários que possuem carros nas quinhentas maiores empresas do país, o projeto estima que - caso se torne parte da cultura urbana -, em três anos, pode reduzir em um milhão o número de automóveis que circulam diariamente em São Paulo.
Em setembro, o projeto vai estar disponível para a cidade de Belo Horizonte e, em novembro, para o Rio de Janeiro. Nessas duas cidades, o número de veículos a menos nas ruas, em três anos, é de, respectivamente, 800 mil e um milhão. Porto Alegre terá acesso ao serviço a partir do ano que vem e pode ter sua frota reduzida em 600 mil carros por dia no próximo triênio.
Com o tempo, o projeto pretende funcionar também para escolas, universidades e organizações em geral. Os idealizadores do programa acreditam que, além de atuar no problema mais gritante do município de São Paulo – e que promete entrar em colapso em breve –, a carona pode ser um bom instrumento de socialização.
Leia também:
Quantas pessoas cabem no seu carro?
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Para que isso seja feito de maneira segura – afinal, ninguém em uma grande cidade pensa em sair pegando carona com qualquer um por aí –, a princípio, preferiu-se restringir a participação no projeto a funcionários de empresas previamente cadastradas no sistema. Até porque é mais fácil organizar e disseminar a prática entre os empregados por meio da equipe de RH de cada corporação.
COMO FUNCIONA
As empresas interessadas em participar, cadastram-se, gratuitamente, no site do projeto e recebem login e senha de acesso, que devem ser repassados aos funcionários que desejem oferecer ou pedir carona, ou mesmo as duas coisas.
Cada participante do programa precisa fazer seu próprio cadastro no site e se identificar a partir de seu e-mail corporativo, para que o sistema cheque se ele realmente trabalha em uma empresa cadastrada.
Quando se insere no programa, o usuário monta seu perfil com informações que vão dos dias da semana em que pode oferecer carona e em quais gostaria de receber, endereço, empresa onde trabalha, cargo que ocupa, sexo, faixa etária, se é ou não fumante, se possui filhos e até seu tipo de música preferido.
Em seguida, por meio da tecnologia do Google Maps, é criado o trajeto que o motorista faz de sua casa até o trabalho. Por meio do cruzamento de dados de todos os usuários, o sistema aponta as pessoas que moram próximas àquele percurso e precisam de carona.
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Caso o motorista queira cobrar pela carona, o próprio sistema calcula o custo total do trajeto até a empresa e divide o preço pelo número de passageiros de cada veículo.
As empresas podem optar por permitir que as demandas e ofertas de carona por parte de seus empregados estejam disponíveis para todos os demais membros cadastrados ou apenas para os outros usuários da mesma empresa. Neste segundo caso, é necessário pagar pelo serviço – R$1 por mês, por funcionário cadastrado.
O site também permite que empresas, ONGs e instituições públicas cadastrem seus eventos para que os usuários possam se deslocar até eles em menos carros.
CONTROLE DE EMISSÕES
No cadastro, ao informar marca e modelo do veículo, se é do tipo flex ou convencional, região onde mora e distância que percorre, cada motorista também fica sabendo quanto de CO2 emite por dia.
Do mesmo modo, a empresa recebe um relatório com a quantidade de CO2 que tem deixado de emitir pelo fato de participar do projeto e obtém orientações de como neutralizar as emissões inevitáveis – já que alguns carros precisam continuar circulando para levar as pessoas até o trabalho.
Para ter certeza de que os usuários estão, de fato, oferecendo e pegando carona nos dias declarados no site, o sistema envia mensagem – que pode ser respondida por e-mail, celular ou pelo próprio site – verificando se a carona realmente aconteceu no dia em questão.
EXPANSÃO DO PROJETO
Com base no cálculo da quantidade de funcionários que possuem carros nas quinhentas maiores empresas do país, o projeto estima que - caso se torne parte da cultura urbana -, em três anos, pode reduzir em um milhão o número de automóveis que circulam diariamente em São Paulo.
Em setembro, o projeto vai estar disponível para a cidade de Belo Horizonte e, em novembro, para o Rio de Janeiro. Nessas duas cidades, o número de veículos a menos nas ruas, em três anos, é de, respectivamente, 800 mil e um milhão. Porto Alegre terá acesso ao serviço a partir do ano que vem e pode ter sua frota reduzida em 600 mil carros por dia no próximo triênio.
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