ECOGALÃ
Astro verde
Com o lançamento de seu documentário ecológico, The 11th Hour, sexta-feira (17) nos Estados Unidos, o ator e produtor leva a discussão ambiental para a sala do cinema
Por Elaine Guerini*
Revista Contigo! - 16/08/2007
O público conhece Leonardo DiCaprio, 32 anos, pelos seus atributos mais óbvios: o rosto bonito, o corpo atlético e o talento para encarnar tipos intensos nas telas. Mas o astro projetado mundialmente com Titanic (1997) - até hoje a maior bilheteria de todos os tempos - é um dos principais militantes ambientalistas de Hollywood. DiCaprio só aceitou filmar Diamante de Sangue na África, por exemplo, depois que a Warner Bros., estúdio do filme, se comprometeu a preservar as áreas de gravação, além de criar um projeto de reflorestamento.
[img01]Além da alma verde, essa sua preocupação vem da experiência desastrosa com o longa A Praia (2000), rodado na Tailândia. Os ambientalistas do lugar alegaram que a produção alterou o ecossistema do lugar. Na época, o ator afirmou que "jamais faria um filme que prejudicasse o meio ambiente".
ATIVISTA DE CARTEIRINHA
Membro de ONGs ambientalistas, como a Global Green USA, da NRDC (Natural Resources Defense Council), DiCaprio criou a própria fundação com missão ecológica, que leva seu nome, em 1998. Isso antes do namoro com a top Gisele Bündchen (de 2000 a 2005), que só reforçou a sua consciência verde. Juntos, eles visitaram a Amazônia e o Parque Indígena do Xingu, em 2004.
"Nós, americanos, precisamos servir de exemplo para o resto do mundo. Somos a democracia mais poderosa do planeta e, ao mesmo tempo, os maiores poluidores'', disse ele durante entrevista para divulgar seu documentário The 11th Hour, no festival de Cannes, em maio.
Preocupado com várias questões ambientais, principalmente com o aquecimento global, DiCaprio escreveu, produziu e narrou o longa, que chega neste mês ao circuito comercial nos Estados Unidos, com distribuição pela Warner Independent Pictures - no Brasil a previsão de lançamento de 11th Hour é 9 de novembro.
CINEASTA AMBIENTALISTA
Com estilo simples e didático, o filme descreve as agressões do homem ao meio ambiente e aponta as mudanças necessárias e urgentes. O título faz referência ao último momento, antes que seja tarde demais para salvar o planeta.
"Quando fazemos um filme, o diretor é deus (referindo-se ao poder que os diretores possuem). Neste documentário, porém, deus é o diretor (referindo-se à criação da Terra)'', disse o astro.
Dono da produtora Appian Way, sediada em Los Angeles, DiCaprio contratou as diretoras Leila Conners Petersen e Nadia Conners e selecionou mais de 70 entrevistados, de várias partes do mundo, para analisar o alarmante estado de saúde do planeta. Eles são cientistas, pensadores e líderes mundiais, com destaque para o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, 76, o cientista Stephen Hawking, 65, e os especialistas em design sustentável William McDonough, 56, e Bruce Mau, 47, entre outros.
"Nós simplesmente registramos o que eles tinham a dizer, editando o material em uma hora e meia de duração. Foi um processo complicado, mas deixamos que os entrevistados determinassem a essência do filme. Eu só tive de fazer as perguntas e obter a história real'', contou o ator, que aproveitou para criticar a falta de pulso do presidente americano, George W. Bush, 61, no movimento verde. "Ele tem feito muito pouco pelo meio ambiente.''
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Mesmo longe das câmeras e da parafernália hollywoodiana, o astro também faz a sua parte. Entre as várias ações, dirige um veículo híbrido (ou flex, como preferimos chamar no Brasil), uma atitude que contrasta com a da maioria das estrelas do cinema, que prefere circular a bordo de limusines.
E, quando viaja de avião, dispensa a extravagância do jato particular - outra preferência das celebridades. Quando foi a Cannes, por exemplo, pegou, como qualquer mortal, um vôo comercial dos EUA até a França. Sua mala foi até extraviada. "Sempre que possível, viajo com empresas aéreas tradicionais.''
*Colaborou Miguel Arcanjo Prado
O público conhece Leonardo DiCaprio, 32 anos, pelos seus atributos mais óbvios: o rosto bonito, o corpo atlético e o talento para encarnar tipos intensos nas telas. Mas o astro projetado mundialmente com
Titanic (1997) - até hoje a maior bilheteria de todos os tempos - é um dos principais militantes ambientalistas de Hollywood. DiCaprio só aceitou filmar Diamante de Sangue na África, por exemplo, depois que a Warner Bros., estúdio do filme, se comprometeu a preservar as áreas de gravação, além de criar um projeto de reflorestamento.
[img01]Além da alma verde, essa sua preocupação vem da experiência desastrosa com o longa A Praia (2000), rodado na Tailândia. Os ambientalistas do lugar alegaram que a produção alterou o ecossistema do lugar. Na época, o ator afirmou que "jamais faria um filme que prejudicasse o meio ambiente".
ATIVISTA DE CARTEIRINHA
Membro de ONGs ambientalistas, como a Global Green USA, da NRDC (Natural Resources Defense Council), DiCaprio criou a própria fundação com missão ecológica, que leva seu nome, em 1998. Isso antes do namoro com a top Gisele Bündchen (de 2000 a 2005), que só reforçou a sua consciência verde. Juntos, eles visitaram a Amazônia e o Parque Indígena do Xingu, em 2004.
"Nós, americanos, precisamos servir de exemplo para o resto do mundo. Somos a democracia mais poderosa do planeta e, ao mesmo tempo, os maiores poluidores'', disse ele durante entrevista para divulgar seu documentário The 11th Hour, no festival de Cannes, em maio.
Preocupado com várias questões ambientais, principalmente com o aquecimento global, DiCaprio escreveu, produziu e narrou o longa, que chega neste mês ao circuito comercial nos Estados Unidos, com distribuição pela Warner Independent Pictures - no Brasil a previsão de lançamento de 11th Hour é 9 de novembro.
CINEASTA AMBIENTALISTA
Com estilo simples e didático, o filme descreve as agressões do homem ao meio ambiente e aponta as mudanças necessárias e urgentes. O título faz referência ao último momento, antes que seja tarde demais para salvar o planeta.
"Quando fazemos um filme, o diretor é deus (referindo-se ao poder que os diretores possuem). Neste documentário, porém, deus é o diretor (referindo-se à criação da Terra)'', disse o astro.
Dono da produtora Appian Way, sediada em Los Angeles, DiCaprio contratou as diretoras Leila Conners Petersen e Nadia Conners e selecionou mais de 70 entrevistados, de várias partes do mundo, para analisar o alarmante estado de saúde do planeta. Eles são cientistas, pensadores e líderes mundiais, com destaque para o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev, 76, o cientista Stephen Hawking, 65, e os especialistas em design sustentável William McDonough, 56, e Bruce Mau, 47, entre outros.
"Nós simplesmente registramos o que eles tinham a dizer, editando o material em uma hora e meia de duração. Foi um processo complicado, mas deixamos que os entrevistados determinassem a essência do filme. Eu só tive de fazer as perguntas e obter a história real'', contou o ator, que aproveitou para criticar a falta de pulso do presidente americano, George W. Bush, 61, no movimento verde. "Ele tem feito muito pouco pelo meio ambiente.''
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Mesmo longe das câmeras e da parafernália hollywoodiana, o astro também faz a sua parte. Entre as várias ações, dirige um veículo híbrido (ou flex, como preferimos chamar no Brasil), uma atitude que contrasta com a da maioria das estrelas do cinema, que prefere circular a bordo de limusines.
E, quando viaja de avião, dispensa a extravagância do jato particular - outra preferência das celebridades. Quando foi a Cannes, por exemplo, pegou, como qualquer mortal, um vôo comercial dos EUA até a França. Sua mala foi até extraviada. "Sempre que possível, viajo com empresas aéreas tradicionais.''
*Colaborou Miguel Arcanjo Prado